quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

#Resenha: A Luz Através da Janela, Lucinda Riley

E aí, galera, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que gostei demais!
Confira!
Já tem uns dois meses que comecei a ler desenfreadamente os livros da autora irlandesa Lucinda Riley, e tenho me divertido mais a cada livro. A Luz Através da Janela é um dos livros mais amados e bem falados dela e o li faz uns quatro dias e não consegui parar de pensar nele, nem sentar para escrever sobre.

Vou tentar hoje contar todas as emoções que senti ao realizar essa leitura, mas, confesso, não será fácil, isso, porque o livro conta muito sobre o período da Segunda Guerra Mundial, e esse é um tema que muito me agrada, embora também me assuste, com isso, fico bem sensível.

O livro começa então com a morte da mãe de Emilie De la Martinières, uma francesa muitíssimo rica, porém muito carente de afeto e atenção, já que seus pais nunca ligaram muito para ela, ao contrário, deixavam-na bem largada, sem se importarem muito com seu bem-estar emocional.

Agora, adulta e formada em veterinária, morando em Paris, volta pro interior da França para ficar com a mãe muito doente, que ao morrer, a deixa deslocada, ainda mais por ter certas mágoas e feridas não cicatrizadas com relação atos que sua mãe cometeu no passado. O advogado da família deixa claro que apesar de muito rica, a mãe de Emilie gastou muito e por isso ela terá que vender a casa grande da cidade e ficar apenas com o château e a vinícola da família, assim, poderia quitar as dívidas da mãe.

Dias depois Emilie conhece Sebastian, um jovem inglês que diz ser dono de uma galeria de artes e que ao saber da morte da mãe de Emilie, veio para visita-la e conversar sobre sua avó, Connie, uma ex-governanta da família de Emilie, dando início a nossa história.

Connie, é uma jovem inglesa com ascendência francesa, que após seu marido ser convocado para servir o exército britânico na Segunda Guerra Mundial, ela vai trabalhar também como espiã da Inglaterra na França, em 1943, só que ao chegar lá, uma série de desastres acontecem e ela quase acaba nas mãos dos nazistas, é salva pelo último plano de seu grupo de espionagem, e vai ficar na casa de Édouard De la Martinières (o pai de Emilie) se fazendo passar por uma prima distante e também ajudando mais tarde como governanta.

No dia em que chega, Connie é surpreendida por uma reunião nazista na casa de seu anfitrião, já que ele fingia aceitar os nazistas e tudo o mais, e é perseguida por um dos comandantes, tendo sua vida arriscada dia após dia e sobrevivendo com um medo constante de morrer.

O livro tem quase 600 páginas e é uma narrativa viciante, apesar de ter sim, algumas enrolações. Eu gostei muito mesmo das cenas sobre a guerra, eu acredito que sempre devemos ler sobre esse período tão triste da história para NUNCA mais deixarmos que aconteça novamente.
Porém, não foi um livro tão bom assim, teve algumas coisas que me decepcionaram um pouco.

A Emilie é uma mulher que apesar de rica e ter tudo do bom e do melhor, nunca teve muito amor dos pais, sempre foi muito solitária, e por negligência da mãe sofreu um trauma terrível na pré-adolescência que a marcou pra sempre. Ela é uma mulher muito vulnerável e com isso, deixa o Sebastian se aproximar até demais. Com essa conversinha de que é neto da Connie e que queria saber mais sobre o que a avó passou naquele château na época da guerra, ele faz poucas e boas com a Emilie, é claro que os dois se "apaixonam" e se casam gerando muitas mudanças.

O que me incomodou profundamente foi a passividade da Emilie ao decorrer da trama, com tudo o que ela descobria, com todas as reviravoltas e segredos que vieram à tona (e foram MUITOS!), e ela tava sempre lá, sentada apenas, ah, sei lá, faltou mais emoção, na minha opinião!

Sobre a Connie, gostei muito dela. Uma mulher forte, sensível, firme e fiel com seus amigos e com seus compromissos, ao ponto até de por sua vida em risco para ajudar quem precisava. O que não gostei também foi de sua passividade. Ela não é parente de Emilie, mas nisso, elas são parecidíssimas. Ela se arriscou muito, passou por MUITOS problemas mesmo e não fez nada pra mudar, simplesmente deixou, em busca do "bem maior", pensando que se sofresse calada, ajudaria a por um fim à guerra.

