quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

#Resenha: Desejo à meia-noite, Lisa Kleypas (Série Os Hathaways #1)

Oii, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que demorei anooooos para ler!
Confira!

Desejo à meia-noite é o primeiro livro da série Os Hathaways, da autora americana Lisa Kleypas. Gente do céu, tenho esse livro desde o lançamento em 2013, já tinha até me esquecido dele! kkkk O que foi uma pena não ter lido-o antes, pois gostei demais desse primeiro volume.

Aqui conhecemos Amelia Hathaway, a segunda mais velha de cinco irmãos órfãos e falidos, que se mudam pro campo onde seu irmão mais velho, Leo, herdou uma propriedade de família. O único bem que eles têm.

Leo está bebendo muito, além de ter um comportamento péssimo, desde que sua noiva faleceu. E, com isso, a família vem enfrentando maus bocados. A pobreza e a ruína se aproximam e Amelia precisa dar um jeito de trazer seu irmão de volta à vida. Trazer o homem fofo e gentil que ele tinha sido.

Na primeira página nos deparamos com Amelia indo até um bordel procurar por seu irmão, contando com a ajuda do cigano Merripen, que foi um protegido de seu pai e hoje é ajudante e como um irmão para ela e suas irmãs, e também do cigano misterioso Cam Rohan. Um homem muito rico e prestigiado que lhes ajuda a encontrar o louco do Leo e também faz o coração de Amelia bater mais forte.

Uma das coisas que mais gostei nesse livro, foi a abordagem sobre o preconceito dos ingleses contra os ciganos daquela época. Sendo um livro de época, é claro que haveria preconceitos e discriminações, mas eu não imaginava que era tanto e com tantas culturas diferentes. Ao longo do livro, tanto Cam, quanto Merripen, sofrem com isso e é muito duro ver o ser humano ser escroto assim.

A Amelia foi apaixonada por um amigo do irmão e acabou levando um pé na bunda, já que o dito cujo preferiu largá-la e correr atrás duma moça rica. Ai, gente, fiquei triste por ela, que fazia tanto pelos irmãos e depois desse embuste ficou se sentindo uma solteirona desajeitada.

Nessa nova propriedade muitas confusões acontecerão, e é com a ajuda de Cam e de alguns novos vizinhos que Amelia vai contar, iniciando uma nova fase na vida de todos e reacendo a paixão no coração da nossa protagonista.

O Cam é um fofo, adorei ele. Ele se apaixona quase que imediatamente pela Amelia, e o que eu mais gostei foi de ver ele lutar por ela, ajudando, estando presente, cuidando de seus irmãos e de sua casa problemática. Em nenhum momento ele reclama da "bagagem" que ela tem, apenas está lá. Não é como muitos personagens que reclamam e humilham a família da namorada/noiva, não, ele ajuda e cuida de tudo. Achei um amorzinho.

Mas é certo que a vida tentará os separar a cada página virada.

Enfim, não gosto muito de romances de época, mas esse eu achei bem fofo e tem uma história cativante, bem bolada e com personagens bastante batalhadores.
Com certeza vou querer continuar a série.

Leiam!!


Essa é a quinta resenha de Janeiro do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: livro mais velho da minha estante.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijinhos,
Ana M.

sábado, 26 de janeiro de 2019

#Resenha: Fazer amor, Gary Chapman

Olá, pessoal, tudo bem?
Vamos para a segunda resenha de hoje!
Confira!

Quem acompanha o blog sabe que o terapeuta e escritor americano cristão, Gary Chapman, é um dos meus autores preferidos. Pois é, leio pelo menos um livro dele por ano, e comecei 2019 já lendo Fazer amor, um livro que fala sobre sexualidade no casamento cristão.

Na verdade, o livro pode ser lido por qualquer pessoa, de qualquer religião, o que diferencia aqui, é que o autor usa exemplos bíblicos sobre a sexualidade e sua importância na vida do casal.

É um livro bem curtinho, eu li numa sentada, tem menos de 100 páginas.

Em suma, ele aborda os problemas sexuais que homens e mulheres sofrem; como abordar assuntos e problemas que envolvam sua sexualidade e preferências com seu cônjuge sem causar transtornos, brigas ou constrangimentos desnecessários.

E algo que realmente me encanta: a importância de respeitar um ao outro e suas personalidades.

