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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Resenha: Um caminho para a liberdade, Jojo Moyes

Boa noite, gente!

Tudo bem?

Hoje tem resenha de um livro que eu estava louca para ler!

Confira!

Um caminho para a liberdade da autora inglesa Jojo Moyes foi um dos lançamentos mais aguardados por mim. Porém, a escrita dela continua arrastada e desde novembro passado estou com ele aqui, me gritando para lê-lo!
Agosto foi o mês! Finalmente o li e gostei muito! Um dos melhores da Jojo, com certeza!

O livro conta a história de cinco mulheres que se conhecem na década de 1930, no Kentucky, EUA. Numa cidadezinha cheia de preconceito, probleza e iniquidades, essas mulheres com sua biblioteca ambulante, isto é, elas levam os livros para as pessoas em suas casas, à cavalo. Elas terão muito o que enfrentar, lutando por uma vida melhor, mais justa e pelo amor aos livros. Cinco desconhecidas que através de páginas e cavalgadas se tornarão grandes amigas.

Margery, Alice, Sophia, Izzy e Beth se conhecem logo no começo do livro. Na verdade, elas já se conheciam de vista, e Alice é nova na cidade, pois acabou de se casar com Bennett, um jovem mesquinho e ignorante.

Alice veio da Inglaterra e sofre muitas agressões por parte do sogro e do marido. Quando Margery abre a biblioteca, vê nela uma oportunidade de respirar ar puro novamente.

Sophia por ser negra só pode trabalhar em bibliotecas para negros. Sim, um horror! Então, convencida por Margery ela vem trabalhar nesta, embora seja clandestinamente.

Todas as outras bibliotecárias também sofrem algum tipo de repressão é juntas que superarão e encontrarão forças onde nem elas mesmo imaginam.

Gente, que livro!

Não dá pra citar cada personagem, são vários, cada um com sua importante e dor, cada um com seu impacto.

São muitos acontecimentos, todos muito marcantes e só mostram o quanto os livros salvam.

A intolerância e machismo com essas mulheres é grotesco demais. Teve partes que precisei parar de ler um pouco para respirar.

O final foi de tirar o fôlego! Virei a noite lendo mesmo com dor de cabeça! rsrs

A Margery e a Alice são os destaques. Todas são incríveis e têm sim sua importância, mas essas duas estavam sozinhas, sem família, sem ninguém, abandonadas. E foi unindo-se, com sororidade real, que conseguiram dar a volta por cima!

Não vou falar mais para não dar spoiler, mas é daqueles livros que todos têm que ler na vida, sim!

Muito bom mesmo!

Indicadíssimo!
        
Essa é a primeira resenha de agosto do Desafio Literário Livreando 2020.
Da opção: autora inglesa.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijocas,
Ana M.

sábado, 21 de dezembro de 2019

Resenha: Depois de você, Jojo Moyes (Trilogia #2)

Oii, gente, tudo bem?
Mais uma resenha de uma autora prefe!
Confira!
Esse é o 12º livro da Jojo Moyes que leio, e como sempre, eu estava esperando ser arrebatada por uma história cheia de emoção, tabus e confusões! E, por partes, foi o que encontrei, mas nem tanto.

Depois de você é a continuação de Como eu era antes de você, que começa meses depois do final do primeiro livro, e traz uma Lou muito quebrada, angustiada e deprimida, vivendo a fase da raiva escancarada do luto!

Para quem não conhece essa história, eu sugiro ler a resenha de Como eu era antes de você, aqui!, assim, você entenderá melhor, pois não vou dar spoiler nessa aqui.

Para quem já conhece e sabe como o livro anterior terminou, pode já imaginar como a Lou está sofrendo. Afinal, ela estava apaixonada, tinha dado tudo de si para fazer esse amor dar certo, e quando seu mundo ruiu, foi difícil imaginar uma nova vida.

Depois de uma temporada morando em Paris, ela passa a trabalhar em uma lanchonete horrenda, num aeroporto, e ao sofrer um acidente, sua família insiste com que ela faça terapia em grupo, tipo um AA, para voltar de vez a viver e ser a pessoa incrível, doce e cheia de vida que ela era.

Primeiro, preciso dizer que sim, entendo perfeitamente o estado deprimido dela, e acho que eu estaria até pior. Tanto o filme, quanto o livro de Como eu era, me deixaram abaladíssima. Toca, encanta, machuca, é uma explosão de sentimentos. Então, aqui nada de novo. Mas eis que surge algo novo na vida da Lou, que me fez ficar de queixo caído.

Lily. Uma nova personagem. Uma adolescente de 16 anos, chata, mimada, inconsequente. IN SU POR TÁ VEL!!!!!