Eu entendo os motivos dela e sua firmeza na decisão de lutar e não fugir, porém, quando sua vida e felicidade está em risco, você precisa pensar mais em si mesma, e não confiar ou entregar tanto sua vida nas mãos dos outros, ainda mais na de nazistas.

O livro traz, como eu disse lá em cima, muitas e muitas reviravoltas. Nos faz questionar até que ponto o ser humano é capaz de ser mal, por que causa tanta dor? Em nome de quê?

Me fez admirar ainda mais as pessoas que assim como a Connie lutaram pelo o fim da guerra com suas próprias vidas.

O final fechou um ciclo e colocou os pingos nos is. Foi como se alguns erros do passado, finalmente tivessem sido perdoados.

Gostei bastante da leitura, não dá pra eu falar mais, porque eu poderia soltar algum spoiler, só acho mesmo que poderia ter mais emoção e mais atitudes das protagonistas.

* Leia também as demais resenhas dos livros da Lucinda Riley já publicados aqui no blog:



Essa é a primeira resenha de Dezembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: um livro que muitos amaram.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijos,
Ana M.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

#Resenha: Chá de Sumiço, Marian Keyes (Série Irmãs Walsh #5)

Oii, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de uma série que eu estava louca pra ler!
Confira!

Como eu disse nos meses anteriores, Marian Keyes é uma autora que eu queria ler há anos, por isso finalmente decidi ler um livro dela por mês, sem ser na ordem, apenas seguindo minha vontade e curiosidade de lê-los por suas sinopses.

No mês passado li Rachel's Holiday, o segundo volume da série Irmãs Walsh, e agora em Novembro li o quinto volume, Chá de Sumiço, protagonizado pela Helen Walsh, a mais doida das irmãs! rsrsrs

O pouco contato que tive com a Helen em Rachel's Holiday foi bem engraçado. Ela era mandona, chatinha e muito doida! Mas divertida também. Eu ri com várias cenas dela, e uma coisa me surpreendeu bastante agora em seu livro, o quanto ela mudou e a autora soube dosar bem seu humor debochado/ácido com romance policial.

Duas coisas me surpreenderam, na verdade: a Helen estar mais "calma", mais "responsável"; e o livro ser todo praticamente sobre a investigação que Helen faz, agora que é uma detetive, e das boas, devo acrescentar!

Eu pensei que seria uma obra mais engraçadinha, como num característico chick-lit, mas não. Chá de Sumiço tem um enredo bem focado no policial e eu adorei isso!

Helen tem um namorado incrível que é policial, o Archie, que também tem três filhos e uma ex-mulher pacifica que vive grudada em sua casa. Incomodando Helen ao extremo. Porém, sua carreira até que está indo bem, apesar de não ter podido pagar as prestações de seu apartamento e ter precisado mudar para a casa dos pais novamente, Helen é uma investigadora renomada e tem uma linha de raciocínio certeira e engraçada ao mesmo tempo.

Ao reencontrar Jay, seu ex-namorado, que a contrata para investigar o desaparecimento de Wayne Diffney, cantor da banda Laddz, que ele está agenciando, Helen parte para mais uma investigação, noturna e dinâmica, embora um tanto quanto triste...

Essas investigações contam com a participação dos demais integrantes da banda, que eu achei as cenas bem confusas, devido a tantas falas doidas kkkkkk e a Helen busca minuciosamente de uma forma que ela parecia perdida, mas lá pra metade pro final, eu fiquei muito curiosa pra saber do mistério todo.

O outro mistério e essa fase responsável da Helen eu já imaginava o que era pelas ilustrações da capa do livro, não vou dizer pra não dar spoiler, mas a autora mostrou bem o quanto há doenças terríveis que nos cercam, tirando de nós o direito de viver livremente, mesmo quando somos pessoas alegres e dispostas a tudo.