O autor deixa claro que até a vida sexual de uma pessoa - algo extremamente íntimo -, muda e gera confusões devido a sua personalidade. Por exemplo, uma pessoa mais acanhada não demonstra seus sentimentos mesmo para o cônjuge por ter vergonha, etc.

O autor dá dicas sobre como melhor sua vida em casal; como tratar doenças e traumas de cunho sexual; como ter paciência, perdoar e ajudar seu cônjuge e como a falta de consideração por tal reflete em todas as áreas do casamento.

Achei o livro interessante, aberto sem tabus, nem julgamentos e bastante inteligência para abordar assuntos tão delicados e que geram muitas tretas!

Só não gostei muito de ser tão curto, acho que poderia ter mais coisas, mais informações, etc. Mesmo assim, superindico!


* Leia também as demais resenhas de Gary Chapman já publicadas aqui no blog:

Essa é a quarta resenha de Janeiro do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: um livro de capa branca.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijos,
Ana M.

#Resenha: Almanova, Jodi Meadows (Trilogia Incarnate #1)

Oii, gente, tudo bem?
Desculpe meu sumiço, mas aproveitei pra começar o ano colocando muitos projetos pessoais em andamento, e com isso, demorei um pouco mais pra ler.
Mas, hoje teremos duas resenhas! AEEEEH!
Confira!

Desde o lançamento estou ansiosa para acompanhar a trilogia Incarnate, da autora americana Jodi Meadows, que começa com o livro Almanova. É uma fantasia bem diferente e que de cara me chamou a atenção.

O livro conta a história de Ana, uma jovem de 18 anos, filha da grossa e maldosa, Li, e que é uma alma nova. No mundo de Ana, todos já viveram milhares de anos, morrem e reencarnam em novos corpos, podendo vir como homens ou mulheres, e inclusive, reencontram seus melhores amigos e antigos amores na nova vida que se inicia. Menos Ana. Ana veio no lugar de Ciana. Cada alma é única e imortal, porém, Ciana misteriosamente não reencarnou. E Ana, como uma nova alma traz muitas interpretações e desconfianças, fazendo com Li a trate supermal e vá com ela morar longe do centro de Heart.

Ana cresce sofrendo todo o tipo de preconceito por parte da própria mãe, que a culpa pelo desaparecimento da alma de Ciana, e por ter que viverem reclusas, já que o povo da cidade não aceita a menina.

Mas obriga Ana a ir em busca de informações na biblioteca que contém muitos registros, a fim de saber se existe uma explicação para o que aconteceu.

Ana segue para o centro de Heart, só que Li, na verdade, tinha feito uma armadilha para matá-la e é graças a Sam que Ana escapa e assim começa essa aventura.

Sam é um jovem da idade de Ana, embora ele seja reencarnado como todos. Ele ajuda Ana, salva e cuida dela por semanas, até levá-la para sua casa em Heart e passar a instruí-las, mas o "governantes", por assim dizer, da cidade, desconfiam muito dela, a veem como uma aberração e apenas por Sam ser de confiança é que permitem que ele seja responsável por sua educação e adaptação a uma vida normal.

Ana e Sam vivem juntos, ele lhe explicando sobre as regras da sociedade, tudo sobre as reencarnações e sobre o que pensa dela ser nova, diferente, única.

O livro é rápido e não traz grandes revelações. Não posso falar mais sobre a trama pra não correr o risco de soltar algum spoiler.

Não gostei muito, não achei uma fantasia bem desenvolvida. A ideia é ótima, mas ficou muito na repetição e faltou mais emoção e explicações sobre o mundo de Heart. O final foi interessante, todavia, ao invés de nos trazer resoluções, abriu mais perguntas sem solução. Tô na dúvida se leio ou não os outros dois volumes da trilogia. É uma leitura leve, boa pra descontrair, mas nada de mais.

Essa é a terceira resenha de Janeiro do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: fantasia.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijinhos,
Ana M.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Que tal comprar o tanto que quiser com descontos garantidos acessando o Cupom Válido!

E aí, gente, tudo bem?