Gente, como eu detestei as partes dela. E amei mais a Lou. Porque a mãe e amiga que a Lou foi obrigada a ser, Jesus Cristo, dai-me paciência! Só ela mesma! A Lou e a Lily são únidas pelo passado, e agora, no presente, terão que uma ajudar a outra a seguir em frente, mesmo elas tendo passado por tantas tragédias.

Acho que uma ajudou a outra. Mas a Lily é muito detestável.
Porém, ela passará por algo terrível no final, e a Lou vai ajudá-la a consertar a situação, e adorei como ela ajudou e como a Jojo trouxe em pauta um tema tão importante. Só não posso falar o que é pra não soltar spoiler.

Outro personagem que me fez xingar e sorrir a cada virar de página foi o Sam. A Lou fica amiga de um "parente" dele, gerando algumas confusões, e quando tudo se acerta e eles começam a engatar num romance, o Sam surta e fica um chato. Ai, gostei e odiei ele. Vai entender...

O final foi bem legal e emocionante.
A última cena com a Lily segurei as lágrimas! rs

Foi um bom livro, mas confesso que me decepcionou um pouco, eu esperava bem mais!

Agora pra mim só falta da Jojo ler Ainda sou eu, o último da Lou que parece ser lindo!!!! E o lançamento Um caminho para a liberdade que parece ser bem incrível também! Já estou com os dois no kindle, só falta ler! Torçam aí pra eu conseguir terminá-los esse ano!

* Leia também as demais resenhas de Jojo Moyes já publicadas aqui no blog:

Essa é a segunda resenha de dezembro do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: autora que amo.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijocas,
Ana M.

#Resenha: A última carta de amor, Jojo Moyes

Oii, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que eu estava louca para ler!
Confira!
Começo essa resenha dizendo o quanto eu amo os livros e os temas da Jojo Moyes! É o máximo o quanto ela nos toca, emociona e faz nos questionarmos sobre tantos dilemas e tabus da vida diária.
A última carta de amor foi um livro assim, me fez compreender que atitudes erradas não devem ser julgadas, pois, as vidas desses personagens eram tão complexas e tristes, que me vi torcendo pela felicidade deles!

Duas coisas me fizeram ansiar ainda mais por essa leitura: 1) a narrativa é no passado e no presente; e 2) temos cartas importantes na trama, e eu simplesmente amo cartas!

No presente, temos Ellie, uma jornalista que está se perdendo no trabalho e em seus sonhos, deixando toda a sua vida de lado, para apenas se "dedicar" ao amante.

Ao encontrar algumas cartas de amor perdidas no arquivo do jornal, Ellie fica imersa nessa história e decide investigar mais sobre esse casal e o que afinal aconteceu com eles.

No passado, temos Jennifer, uma mulher rica, que tem tudo o que o mundo diz ser o ideal para a felicidade, mas não tem memória, e de quebra, se sente mal na presença do homem que diz ser seu marido.

Após sofrer um acidente, ela perde a memória, e passa a viver dia após dia, sem saber o que fazer, como reagir e reativar suas lembranças. Até que encontra uma carta, que lhe toca a ponto de, aos poucos, ir reativando sua memória e lhe fazendo sofrer e se angustiar com o amor perdido.

É dureza ver a vida que a Jennifer levava com o marido. Como eu disse lá em cima, é compreensível sua traição, não acho certo, mas entendo, porque ela também sofreu.

E essa história tem tantas reviravoltas e surpresas que é difícil pra eu resenhar sem dar spoiler. Só sei que me emocionei muito com as partes da Jennifer. O marido dela é um tosco, grosseiro, insuportável. No começo, fiquei com mais raiva do amante do que do marido, porém, o amante foi um cafajeste que cresce tanto na trama que fiquei emocionada e sem palavras com o final dele!

Já na atualidade, sinceramente, achei a Ellie a coisa mais sem sal da face da terra! Chata, invejosa, preguiçosa e ficava ansiosíssima para se encontrar com o amante e com raiva quando ele dizia que tinha que ajudar a cuidar do filho doente. Até que coisas e coisas acontecem e ela recebe uma chance tão boa de mudar de vida, e vai lá e estraga tudo. O final dela achei bom, melhor do que ela merecia, se querem saber minha opinião! kkkk

Enfim, um bom livro, instigante e cheio de surpresas!
Gostei, embora acho que poderia ter sido mais romântico!

* Leia também as demais resenhas de Jojo Moyes já publicadas aqui no blog:

Essa é a primeira resenha de dezembro do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: com capa verde.
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Beijinhos,
Ana M.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

#Resenha: Baía da Esperança, Jojo Moyes

Oii, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro muito lindo!
Confira!
O livro Baía da Esperança da autora inglesa Jojo Moyes se tornou uma das minhas melhores leituras de 2019 e um dos meus livros preferidos da vida. Que livro lindo, sensível e emocionante, gente!
A narrativa é bem estilo sessão da tarde, leve, gostoso de acompanhar, com muito romance, desencontros, dramas e mentiras. Muito bom!