Dos três que li da Marian esse foi o que mais gostei, teve bastante encheção de linguiça, como sempre, e pouquíssimo romance, todavia, achei a Helen muito mais simpática e ela mostrou não ser a cabeça de vento que se mostrou nos demais livros da série, e sim, ser uma investigadora inteligente e empenhada!

Claro que lerei os outros que faltam da série, agora sabe-se lá Deus quando, já que são enormes! kkkkkk

* Leia também as demais resenhas de Marian Keyes resenhas aqui no blog:



Essa é a quinta resenha de Novembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: enredo policial.
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Beijos,
Ana M.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

#Resenha: E se fosse verdade, Marc Levy

Boa tarde, minhas people!
Tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que eu adoro o filme!
Confira!

E se fosse verdade, do autor francês Marc Levy, é o livro que deu origem ao filme homônimo, que adoro por sinal.
Já assisti o filme incontáveis vezes e amo, acho engraçado, fofo e romântico.

Achei que o livro seria beeeem melhor, mas me enganei.

O livro é bem fraquinho e foi decepcionante pra mim.

Na obra conhecemos Lauren, uma jovem médica que sofre um acidente terrível, a deixando entre a vida e a morte, ligada a aparelhos no hospital onde trabalhava.

Assim como no filme, Lauren tem morte cerebral confirmada e em pouco mais de um dia ou dois, desligarão seus aparelhos e ela morrerá.

Ao voltar com seu "espírito" para o apartamento em que vivia, ela descobre que ficou um bom tempo em coma antes de entrar em morte cerebral, e nesse tempo, Arthur, um rapaz solitário e embolado em trabalho, está morando de aluguel em seu apartamento, e mais uma surpresa, só ele consegue vê-la.

No começo Arthur se assusta muito, fica quase doido, e falando com ela em seu trabalho (ela o segue), seus colegas de trabalham pensam que ele está ficando maluco, rsrsrs

Então, quando ele vai visitar seu corpo no hospital, eles descobrem que Lauren tem pouco tempo para conseguir "voltar" ao corpo, antes que desliguem seus respiradores.

Assim os dois entram em muitas enrascadas, algumas bem divertidas e loucas para ajudar a volta de Lauren.

Achei fofo e divertido, mas nada de mais.
Mais água com açúcar que o filme, e o final foi diferente, achei legal.

É interessante o interesse e empenho do Arthur em encontrar uma solução para ajudá-la, e tudo nos faz pensar na vida e suas fases, suas perdas e dores...

É uma boa obra pra refrescar a cabeça depois de uma leitura lenta ou mais complexa.

Gostei, embora prefira o filme que tem mais emoção e mais ação!



Essa é a quarta resenha de Novembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: autor francês.
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Beijos,
Ana M.

domingo, 25 de novembro de 2018

#Resenha: A Irmã da Tempestade, Lucinda Riley (Série As Sete Irmãs #2)

E aí, gente, boa noite!
Tudo bem?
Hoje tem resenha de uma série que tô adorando acompanhar!
Confira!

A Irmã da Tempestade é o segundo volume da série As Sete Irmãs, da autora irlandesa Lucinda Riley. A série conta em cada livro a história de uma das seis irmãs, e podem ser lidos separadamente, sem ser na ordem de publicação. Até agora foram lançados cinco volumes, e sim, teremos sete, mesmo a sétima irmã não tendo sido encontrada - e é aí que vem minhas especulações, aguarde até o final da resenha!

A Série As Sete Irmãs nos apresenta a família D'Aplièse e cada livro é narrado por uma irmã. Em A Irmã da Tespestade conhecemos a segunda mais velha, Alcione, ou como é mais conhecida, Ally, uma grande velejadora e flautista. Essa família mora na Suíça e é formada por seis irmãs adotivas, cada uma adotada de um país diferente por Pa Salt, um homem riquíssimo e muito misterioso, que as amava demais e fez de tudo pelas meninas. E deu para cada uma um nome das sete estrelas da constelação das sete irmãs, as Plêiades. Mas ele nunca adotou a sétima irmã (Mérope).

Bom, sem ser spoiler, mas os livros dessa série já começam com a morte de Pa Salt e a esfera armilar com as coordenadas geográficas para suas filhas descobrirem seu local de nascimento, com uma carta para cada uma e um suvenir que tem relação com sua família biológica, assim, deixando nas mãos delas se querem ou não descobrir sobre seu passado.