Vocês também adoram comprar na internet como eu?
A praticidade e a vasta variedade de produtos online é uma tentação, né? 
Eu adoro comprar de tudo diretamente do conforto do meu quarto kkkkk  
Principalmente livros

E hoje eu vim dar uma dica incrível sobre como economizar nas comprinhas utilizando os cupons de desconto fornecidos e atualizados diariamente pelo site Cupom Válido.

O site Cupom Válido disponibiliza cupons de desconto para diversas áreas de compra virtual de 411 lojas, você pode usar vários deles por dia, de lojas e para compras diferentes.

Por exemplo: Hoje está válido o cupom de 20% de desconto em livros na Saraiva (CORRE, GENTE! BORA COMPRAR!). 


Também tem o cupom de 10% de desconto em eletrodomésticos nas Casas Bahia.


Viu? Tem cupons para todas as suas necessidades! Para comprar livros, calçados, produtos de beleza, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e muito mais!

Faça como eu e já comece a utilizar os cupons!

É muito fácil começar a usar e não precisa de cadastro:
- É só você entrar no site do Cupom Válido: https://www.cupomvalido.com.br/ e procurar a loja que quer (descendo a barra ou digitando seu nome na busca);


- Selecionar qual cupom combina com a sua compra;

- Clicar em "Clique para ver cupom" ou "Clique para ativar";



- Espere abrir uma nova aba em que seu cupom será gerado;


- Pronto! É só copiar o código do cupom e colá-lo na hora de fechar sua compra;

- Caso você nunca tenha usado um cupom e não saiba bem como utilizá-lo no site da loja, é só descer a página em que o cupom é gerado que está tudo explicadinho lá.


Muito fácil, né, gente?!
Eu adoro usar esses cupons! Sempre me ajudam a comprar mais! Hahahahaha

Alguma dúvida?
Qualquer coisa, é só comentar!

Beijinhos,
Ana M.




segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

#Resenha: As Sete Irmãs, Lucinda Riley (Série As Sete Irmãs #1)

Gente, vamos pra última resenha da noite!
Espero que estejam gostando!
E agora de um livro bastante aguardado!

As Sete Irmãs é o primeiro volume da série As Sete Irmãs, da autora irlandesa Lucinda Riley. A série conta em cada livro a história de uma das seis irmãs, e podem ser lidos separadamente, sem ser na ordem de publicação. Até agora foram lançados cinco volumes, e sim, teremos sete, mesmo que a sétima irmã não tendo sido encontrada.

A Série As Sete Irmãs nos apresenta a família D'Aplièse e cada livro é narrado por uma irmã. Essa família mora na Suíça e é formada por seis irmãs adotivas, cada uma adotada de um país diferente por Pa Salt, um homem riquíssimo e muito misterioso, que as amava demais e fez de tudo pelas meninas. E deu para cada uma um nome das sete estrelas da constelação das sete irmãs, as Plêiades. Mas ele nunca adotou a sétima irmã (Mérope). Em As Sete Irmãs, conhecemos a irmã mais velha, Maia, uma tradutora muito inteligente e centrada, porém, um tanto depressiva e reclusa. Logo no início, ao saber da morte do pai, Maia ajuda a mulher que trabalhou a vida toda para o seu pai, ajudando-o a criá-las, Marina, a localizar suas irmãs e avisá-las da morte do pai.

Quando recebe a carta e a pedra sabão do pai, e descobre pela esfera armilar que ela nasceu no Rio de Janeiro, Maia fica sem saber o que fazer. Pra ela, ainda é difícil acreditar na morte do pai, e mais que isso, ir atrás de descobrir o que houve com seus pais biológicos e porque de a terem abandonado.

Porém, o segredo que Maia esconde é muito forte e o arrependimento a corrói. Com medo do passado interferir novamente em seu futuro, Maia, às pressas viaja para o Brasil e com a ajuda do escritor carioca, Floriano - o qual ela havia traduzido um livro dele para o Francês -, passa a investigar seus possíveis parentes.

No passado, vamos para os anos 20, e conhecemos a aristocrata Izabela Bonifácio, uma jovem linda e muito rica, que sonha encontrar o amor verdadeiro, mas é obrigada pelos pais a se casar com Gustavo Aires Cabral, o herdeiro de uma das famílias mais respeitadas e nobres do RJ.