O livro conta a história de Mike, que sai da Inglaterra para a Austrália, para verificar alguns hotéis pequenos e tentar comprá-los, pois a empresa em que trabalha quer construir um resort lá.

Se hospeda no hotel Baía da Esperança de Kathleen, uma senhora de setenta e poucos anos, que é muito conhecida na região por ter capturado um tubarão quando jovem. Kathleen mora com a sobrinha Liza e com a filhinha dela, Hannah.

Liza tem um barco e é baleeira, junto com os pescadores locais, eles trabalham nesses barcos observando baleias e golfinhos, além de salvá-los de tentativas de capturas e etc.

Liza tem um passado trágico. Sofreu muitas perdas na vida, um relacionamento abusivo que lhe deixou marcas irreparáveis. É perceptível seu estado depressivo e uma tristeza forte, fincada em sua pele. A Hannah é um amor. Que garotinha adorável! Faz amizade com todos os hóspedes e moradores da região, é muito fofa e compreensiva, além de tentar levantar o astral da mãe.

Logo Mike se apaixona por Liza, Kathleen e principalmente Hannah, é bem engraçado e fofo como ele faz amizade com ela, como um pai mesmo, e os dois juntos aprontam muito! kk

Eu achei a maioria dos livros da Jojo cansativos de ler, porém, esse foi super rápido e gostoso, ele é narrado em 1ª pessoa pelos personagens principais, o que o torna mais interessante e traz uma emoção tão real!

Conforme a trama se desenrola, Mike vai aprendendo mais sobre a vida, o que realmente importa e sobre si mesmo. Consegue enxergar o homem fútil que foi e passa a mudar - com atitudes! E as suas atitudes são puras, sinceras e de tanta ajuda! Me surpreendi muito com ele!

A Liza é uma personagem que a gente sente a dor de longe. E não é fácil. A Hannah, tia Kath e os personagens secundários são todos muito queridos e me deixaram louca para ir visitar Silver Bay!

O final foi lindíssimo! Emocionante, sei que já repeti demais essa palavra na resenha, mas não tenho outra para descrevê-lo! Ah, tenho sim: apaixonante! Um livro intenso e com um tema importante a ser sempre discutido!

Ah, e para quem já leu O Navio das noivas têm uma curiosidade nesse aqui sobre uma das noivas! Adorei esse crossover! rsrsrs

Indicadíssimo!

* Leia também as demais resenhas de Jojo Moyes já publicadas aqui no blog:

Essa é a terceira resenha de outubro do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: capa rosa.
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Beijinhos,
Ana M.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

#Resenha: Nada mais a perder, Jojo Moyes

Oii, gente, tudo bem?
Bora para mais uma resenha de uma autora que estou viciada!
Confira!
E aí, #JojoLovers juntos e shallow now? Nada mais a perder era um dos livros que eu mais ansiava para ler da dona Jojo, porque essa capa + sinopse são simplesmente lindas, sem defeitos. Mas, não curti tanto assim essa leitura =/

O livro fala sobre a jovem francesa Sarah, de 14 anos, que é órfã e mora com seu avô, Henri, sua única família, em Londres. O avô foi um cavaleiro incrível na França e largou tudo para se casar com sua grande amada na Inglaterra, tendo que desistir do sonho, que por fim, passou para a neta.

Após seu avô sofrer um AVC, Sarah fica desesperada e sem dinheiro para comer e tratar do seu amado cavalo que está em um daqueles estábulos de aluguel.

Ao tentar roubar comida no supermercado, conhece e é ajudada pela advogada Natasha, uma mulher infeliz e muito amargurada, recém separada de Mac, que acaba a acolhendo e assim começa essa aventura.

Primeiro de tudo eu preciso pedir uma salva de palmas para esse ex-casal Natasha e Mac, porque mesmo pegando a menina no roubo, lhe dar um lar temporário e fazem muito, muito por ela, mesmo na minha opinião, ela não merecendo. Ah, eles estão morando juntos ainda, o porquê, tem que ler o livro para saber.

Sarah passa a morar com eles, que lhe dão casa, roupas, estudo, comida, e aí que parei de gostar da história, porque meu Jeovázinho, que menina insuportável! Gente, a Sarah sofreu na vida, ok, teve muitas perdas, mas, gente, as únicas pessoas que a ajudam e ela os trata tão mal, com tanta ingratidão. Do início ao fim.

Ao decorrer das semanas, para ficar com o cavalo, Sarah rouba dinheiro da carteira de Natasha, apronta poucas e boas e mente muito, muito, muito. Além de ter me dado um medo danado, porque uma menina de 14 anos saindo por aí fazendo tudo de arriscado que ela fez, nossa!