A história da Ally me impactou muito mais do o terceiro livro A Irmã da Sombra, que li no começo do mês. A Ally é uma mulher sucinta, prática e decidida. Sempre amou tocar vários instrumentos, principalmente a flauta, mas como amava velejar e seu pai era marinheiro, ela acabou escolhendo ser velejadora como profissão.

Ally começa a namorar Theo, seu novo chefe de vela, que é um homem muito organizado, gentil e competidor. O namoro nasce rápido e os dois são lindos juntos, apesar de que a notícia da morte do pai a pega de surpresa e a faz se sentir culpada por ter estado viajando com o Theo no dia em que ele faleceu.

Ao voltar para casa e receber a carta, um livro e o patinho de borracha que Pa Salt lhe deixou, Ally ainda está muito triste e abalada e não pensa em buscar por sua família biológica, mas sim, em correr para os braços e o conforto de Theo. O que ela não esperava é que um furacão estava à sua espera...

Esse foi um dos livros mais tensos que já li. Apesar de não ter aquela tensão que nos dá medo de continuar a leitura, Ally passa por um mar tão revolto, que olha, tive que virar duas noites lendo, porque eu simplesmente não conseguia abandoná-la! E o livro inteiro nos presenteia com diversas reviravoltas, umas boas, outras nem tanto, mas todas provando que nós somos mais fortes do que imaginamos...

Ally ao decorrer da obra passará por provações e perdas inestimáveis. Coisas novas vem, outras vão, mas ela teve que continuar. E foram tantos segredos e descobertas que eu não sei como ela teve saúde pra aguentar tudo não.

Com essas surpresas, Ally resolve seguir os passos que Pa Salt deixou e ir à Noruega, onde ela encontraria respostas sobre seu passado.

Na narrativa do passado, conhecemos a camponesa Anna Landvik, uma jovem pobre que canta como um anjo na igreja, e um professor famoso da cidade após ouvir falar dela, vai até sua casa para tentar conseguir a permissão de seus pais, para que a moça seja treinada e vire uma cantora na cidade grande.

Anna teme à princípio, porém, seu maior sonho é cantar profissionalmente, e ela vai, com medo e dúvidas, pronta para tentar.

Anna vai descobrir um novo mundo, sendo cantora de ópera e de teatro. Ela faz sucesso instantâneo, e é cercada por muitas pessoas que se dizem admiradoras de seu trabalho, embora nem todas, a admirem de verdade...

A Anna foi uma das minhas personagens mais querida, adorei ela, no começo, entretanto, porque depois ela começa a fazer algumas escolhas beeeeem erradas, jogando tudo pro alto, que me decepcionaram bastante! rsrsrs

Ao conhecer um dos músicos do trabalho, Jens, Anna acaba se apaixonando e tendo sua vida virada de cabeça pra baixo.

O Jens é um estúpido! O tipo de homem tranqueira, já conhecido, embora a coitada da Anna o ame e acredite nele. É aí que muita coisa ruim acontece com ela, e mais e mais reviravoltas.

Eu gostei muito da Anna, apesar dela ter feito escolhas ruins e, a meu ver, erradas, achei ela muito simpática, talentosa e batalhadora. Ela tem um papel fundamental na história e a ligação dela com a Ally é incrível!

Voltando à Ally...
Gente, eu adorei todas as reviravoltas, as atitudes e a compreensão da Ally, ela sofreu muito mesmo, e não deixou a peteca cair, seguiu em frente e o final foi lindo e muito fofo! Adorei tudo o que ela "reencontra" na Noruega, que é por sinal, um país que eu não conhecia bem, e achei bem da hora, ainda mais por ser tão "musical". Isso é o que eu mais gosto nos livros da tia Lu, ela sempre mescla passado com presente, interligando-os através de culturas diferentes, países distintos que são unidos sempre pela dor e pelo amor! Maravilhoso!

Mais uma vez a Lucinda fala sobre a Segunda Guerra Mundial, em especial sobre a perseguição aos judeus, e foi outra parte que me tocou muito!