Izabela não o ama, não quer se casar com ele, e quando sua amiga Maria, filha do engenheiro Heitor da Silva Costa, a convida para ir a Paris, onde seu pai encomendará com o escultor Landowski o Cristo Redentor, Izabela decide ir, e voltar apenas nas vésperas de seu casamento. Afinal, ela merece esse tempo para si, já que depois será obrigada a viver a vida toda ao lado do homem que despreza. 

Ao chegar em Paris, Izabela logo se encanta pelo assistente do escultor, o francês charmoso, boêmio e bem estilo cafajeste, Laurent Brouilly, e aos poucos eles vão se envolvendo num romance proibido.

A Izabela foi uma das poucas personagens do livro que eu gostei. Não muito, mas entendo ela. Achei ela fofa e inteligente, merecia poder escolher seu próprio caminho. Ela errou bastante ao decorrer da trama, mas sabe, eu a entendo, e as coisas que lhe acontecia era tãooooo ruins, que poxa, fiquei com dó!

O Laurent me fez pagar a língua. Detestei ele desde sua primeira aparição. Parecia ser beeeem cafajeste, porém, ele me surpreendeu um bocado. Não que seja santo, só que também não foi tão ruim. Na verdade, dos mocinhos da Lucinda Riley, ele foi o que mais gostei.

A Maia achei extremamente sem sal! As partes do presente que eram narradas por ela, foram muito sem graça, muito água com açúcar. Ela não tinha emoção com nada, era só come/dorme/toma banho e sai com o Floriano. Esse sim achei bem brasuca! A Lucinda morou no Brasil por uns tempos pra escrever essa série, e ela incorporou bem na trama nossas peculiaridades! O Floriano é gente boa e falante, animado, alto astral igual a gente mesmo, e o melhor, as descrições do Rio, sobre as pessoas, as favelas, os problemas e as coisas boas também, não foram exageradas. Confesso que estava com medo dela criticar muito nosso paisinho, mas não, foi só alegria e muito samba no pé - graças ao Floriano, repito, porque a Maia não dá!

O segredo da Maia me deixou muito triste. Acho que ela errou feio. Não a julgo, até por partes a entendo, só acho que ela não precisava ter feito o que fez. Foi legal ver ela voltar a atrás e tentar consertar o passado, se perdoar, contudo, faltou algo, o seu segredo, que causou-lhe certa amargura não combinou com seu tipo de vida e até de personalidade, acho que a autora apenas quis colocar esse drama na trama, embora não tenha se encaixado com a personagem, a meu ver.

O final foi bem emocionante. Teve descobertas, teve emoções e dramas, nada muito profundo, mas foi legal, estilo novela. kk

Achei o mais leve de todos da série. Embora ele seja o primerio, como eu comecei a lê-lo logo que foi lançado e parei no comecinho já por não gostar da Maia, decidi que iria lê-lo por último, e pra mim, ele foi o mais leve, rápido e sem muito desenvolvimento.

Eu não sei o que acontece, não sou chegada nas protagonistas da Lucinda Riley, mas adoro ler seus livros. É um vício!
Principalmente, adoro ela misturar países e culturas diferentes, isso me atrai demais!

Essa edição que eu li é a primeria publicada aqui no Brasil, porém, ela foi relançada por uma nova editora, junto com os demais livros da série.
Quem quiser comprar a primeira edição ainda é possível, embora tenham poucos exemplares (vou deixar o link de compra no final do post).

Então, é isso, gente, em breve lerei o quinto volume da série, A Irmã da Lua e volto com resenhas pra vocês.

Ainda esse mês terá resenha do grande sucesso da autora A Casa das Orquídeas, fiquem ligados!


* Leia também as demais resenhas dos livros da Lucinda Riley já publicados aqui no blog:
- A Luz Através da Janela
- A Garota do Penhasco

Essa é a segunda resenha de Janeiro do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: a minha escolha.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijinhos,
Ana M.

#Resenha: A Garota do Penhasco, Lucinda Riley

Boa noite, gente, tudo bem?
Vamos pra terceira resenha de hoje!
O primeiro livro lido do ano!

Queria muito ter lido A Garota do Penhasco, da autora irlandesa Lucinda Riley, ano passado. Mas não deu tempo, também né, um livro com mais de 500 páginas, rs. Porém, dia 1º iniciei minha leitura e consegui terminá-lo em dois dias e meio. Tô muito viciada nos livros da Lucinda e assim que o finalizei, corri ler outro (a resenha vem em seguida!).