Natasha e Mac são muito bons e a histórias deles dois também. Uma história triste, que mostra um lado complicado e deteriorante do casamento, mas que valeu superapena e gostei muito de como a Jojo desenvolveu todos os perrengues deles! O final foi bem legal!

A Sarah só me fez passar dor de cabeça e mais nada!

A escrita da Jojo tá beeeeem fluída aqui e os personagens secundários são bem desenvolvidos e carismáticos também. A história toda se passa em Londres e amei, pois é um lugar que quero muito conhecer! Há várias explicações sobre cavalos também, não me incomodou, porém, não entendi tudo rsrs

O final da Sarah foi bom. A lição que tiro do livro é que devemos sonhar muito, lutar muito, buscar nossas realizações, porém, ter sempre o pé no chão, porque nem sempre tudo dá certo, e tudo bem se não der, é a vida, oportunidades melhores virão, o importante é estarmos felizes, saudáveis e contar com quem nos ama!

* Leia também as demais resenhas de Jojo Moyes já publicadas aqui no blog:


Essa é a primeira resenha de Maio do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: que se passe em um lugar que quero visitar, no caso, Londres.
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Beijinhos,
Ana M.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

#Resenha: Paris para um e outros contos, Jojo Moyes

E aí, gente, tudo bem?
Bora para mais uma resenha de um livro beeeeem leve!
Confira!
Paris para um e outros contos é composto por dez contos inéditos da autora inglesa Jojo Moyes. Um livro que li em duas horas, numa sentada e achei bem gostoso de ler, apesar de não ter gostado tanto de seus contos.

Eu sei, parece estranho, eu não curto muito as histórias da dona Jojo. Mas, ando com lombrigas das histórias dela, por isso tenho lido-as.

Esses dez contos foram rapidíssimos e um bom passatempo, porém, apenas dois contos me encantaram. De resto, achei criativo e engraçado, embora nada de mais.

O meu conto preferido foi o que dá título ao livro, Paris para um, conta a história de Nell, uma jovem que compra passagens de trem para passar um final de semana em Paris com o namo, e ele acaba lhe dando o cano. Decidida a ficar trancada no quarto do hotel, Nell se surpreende com o tanto de atrapalhadas que ela mesma comete e que a faz conhecer novas pessoas, aproveitar Paris e se apaixonar... Além de dar um jeito naquele embuste do namo.

O outro conto que me agradou bastante foi A Lista de Natal que nos faz refletir sobre o que realmente importa em nossa vida e no que estamos mais dando valor e investindo.

E Lua de mel em Paris, têm as duas personagens do livro A Garota que você deixou para trás, também da Jojo, que amei por sinal! Um bom conto, embora cheiooooo de confusões para luas de mel, achei algumas coisas exageradas.

Enfim, os demais contos são divertidos, mas é isso. Com um toque de humor, cutucadas e muitas confusões.

Uma ótima dica para relaxar, só não espere nada tão reflexivo como Como eu era antes de você e A Garota que você deixou para trás, por exemplo.


* Leia também as demais resenhas de Jojo Moyes já publicadas aqui no blog:

Essa é a segunda resenha de Abril do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: que termine em um dia.
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Beijinhos,
Ana M.

#Resenha: Como eu era antes de você, Jojo Moyes (Trilogia #1)

E aí, gente, beleza?
Hoje tem resenha de um livro polêmico que muito me marcou!
Confira!

