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quinta-feira, 27 de abril de 2017

#Resenha: Mulheres de Aço e de Flores, Padre Fábio de Melo

Oie gente, boa noite!
Como estão!
Aqui tudo bem tirando o frio kkk bom pra ler né??
Hoje tem resenha de um autor muito conhecido e amado!
Confira!


Mulheres de Aço e de Flores é o terceiro livro que leio do Padre Fábio de Melo (o Favo de Mel, como diria minha avó kkk). O primeiro que li dele foi Quem me roubou de mim? que gostei muito apesar de ter achado uns termos meio complicados de entender (preciso relê-lo urgente!) e Tempo de Esperas que amei e já foi resenhado aqui no blog!
Agora com esse terceiro mais uma vez me encantei com a inteligência, sabedoria e agilidade na escrita que o Padre Fábio tem!

A cada livro seu que li, foi uma escrita, uma ideia, uma forma de expressão e de passar sua mensagem diferente e sempre cativante.

Em Mulheres de Aço e de Flores, conheceremos através de crônicas a vida de diversas mulheres, sem nomear todas, sem citar cidade, idade e/ou detalhes mais íntimos, o Padre Fábio nos emociona ao trazer à tona com essas histórias a realidade de muitas mulheres.

Sofridas, caladas, mal tratadas, batalhadores, destemidas, desbocadas, pobres, enjoadas, infelizes, esperançosas, conversadeiras, e tantas outras.

É impossível não se identificar pelo menos um pouquinho com cada mulher de cada crônica.

Porém, confesso que não gostei muito, não. Achei um livro muito triste. Todas as crônicas narram tristezas e derrotas dessas mulheres. Erros não esquecidos e não perdoados. Amores impossíveis. Decepções que deixaram uma marca eterna. É muita tristeza e desolação num livro só! rsrsrs

É sim uma ótima leitura, bem escrito e que nos faz refletir, mas é muito triste/infeliz também.

Me trouxe ao decorrer da leitura um sentimento enorme de urgência, de correr em busca do que preciso para ser feliz, pois, analisando a história dessas mulheres, percebi o quanto devemos REALMENTE lutar pelos nossos sonhos, por menores que sejam, porque não realiza-los, pode gerar um sofrimento sem fim. Um câncer na alma!

Foi uma boa leitura, embora tenha me deixado triste em algumas partes kkkkk

E aí, quem já leu ou quer ler?
O Padre Fábio de Melo escreve muito bem, vale a pena conhecer suas obras!
Não se preocupem, que apesar de seus livros falarem sobre Deus e religião, não são extremamente teológicos nem preconceituosos. Qualquer pessoa, de qualquer religião pode lê-los sem problemas!





Essa é a quarta resenha de Abril do Desafio Literário Livreando 2017.
Da opção: um livro que o autor tenha nascido em Abril, o Padre Fábio fez niver no dia 3 desse mês! \o/
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijocas,
e até a próxima.

Ana M. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

#Resenha #30: Tempo de Esperas, Padre Fábio de Melo

Oiie gente, beleza??
Desculpem meu sumiço, ando muito ocupada, rs (muitooos livros encalhados kk).
Mas vou tomar vergonha na cara e postar mais, ok?

Hoje tem uma resenha bem legal de um livro especialíssimo para mim. Confira:


O livro Tempo de Esperas, O Itinerário de um Florescer Humano é narrado através de cartas, de uma forma fluída e bem casada. Sem pontas ou dúvidas.

Alfredo é um jovem acadêmico de filosofia, desacreditado da vida, e que ainda por cima acaba de sofrer uma decepção amorosa. Fica desolado, e por impulso desabafa com um de seus professores, que resolve lhe apresentar um amigo, que certamente poderá lhe ajudar. Esse amigo é o escritor e professor aposentado, também de Filosofia, Abner, Assim inicia-se uma amizade sólida e enriquecedora, através de cartas, que mudará a vida dos dois completamente. 

Alfredo conhecia Abner apenas de nome e sabia de seus grandes feitos. Fica maravilhado com a possibilidade de amizade, justo com um ídolo seu, e sem perder tempo, pede ajuda à Abner, como poderá reconquistar o amor de Clara - que lhe abandonou para viver com um florista.

O professor Abner é um homem tranquilo, feliz e sábio. Busca a felicidade através das simplicidades da vida, como cuidar de um jardim, por exemplo...
Com ensinamentos leves, descontraídos e naturais, vai ensinando seu pupilo a lutar e reconhecer em si mesmo aquilo que mais vale e lhe trará o sucesso que tanto almeja. Em contrapartida, Alfredo que é um tanto metido, não consegue deixar de questionar ao professor o porque dele ter abandonado sua vida de sucessos e realizações, a mesma que quer para ele. O professor leciona em cada carta, singelamente que o sucesso vem da fé, do amor próprio e ao próximo, da contemplação dos milagres da vida. Aquelas coisinhas simples que não damos o devido valor, mas que têm um sentido inestimável, que por vezes só respeitamos e zelamos depois de perdermos.

"O amor não seria isso, meu jovem Alfredo, o conforto da contemplação mística que o outro nos desperta? Sei que não é fácil compreender tudo isso. A contemplação não pertence aos territórios da inteligência. Pertence aos da sabedoria. Eu também já perdi muito tempo correndo atrás de perguntas e respostas. Hoje eu espero que elas me venham naturalmente. Descobri que a contemplação minimiza as ansiedades que antes me roubavam a alegria."
Leitura essencial! Se você quer discorrer sobre a vida, sobre sua beleza e fragilidade, conquistas e perdas imprescindíveis para o crescimento, leia este livro! Garanto que sua visão mudará drasticamente, e a sua vida se tornará mais rica e leve, feliz, feliz!!
"Meu caro Alfredo, não saber perder já é uma forma de perder sempre. E perder sempre é um jeito mesquinho de morrer antes do tempo. Quem não aprende a lidar com as perdas corre o risco de manter a vida estacionada. Multiplica os desafetos e despeja sobre o mundo todas as suas insatisfações." 
O padre Fábio de Melo escreve lindamente, com um toque poético e certeiro. Li dele também Quem me roubou de mim?, e pretendo ler suas outras obras em breve.
"[...] Paralelo ao pódio principal existe outro, não concreto, e que só pode ser visto pelos olhos de quem sabe crer que no fracasso há vitória. Nele eu ocupo o lugar mais alto. Sou muito mais homem depois de ter sido derrotado, e essa visão eu devo a você (de Alfredo para Abner)." 
Um grande beijo,
Ana M.