A Garota do Penhasco conta a história da escultora Grania, que após sofrer um aborto espontâneo, decide largar seu marido nos EUA, e volta para a Irlanda, seu país, e vai morar com seus pais. Grania não conta o motivo de ter abandonado seu marido, Matt, se recusa a falar com ao telefone, mesmo ele ligando todos os dias, e passa dia após dia numa depressão dolorosa e sem pressa para ir embora.

Ao caminhar pelo penhasco perto da casa dos pais, sem rumo, ela vê uma menina lá sozinha, como se em transe, observando e quase caindo do penhasco. Mesmo tentando falar com ela, não obtém resposta, mas sua mãe lhe explica que essa menina é Aurora, e que há poucos anos, sua mãe se jogou do penhasco, por isso ela sempre volta lá.

Dias depois, Grania e Aurora se reencontram e passam a conversar. Aurora é encantadora, animada, um doce, embora um pouco mística, e com isso Grania passa a visitá-la em sua mansão e até a cuidar dela, quando seu pai, Alexander, viaja.

Kathleen, a mãe de Grania, não aceita essa amizade, pois a sua família e a de Aurora, na geração passada, tiveram um grande desentendimento. Algo horrível aconteceu entre eles e nada poderá os unir novamente. Ela acredita que essa amizade da filha com Aurora poderá trazer mais tragédias para sua família...

O livro é divido entre passado e presente, no passado, então, conhecemos Mary (da família de Grania), uma jovem órfã que vai trabalhar na Inglaterra após seu noivo ir servir na Primeira Guerra Mundial. Na casa grande da família de Lawrence Lisle (da família de Aurora), inicialmente ela seria uma empregada comum, no entanto, anos depois, Lawrence traz uma criança para casa e Mary precisa cuidar dela. Por anos a fio. Até quando recebe a notícia do desaparecimento do noivo. Mary não tem mais ninguém, apenas a criança também órfã, Anna, e por ela, Mary fará qualquer coisa.

O livro tem mais de 500 páginas e confesso que as primeiras 200 foram beeeeem lentas, mas eu tinha lido tantos comentários positivos sobre a trama que mesmo sendo uma leitura um pouco maçante, me esforcei a ler rápido. Logo após essas 200 primeiras páginas a coisa começa a esquentar e embora ainda lenta, eu não conseguia largar o livro até saber de todos os segredos que permeavam a família Lisle e Ryan.

Na verdade, a história foi muito simples mesmo. Em suma, fala sobre como o amor pode curar e também machucar para sempre. São as diversas formas de amor que mudam e constrói nossas vidas. Derruba muros, constrói pontes. Cria laços eternos e também quebra outros.

Até que ponto uma mulher pode chegar na luta pela segurança de uma filha? Quantos medos podemos enfrentar quando a segurança de nossos filhos estão em jogo?

Mary e Grania são mães do coração e por esses filhos elas erraram, lutaram, consertaram, tentaram. Em cada geração houve um resultado, alguns bons, outros não, mas todos estão ligados pelo amor materno.

Gostei de como ao decorrer da trama toda a autora mostra bem o quanto essas mulheres querem ser mães. Porém, o que me incomodou muito são os outros temas e fatores abordados, que na minha opinião, faltou bastante desenvolvimento, explicações e mais sentimentos. 

A tragédia que aconteceu entre essas famílias foi muito horrível, e também faltou mais explicações.

Um livro leve, sem muitas surpresas, que me marcou por ver mães adotivas tão empenhadas e amorosas!


* Leia também as demais resenhas dos livros da Lucinda Riley já publicados aqui no blog:
- A Luz Através da Janela

Essa é a primeira resenha de Janeiro do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: um livro que deveria ter lido em 2018.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijocas,
Ana M.

#Resenha: A Irmã da Pérola, Lucinda Riley (Série As Sete Irmãs #4)

Oi, gente, tudo bem?
Vamos pra segunda resenha do dia, um livro muito aguardado por mim!
Confira!

A Irmã da Pérola é o quarto volume da série As Sete Irmãs, da autora irlandesa Lucinda Riley. A série conta em cada livro a história de uma das seis irmãs, e podem ser lidos separadamente, sem ser na ordem de publicação. Até agora foram lançados cinco volumes, e sim, teremos sete, mesmo que a sétima irmã não tendo sido encontrada.