Em 2016, um pouco antes de sair o filme, decidi ler de uma vez Como eu era antes de você da aclamada autora inglesa Jojo Moyes. Eu já sabia como a história terminava, pois uma amiga blogueira tinha me contado. Porém, ela gostou tanto do livro, que mesmo achando o final bastante decepcionante, resolvi ler. Mas, não era o seu momento! A escrita não me descia, e angustiada pelo o que viria, abandonei. Com dó, ressalto. Pois bem, nesses últimos meses comecei a ler Jojo e surpreendentemente tenho gostado. Ou pelo menos terminado seus livros que começo. E consegui terminar finalmente esse achado. Que livro!... O livro conta a história da jovem Louisa Clark, que depois de perder o emprego, corre atrás de vários outros, mas por fim, só para na casa de Will Traynor, como cuidadora. Não que o trabalho seja fácil, contudo, ela não pode desistir, sua família precisa muito do dinheiro. Will é um ex-CEO, muitíssimo rico, porém, extremamente infeliz e não é pra menos: ele está tetraplégico após sofrer um acidente há dois anos. No começo Will trata a Lou supermal, mas depois eles vão se tornando amigos, confidentes, até que seus sentimentos se misturam com diversos fatores marcantes da condição de Will. Will tem apenas seis meses de vida, isto é, foi o prazo que ele deu para sua mãe. Caso nesses seis meses ele realmente não queira mais viver, irá com os pais para a Suíça, a fim de obter uma eutanásia na clínica especializada, Dignitas. Sinceramente não consegui gostar da história, nem me conectar com os personagens. Não sei se foi por eu já saber do final ou o quê. Mas não rolou. Porém, as últimas 50 páginas me deixaram angustiada, emocionada, vidrada e muito reflexiva. Apesar de ser um livro muito conhecido e ter um filme, prefiro não dar spoilers, só posso dizer que esse livro me fez refletir muito sobre as escolhas das pessoas, sobre como cada uma delas têm o direito de fazer o que quiser de suas vidas e só estando em sua pele é que poderemos, então, julgá-las. Não precisamos concordar com os personagens, com as pessoas que nos cercam, mas sim, respeitá-las, e fazermos nosso melhor por elas. Ajudar sempre, julgar nunca. Quanto ao Will - NÃO ME BATAM! - li muitas resenhas em que as leitoras se apaixonaram por ele, todavia, pra mim ele foi muito grosseiro e arrogante. Odiei as vezes que ele perturbou a Lou por ela não ter saído do país, nem ter feito uma faculdade. Gente, pelamor, viajar ou fazer facul, é pra quem muito quer e tem possibilidades financeiras. Se a pessoa não pode pagar ou não tem esse sonho, ela não é menos produtiva ou acomodada como o personagem a acusa no livro. Outra coisa que me incomodou foi como o Will é tão grosseiro com sua tetraplegia. Tudo bem que ele está sofrendo muito e deve ser um choque terrível perder quase todos os seus movimentos. Mas, tipo, ele fala da cadeira de rodas como se fosse uma prisão, e quem a usa sabe que é justamente liberdade que ela dá. Inclusive vi alguns vídeos no youtube de tetraplégicos comentando sobre isso. Cadeira de rodas são caras e ajudam MUITO quem precisa. Nem todos que precisam podem ter, mas quem têm sabe bem do seu valor. Enfim, não gostei do livro, mas tiro dele a lição de abraçar a todos e aceitar suas decisões por mais erradas, tristes ou decepcionantes que elas sejam para mim. Chorei muito, fiquei três longos dias angustiadíssima! Sobre o filme, eu amei! Achei mais emocionante que o livro. Sam Claflin e Emilia Clarke nos papéis principais dão um show de interpretação me fazendo chorar ainda mais! Lindoooos!


* Leia também as demais resenhas de Jojo Moyes já publicadas aqui no blog:

Beijinhos,
Ana M.


sábado, 30 de março de 2019

#Resenha: A Garota que você deixou para trás, Jojo Moyes

Oii, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro lindo que amei muito!
Confira!

Cabeça de leitor é engraçada! Até ano passado eu não tinha gostado dos livros que havia lido da dona inglesa Jojo Moyes. Porém, com uma vontade repentina li dois dela mês passado e mais dois esse mês! Pois é! Até eu me surpreendi!

E o mais legal é que tenho gostado mais de seus livros e achado sua escrita menos arrastada, como eu achava antes.

O quarto livro da aclamada Jojo Moyes que li esse ano, é A Garota que você deixou para trás, que se passa em duas épocas diferentes.

A primeira, em meio a Primeira Guerra Mundial, narrada pela francesa, Sophie.
E a segunda, nos anos 2000, narrada em terceira pessoa sobre a vida da inglesa, Liv.

Duas mulheres de épocas e com vidas diferentes, ligadas por um quadro e por muito amor e perseverança!

Sophie sofre muito a perda de seu marido, Édouard, um jovem pintor que precisou larga a esposa e ir como soldado para a guerra.

Sophie sai de Paris, onde eles moravam, e vai pro interior da França, viver com a irmã, o irmão e os sobrinhos no pequeno ex-hotel da família, que está servindo apenas refeições no momento.

Seu consolo é admirar o quadro que seu marido fez dela, intitulado "A Garota que você deixou para trás", que lhe traz lembranças de seu grande amor e da vida que ela anseia em ter de volta.

Com a ocupação alemã, o novo comandante que veio pra cidade, pede para que Sophie prepare as refeições para ele os demais soldados alemães, causando muito alvoroço na vida de Sophie e de todos os outros moradores. Porém, o comandante é entendedor de arte e fica fascinado pelo quadro de Sophie, fazendo da vida deles uma completa confusão, plena de dores e emoções.

Nos tempos atuais, Liv há quatro anos viúva, endividada e ainda enlutada, adora admirar o quadro "A Garota que você deixou para trás" que ganhou de presente de casamento de seu marido, em sua lua de mel em Paris, tantos anos antes. O quadro é seu objeto favorito da vida, e lhe faz lembrar de um tempo de amor, felicidade e sonhos.

Numa noite de dor e lembranças sofridas, ela conhece Paul, num bar gay, e se assusta com a bondade desse homem, e ao passar dos dias e depois de muitos acontecimentos problemáticos, eles começam a namorar, e ela enxerga uma luz, um futuro, um novo amor. Até que Paul, que faz parte de um agência que recupera obras de artes roubadas durante a Primeira Guerra Mundial pelos alemães, lhe adverte sobre o seu quadro, que precisa imediatamente ser devolvido aos verdadeiros donos.

Gente, que história!

Primeiramente preciso dizer o quanto eu gosto de livros sobre guerras. E ainda mais quando têm tantas novidades e pesquisas históricas como esse livro. Eu não sabia que a França tinha sofrido tanto nas guerras e nem sabia desses roubos de obras de arte. Achei interessante, e claro, triste, é sempre muito triste ler sobre guerras...

A Sophie traz uma narrativa impecável. Como é em primeira pessoa, conseguimos nos sentir dentro dela, sentir seus grandes temores e dores. A fome que ela e a família passa. O frio... O medo da guerra e da perca do marido e do cunhado, que estão sendo obrigados a serem soldados... Foram muitas obrigações e perdas... Porém, o novo comendante começa a ajudá-la, até que ele é levado a fazer coisas ruins por causa do quadro.

Eu gostei muito mesmo dessa primeira parte do livro, acho que mostra o quanto era difícil para alguns soldados estarem na guerra obrigados, e o quanto sua natureza humana, suas vontades e aptidões ainda lhes domavam, como aconteceu com o comandante. Eu detestei a atitude dele no final e o que ele fez com a Sophie, embora ele tenha cumprido o que prometeu. Mas também entendo o fervor que passava em sua mente.

Com a Liv foi mais difícil de me conectar, não gosto muito da narrativa em terceira pessoa da Jojo, sempre demora pra pegar o rumo, mas quando pega, não têm quem largue o livro!
Virei a noite lendo, e gente, quantas emoções nas últimas páginas!

O Paul é maravilhoso e ajuda muito a Liv, apesar de ter sido ele o portador da má notícia.

Em suma, o que mais me marcou nem foi tanto a guerra, e sim, essas duas mulheres tão apaixonadas, lutadoras e persistentes. Lutaram até o fim pelo o que acreditaram, o que me deixou muito emocionada e feliz.

O final foi lindo! Não teve tantas respostas para tudo o que eu queria saber, contudo, entendi o que a autora quis nos dizer com isso!

Claro que se tornou um dos meus prefês!
Jojo arrasou demais aqui, agora quero todos dela! kkkkk


* Leia também as demais resenhas de Jojo Moyes já publicadas aqui no blog:

Essa é a quarta resenha de Março do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: escrito por uma mulher.
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Beijos,
Ana M.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

#Resenha: O Navio das noivas, Jojo Moyes

Boa tarde, galera, tudo em cima?
Bora pra resenha de um livro muito bom!
Confira!

Eu simplesmente amo e me encanto com as capas e resenhas sobre os livros da autora inglesa Jojo Moyes, porém, os outros quatro que li dela achei beeeem toleráveis, como diria o Sr. Darcy e, com isso, fui passando longe, só adiando a leitura! rsrsrsrs

Mas O Navio das noivas me chamou muito a atenção, primeiro, porque ele é baseado numa história real, e segundo, porque se passa ao término da Segunda Guerra Mundial, na Austrália em 1946.

A avó da Jojo foi uma das noivas que passou por essa viagem surpreendente!

Mulheres recém-casadas com soldados britânicos são levadas da Austrália para a Inglaterra no navio HMS Victoria, por cerca de seis semanas.

Na trama, acompanhamos tudo em terceira pessoa sob a ótima das quatro colegas de quarto: Maggie, que está grávida; Jean, uma menina muito vida louca kkk; France, uma enfermeira recatada e Avice, uma jovem rica, mimada e insuportável.

As quatro sonham com a chegada à Inglaterra e o recomeço de tudo. Do mundo pós-guerra, de seu casamento, a vinda dos filhos, o como se adaptar em um outro país e tudo mais.

A leitura foi arrastada pelas primeiras 50 páginas, mas depois fluiu muito! Eu simplesmente não conseguia parar de ler! Um livro com quase 400 páginas,  li em apenas três dias.

A Maggie foi a mais animada e mãezona de todas. Não só porque ela está grávida, mas porque ela sabe como conversar, como se adaptar em qualquer situação. É ela quem mantém as meninas unidas e tenta ajudar a todas.

A France foi a minha noiva preferida. Ela é maravilhosa, tem um jeito recatado, triste, na dela. Porém, conforme a história avança compreendemos seu jeito de ser, e vemos uma jovem lutadora, que sofreu muito na vida, contudo, não deixou que seu passado quebrado lhe tirasse os sonhos e a meiguice de viver!