A Série As Sete Irmãs nos apresenta a família D'Aplièse e cada livro é narrado por uma irmã. Essa família mora na Suíça e é formada por seis irmãs adotivas, cada uma adotada de um país diferente por Pa Salt, um homem riquíssimo e muito misterioso, que as amava demais e fez de tudo pelas meninas. E deu para cada uma um nome das sete estrelas da constelação das sete irmãs, as Plêiades. Mas ele nunca adotou a sétima irmã (Mérope). Em A Irmã da Pérola conhecemos a quarta filha, Ceci, uma artista formidável. Ceci adora pintar, porém, acaba de trancar a faculdade de Artes em Londres, por não se sentir adequada às técnicas de aprendizado que seus profes vêm ensinando. 

Bom, sem ser spoiler, mas os livros dessa série já começam com a morte de Pa Salt e a esfera armilar com as coordenadas geográficas para suas filhas descobrirem seu local de nascimento, com uma carta para cada uma e um suvenir que tem relação com sua família biológica, assim, deixando nas mãos delas se querem ou não descobrir sobre seu passado.

No caso desse quarto volume, já começamos a narrativa uns quatro meses depois da morte de Pa Salt, e a Ceci foi a única irmã a não receber nenhum suvenir, apenas a carta de seu pai e uma herança que o advogado dele lhe entregou - sem maiores explicações. A partir dessa carta, Pa Salt lhe dá o nome de Kitty Mercer, uma mulher ousada para sua época, que ajudou no crescimento da fábrica de pérolas de sua família.

Conforme a leitura do livro biográfico de Kitty, Ceci vai se envolvendo mais e mais com a história, sem saber ao certo, o que essa senhora tem a ver com sua vida e com seus pais biológicos.

Ela começa a ler o livro já na Tailândia, um lugar lindo que adorou visitar anos antes com a irmã, Estrela, e como sente saudades de Estrela - que está longe no momento (leia a resenha A Irmã da Sombra, para saber mais) e tem se sentido perdida com a relação à faculdade e seus sonhos, Ceci acreditou que viajar seria o melhor a fazer. E foi, realmente.

Na Tailândia ela conheceu Ace, um jovem lindo e enigmático com o qual vive um breve romance e após algumas semanas vai para a Austrália, país em que a esfera armilar de seu pai indicava ser seu país de origem, e também país em que a inglesa Kitty se casou e administrou a fábrica de pérolas.

Ao chegar na Austrália, Ceci logo faz amizade com Chrissie, uma jovem nativa muito animada e disposta a ajudá-la, que a leva para conhecer pessoas importantes de seu passado e lhe conta sobre os preconceitos vividos pelos aborígenes anos atras, na época de Kitty...

Kitty é uma jovem inglesa que vai para a Austrália acompanhar uma senhora idosa que precisa de uma dama de companhia nessa viagem através de navio. Kitty, fica relutânte, porém, ao descobrir que o pai - que é um pastor! - traiu a mãe e engravidou uma jovem -, prefere sair de casa, a ter que aguentar viver nessa falsidade toda.

Logo que chega na Austrália, surpreende-se com o calor, os territórios sem donos, sem uma grande população e principalmente, o preconceito contra os aborígenes.

Na família dessa senhora ela conhece os seus sobrinhos gêmeos, Drummond e Andrew, lindos por fora e completamente opostos por dentro. Apaixona-se por Drummond, mas este, é tão #vidaloka que a deixa para viajar com alguns amigos bebuns, e com isso, ela acaba por aceitar casar-se com Andrew, mesmo não amando-o e achando-o um chato. rs

Eu adorei a narrativa desse livro. Acho que de todos da Lucinda que li, esse, sem dúvida, foi o mais fluído e gostoso de ler.

Contudo, a história não me agradou tanto.

Achei a Kitty insuportável. No começo ela é maravilhosa, inteligente, esforçada, humilde. Depois que casa-se com Andrew e se torna rica, fica chata, reclamona e sem interesse por nada. A única coisa boa que ela faz é tratar bem os aborígenes nativos e contratar dois - Fred e Camira -, para trabalhar para ela, tendo-os em alta conta.