A Avice é muito nojenta, arrogante e preconceituosa! Não consegui gostar dela em nenhum momento, e sinceramente, achei bem feito o tombo que ela levou no final! kkkkkk

A Jean é uma graça, mas ao mesmo tempo, muito vida louca. O que a colocou em muitas tretas e perrengues, além de prejudicar suas colegas.

O capitão do navio e um marinho solitário que guarda o corredor do dormitório das meninas também me ganharam. À princípio, são duros na queda. Só que conforme vamos conhecendo-os, percebemos o quanto a vida também foi dura com eles, e que todas aquelas mulheres, de certa forma, o convívio com elas vai lhes amolecendo e abrindo portas para novas chances em suas vidas.

O navio ao todo conta com mais de 600 tripulantes, então, imaginem o fervor!

Gostei muito do desenvolvimento da trama. É difícil falar mais, pois O Navio das noivas é um livro que vai nos mostrando o dia a dia dessas mulheres, têm muitoooos acontecimentos, muita emoção e sofrimento também!

Gostei tanto que já vou pegar outro da Jojo pra ler!
Leia, principalmente se você gosta de romances baseados em conflitos históricos!

* Leia também as demais resenhas de Jojo Moyes já publicadas aqui no blog:



Essa é a quarta resenha de Fevereiro do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: com a capa roxa/lilás.
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Beijinhos,
Ana M.

#Resenha: O Som do amor, Jojo Moyes

Boa tarde, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro encalhado há eras!
Confira!

Por mais que eu adore chick-lit e a autora inglesa Jojo Moyes seja uma das autoras mais reconhecidas do gênero, os três livros anteriores (Um mais um, Em busca de abrigo e A casa das marés) que li dela não conseguiram me ganhar. No entanto, tendo O Som do amor e O Navio das noivas encalhados há muito tempo, decidi lê-los esse mês, sem discussão, e gostei bastante dessa experiência, me deixando com muita vontade de ler mais da autora! Pois é, que surpresa pra mim! rsrs

Em O Som do amor conhecemos a violinista Isabel, mãe da Kitty e do Thierry, que acaba de ficar viúva e perder todo o seu dinheiro e sua casa, mas, mais um golpe do destino lhe atinge, porém, ajudando-a, ela descobre que um tio distante lhe deixou um casarão velho numa cidadezinha interiorana. 

Extremamente deprimida, infeliz, enlutada e relutante, Isabel e seus filhos saem de Londres e vão para essa casa, tentando recomeçar.

Ao chegarem lá, se deparam com tudo que é má sorte. A casa caindo aos pedaços, vizinhos estranhos e intrometidos, falta de dinheiro, e mais uma série de problemas.

Isabel é obrigada a vender seu violino caríssimo, parar com seus concertos e dar aulas para conseguir uma graninha e vai perder dia após dia o pouco de dinheiro que tinha guardado na reforma da casa.

Matt e Laura trabalharam anos para o tio de Isabel, odiavam o velho, mas queriam muito herdar a casa. Quando Isabel se muda, os dois ficam nervosíssimo, e Matt que se apresenta como construtor, fará de tudo para expulsá-la de lá.

Matt foi o personagem que mais detestei na vida!
Mais até que o lorde Voldemort!
Gente, que personagem podre, lixo! Que homem nojento, escroto, cruel.
Ele foi muito, muito, muito mal e tenebroso com a Isabel e sua família, meu Deus, como passei raiva lendo esse livro!

Diferente dos outros livros que li da Jojo, esse foi o que achei mais rápido, li em dois dias 300 páginas, mas só porque eu queria desencalhá-lo mesmo, porque tive vários problemas com essa leitura.

O livro gira em torno dessa Casa Espanhola. Uma casa velha, suja, cheia de problemas, caindo aos pedaços e todos brigando por ela, vai aparecendo vários personagens só se interessando por essa porcaria, e a Isabel foi uma das personagens mais apáticas e bobas que eu já li também!

A mulher foi rica a vida toda, perdeu tudo junto com o marido, ok, compreensível ela ficar mal com a vida miserável que está sendo obrigada a levar, mas tipo, o filho pequeno para de falar depois que o pai morre, a filha fica tendo chilique toda hora, e ela não sai da cama, demora semanas pra ir procurar emprego, reclama de ter que vender o violino chique, só reclama e não corre dar um jeito na vida, fica lá esperando cair tudo do céu. Affffs, olha, não gostei mesmo! Muito boba. Sei que ela perdeu tudo, só que justamente por isso ela precisava buscar uma solução.

Os personagens todos achei bem chatos, sem personalidades. O único que gostei bastante foi o Byron, que cometeu um "erro" - que na minha opinião não foi errado -, no passado e é injustiçado e julgado o tempo todo por isso. Vive uma vida de pobreza extrema, porém, é muito humilde e trabalhador e mesmo a Isabel sendo grossa com ele, ele fará muito por ela e por seus filhos.

Outra coisa que muito me incomodou foi o Matt roubar e enganar tanto a Isabel e todos do bairro saberem e não lhe contarem nada. Tipo, a mulher foi o livro inteiro feita de boba e ninguém a avisou. Ela não acordava pra vida, até sua filha descobre, mas se cala. Ai, gente, credo, que falta de empatia!

O final foi uma surpresa pra mim!
Foi legal o que aconteceu, porque tipo, a ironia do destino serviu pra muitos, mas fiquei triste pela Isabel, apesar de que tudo se ajeita.

Não gostei do livro, mas tiro pra mim a lição de ser mais esperta na vida, lutar sempre e não julgar as pessoas pelas aparências!

* Leia também as demais resenhas de Jojo Moyes já publicadas aqui no blog:


Essa é a terceira resenha de Fevereiro do Desafio Literário Livreando 2019.
Da opção: personagem principal é mulher.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijinhos,
Ana M.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

#Resenha: Em busca de abrigo, Jojo Moyes

E aí, gente, tudo bem?
Eu tô aproveitando muitooooo o friozinho pra ler bastante e assistir filmes legais!
E hoje tem resenha de um livro que eu estava ansiosíssima pra ler!
Confira!

Eu já li dois livros da Jojo Moyes, e confesso, não tinha gostando muito de nenhum deles. Achei bons, mas nada demais. Como eu era antes de você então, eu detestei! kk Do início ao fim.

Porém, como Agosto é niver da Jojo, pensei em tentar ler mais dois dela. Quem sabe assim, tirava a prova, e gostava, já que esse ano tô me empenhando bastante em ler aqueles livros que quero há eras, mas nunca consigo terminar.

Fui pra Em busca de abrigo, e olha gostei bastante do começo, porém, da metade pro final ficou péssimo, detestei também, depois dessa acho que paro de tentar ler Jojo por aqui. kkkk

Em busca de abrigo conta a história de três mulheres, Joy, a avó, Kate a filha, e Sabine a neta.
Joy fica noiva na primeira vez que conhece o então futuro marido, numa ânsia por novidade, e devido a animação geral na Inglaterra por aquela ter sido a noite de coroação da rainha Elizabeth II, depois de alguns imprevistos e espera, ela acaba se casando mesmo e tendo Kate, que logo ao completar 18 anos, sai da cidadezinha que vive e vai em busca de uma vida melhor, mais alegre e com futuro na cidade grande, passando por diversos divórcios e romances tórridos, deixando a sua filha do primeiro casamento, Sabine, desesperada. Sabine, com isso, perde o total respeito pela mãe, e se sente muito sozinha e envergonhada pela situação em que vive.

O livro fala basicamente sobre isso. Essas três mulheres têm uma dificuldade ENORME de se relacionarem. Demais. Mesmo. A Joy errou, e depois, quando avó, erra mais ainda. Porém, a gente compreende ela, no final da história, quando descobrimos segredos de seu passado, o que a tornou tão dura e triste. Despejando essa frustração amarga na filha, e depois na neta, ela cria um abismo, que a meu ver, ficou intransponível. 

Sobre a Kate, dá pra entender a irresponsabilidade dela. Contudo, não acho que ela tenha tido problemas nos relacionamentos por causa dos problemas com os pais, mas sim, porque era o jeito dela, é como se ela quisesse se encaixar num estilo de vida da qual não fazia parte, não tinha jeito pra aquilo. Ela e o seu pai são bem superficiais no livro todo, dois personagens bem mal construídos.

Já Sabine eu achei ela legalzinha, à princípio. Ela era revoltada, e tinha razão. Apesar da mãe demonstrar amá-la, não agia como, deixando-a tão à deriva. E quando ela é obrigada a ir viver com a vó que praticamente não conhece, ela sofre demais. Ainda sendo desprezada por muitos, e tendo que viver com uma "nova" família tão fria como são seus avós e o tio. E sofrendo o desrespeito das pessoas que a maltratavam por não saberem de quem sua mãe engravidou, ainda solteira. Imaginem, né, o sofrimento dessa menina.

Não dá pra falar mais, senão acabarei soltando algum spoiler. O que posso dizer é que é uma história sobre família e seus problemas, sobre segredos que vão destruindo aos poucos, minando o amor, tornando a vida dessa família totalmente vazia. O quanto a falta de amor e perdão podem nos fazer sofrer e passar essa dor e amargura de geração pra geração.

Não gostei do final, ainda mais da atitude horrenda, supervulgar que a Sabine teve numa cena lá.
Enfim, desculpe quem gostou, aos fãs da Jojo, porém, os livros dela não são pra mim, não.



Essa é a terceira resenha de Agosto do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: uma autora que nasceu em Agosto. A Jojo fez niver dia 4 desse mês.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijos,
Ana M.