É admirável sim, como ela os trata, mas sinceramente, né, não faz mais do que nossa obrigação tratar TODAS AS PESSOAS bem, não existe isso de um melhor que o outro, mas ok. Naquela época, era assim, então, ela foi boa com eles, de verdade.

Só com o decorrer da trama ela se torna muito hipócrita, erra pra carambola! kkkkk
Faz muitaaaaa coisa errada!
Sabe as coisas que ela criticava no pai, na mãe, e etc.? Fez pior!
E depois tentou dar uma de Madalena arrependida, não querendo assumir a culpa, depois se fazendo de "pra sempre amargurada indigna", muito chata, demorei mais pra ler, porque sinceramente eu não aguentava ela.

Ela faz coisas boas, ajuda muita gente, principalmente os mais necessistados, porém, é hipócrita e mentirosa. Enfim, não gostei dessa personagem.

Sobre a Ceci eu adorei ela, achei-a muito fofa e compreensiva, tendo lido os outros livros da série antes desse, eu tinha achado ela bem mandona e encrenqueira, entretanto, no seu próprio livro, ela tá um amor, e só na humildade. Só não gostei de ela ter aparecido tão pouco. Teve muitoooo pouco dela, na maioria das vezes, só narrava o passado, e na parte do presente, ela conversando com algum personagem sobre o passado da Kitty.

Como em todos os livros da Lucinda Riley, aqui temos a divisão de partes narradas no passado (Kitty) e no presente (Ceci). Eu particularmente gosto muito desse estilo, é o que mais me instiga a ler os livros da tia Lu.

Sobre a família biológica dela, eu gostei, embora tenha achado errado o motivo de ela ter sido colocada para adoção. Não combinou com as crenças e atitudes de sua família.

Sua relação com o Ace me deixou estupefata ao quadrado! Jurava que seria dum jeito e foi muito diferente. Gostei do final deles, apesar de não ser como eu queria que fosse! O Ace foi meu personagem preferido, apesar dos pesares (que são pesados!), e ele mostrou bem que aparências ENGANAM!

O final foi bom.
Só que, sei lá, faltou mais da Ceci. Queria ouvir mais sua voz e suas opiniões, espero que tenhamos um vislumbre do que lhe aconteceu nos próximos livros da série.


* Leia também as demais resenhas dos livros da Lucinda Riley já publicados aqui no blog:

Beijos,
Ana M.

#Resenha: Amor Plus Size, Larissa Siriani

E aí, galera, tudo beleza?
Bora pra primeira resenha do ano!

Primeiramente, Feliz 2019, gente! 
Obrigadãooooo a todos que acompanharam o Elvis Gatão
Esse ano quero trazer muitas resenhas e dicas da hora pra vocês!

E, hoje para começarmos bem o ano, teremos quatro resenhas! Uhuuuuu! As duas primeiras de dois livros que li ano passado, e as duas últimas dos dois que já consegui ler nessa primeira semana de Janeiro.

Espero que curtam bastante!

E vamos pra resenhar! \o/

Ano passado em Agosto li o livro nacional Amor Plus Size, da autora Larissa Siriani, e amei tanto que reli em Dezembro - leitura esta, que foi mais emocionante que a primeira!

Amor Plus Size é narrado pela Maitê, uma linda garota de dezessete anos, que está muito deprimida e insegura por pesar mais de cem quilos. Obviamente que Maitê sofre muito bullying na escola, ela não vê a hora de se formar no 3º ano, pra esquecer de vez seus colegas de classe, ainda mais a Maria Eduarda, uma megera insuportável que a provoca e a humilha todos os dias por Maitê estar acima do peso e ainda fica exibindo seu corpo "perfeito".

Maitê é apaixonada há anos por Alexandre, o menino mais bonito da escola. E, surpreendentemente, eles acabam por fazer um trabalho juntos e se tornam amigos, levando Maitê ao delírio, e deixando seu melhor amigo, Isaac, inconformado.

Isaac é seu amigo de infância e é extremamente maravilhoso! Eu NECESSITEI parar a leitura a todo momento e para exlamar: "Por que não aparece um desses na minha vida?!" kkkkkk 
Gentil, fofo, inteligente, carismático, carinhoso e muito querido. Ama e ajuda Maitê sempre, e nunca lhe desprezou por ser gorda. Sempre, sempre, sempre ao seu lado para tudo.
Pena que a Maitê não o enxerga. Eu nunca quis tanto entrar num livro e dar uns chacoalhões num personagem como quis fazer com essa garota e gritar: "Fia, acorda pra vida! Olha que homão aí do seu lado!". hahahahaha

Maitê também é amiga da Josiane e Valentina que são do 2º ano. Que meninas alto astral! Adorei elas! Muito divertidas e fofas, deram um apoio da hora para a Mai. Tipo a Andressinha - minha best-sister-friend - era comigo quando estudávamos juntas (bom, a Dedessah ainda é uma best super pra mim ♥).

Ao decorrer da trama acompanhamos o sofrimento da Mai ao estar mais próxima de Alexandre e perceber que ele só a quer como amiga, e compreender que sim, sua aparência determina este fato.

O Isaac, incrível como é, mostra suas fotos para um agente de modelos plus size, e com isso, Mai passa a ter uma mudança enorme em sua vida, ao se tornar modelo!

Foi tão especial e incrível, porque a Mai finalmente se aceitou como é. Aprendeu sim, a se cuidar, valorizar sua saúde, mas também que, ser gorda não é feio, não é errado, não é inferioridade, e que as pessoas têm que amá-la pelo o que ela é por dentro e por fora. É o seu conjunto completo que tem ser amado e apaixonante, e não ter só um corpo perfeito pra expor por aí como a Maria Eduarda.

As mudanças na cabecinha da Mai foram incríveis, volto a repetir esse adjetivo, porque não tem outro pra exprimir tudo o que a obra foi pra mim. A forma como a Maitê passa a se amar, se respeitar e se aceitar é lindo e emocionante de ver, e me ajudou muito a superar minhas inseguranças com meu corpo.

A reviravolta que se deu na vida da Maria Eduarda me deixou estupefata, completamente. Eu realmente não esperava pelo o final dela. A Larissa Siriani arrasou em tudo, inclusive no final da grande "vilã" da trama! Acho que esses acontecimentos nos mostram o quanto a saúde e o amor próprio são fundamentais na nossa vida e que precisamos sempre lutar por eles. Não adianta ser como a Duda, sair por aí, exibindo um corpo perfeito, estando completamente doente, por dentro e por fora. Não posso falar mais pra não dar spoiler, mas, gente, que final de aprendizado, hein!

Ah, não posso me esquecer! Pelamorde Deus, gente, não façam festa usando o "eventos" do facebook, sem colocar no privado e checar bem quem você está convidando, para evitar tretas e rolos constrangedores mais tarde! kkkkkk Tem uma cena no livro que, bem, demonstra bem o que estou dizendo, e digamos assim, rolou uns rolos aí kkkkkkk

Sobre o final da Maitê, foi lindo, emocionante e muitoooooooo amorzinho! O crescimento interior da personagem foi tão grande, que nem lembramos direito do seu exterior. E é isso que precisa ficar bem marcado em nossas cacholinhas. Gente, o que importa o seu exterior? O que importa se você é gordo, magro, alto, baixo, etc.??? Nada disso importa perante as nossas atitudes e tudo que elas mudam ao nosso redor. Quando a Maitê se aceitou como é e passou a se valorizar e se amar mais, tudo em sua vida desabrochou, ela começou sua jornada de amor e felicidade, e em nenhum momento pesar mais de cem quilos interferiu em sua vida.
É claro que é normal ter inseguranças e querer mudar, faz parte da vida, mas, será que não estamos perdendo tempo de mais nos culpando e nos xingando tanto por não sermos perfeitos e termos o rosto/corpo/cabelo, etc., que a sociedade impõe como certo?
Eu  não sei vocês, mas eu sim, estava muito perdida e infeliz por não estar dentro do padrão "perfeito", porém, hoje, depois dessa leitura, posso dizer, que passei a me amar mais. E DEUS QUE ME LIVRE, de ficar tão incomodada com meu exterior e deixar um Isaac da vida passar. Misericórdia! kkkkkkkk (melhor eu parar de falar do Isaac, senão vocês vão me achar uma tarada kkkkk).

Bem, gente, o que mais posso dizer? Esse livro é incrível mesmo!
LEIAAAAAAAAM!

É muito amor envolvido!


 Beijinhos,
Ana M.