Pra quem, assim como eu, adora ler sobre outros países, leia a série As Sete Irmãs que vocês vão amar!

Falta pra eu ler da série os livros As Sete Irmãs #1 e A Irmã da Pérola #4, provavelmente só terminarei em Dezembro e assim que o fizer, resenho aqui pra vocês!
O quinto livro foi lançado dia 12 desse mês, A Irmã da Lua #5, porém, devido ao preço altíssimo não comprarei esse ano, não! kkkkkk
O sexto e o sétimo devem sair nos próximos anos, geralmente são lançados um por ano.

E como eu disse no começo da resenha, trago especulações (NÃO É SPOILER, é só minha opinião): eu acho que o Pa Salt não morreu e que a sétima irmã, a Mérope, está viva e tem um passado todo especial. Por que acho isso? Porque são sete livros mesmo que serão lançados, e porque, bem, só lendo você saberá... tem alguns detalhes, algumas coisas que vão acontecendo que dão a perceber que o Pa Salt não é bem o que a gente achava que era... E aí, será? O que vocês acham?

Quem já leu ou vai ler?
Não deixem de comentar!!!

* Leia também as demais resenhas de Lucinda Riley já publicadas no blog:



Essa é a terceira resenha de Novembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: livro com capa azul.
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Beijocas,
Ana M.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

#Resenha: A Irmã da Sombra, Lucinda Riley (Série As Sete Irmãs #3)

Olá, pessoal, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro muito fofo!
Confira!

A Irmã da Sombra é o terceiro volume da série As Sete Irmãs, da autora irlandesa Lucinda Riley. A série conta em cada livro a história de uma das seis irmãs, e podem ser lidos separadamente, sem ser na ordem. Até agora foram lançados cinco volumes, temos certeza de mais um, mas, eu acho que terá um sétimo livro aí. Calma aí que já explico!

Eu conheci a série As Sete Irmãs há uns três anos quando comecei a ler o primeiro livro "As Sete Irmãs" que nos apresenta a família D'Aplièse e é narrado pela irmã mais velha, a Maia. Essa família mora na Suíça e é formada por seis irmãs adotivas, cada uma adotada de um país diferente por Pa Salt, um homem riquíssimo e muito misterioso, que as amava demais e fez de tudo pelas meninas. E deu para cada uma um nome das sete estrelas da constelação das sete irmãs, as estrelas Plêiades. Mas ele nunca adotou a sétima irmã, porém, como a série leva esse nome, eu desconfio que ela exista sim, e será uma grande surpresa e reviravolta na série, tomara, né? kkkkk

Eu li metade do primeiro livro, porém, achei chatinho e parei. Todavia, esses tempos li A Rosa da meia-noite, também da Lucinda, e gostei muito, com isso, resolvi pegar outra dela e tentar ler, e qual não foi a minha surpresa ao gostar demais de A Irmã da Sombra.

Bom, sem ser spoiler, mas os livros dessa série já começam com a morte de Pa Salt e a esfera armilar com as coordenadas geográficas para suas filhas descobrirem seu local de nascimento, com uma carta para cada uma e um suvenir que tem relação com sua família biológica, assim, deixando nas mãos delas se querem ou não descobrir sobre seu passado.

No primeiro livro, a Maia descobre que é brasileira, - uma homenagem da autora ao Brasil que tão bem lhe acolheu nos lançamentos anteriores!- não sei mais, porque não terminei o livro, embora esteja agora pensando em terminar de lê-lo. kkkkk

Precisei fazer essa introdução porque assim vocês que não leram o livro ainda, entenderão bem do que se trata, e fica mais legal. Em A Irmã da Sombra, a Estrela, a irmã mais calada e grudada com Ceci, uma chatinha conversadeira, muda-se para Londres no apartamento que Ceci acabou de comprar, e está se sentindo muito mal e sozinha na vida. Por mais que Ceci sempre tenha sido sua irmã mais íntima e quase uma gêmea adotiva (parece eu e a Andressinha kkkkkkk), Estrela sente que falta algo em sua vida. Uma luz, um caminho a seguir...

Quando ela começa a pesquisar sobre seus pais adotivos com as coordenas que Pa Salt deixou, descobre que o primeiro passo é pesquisar uma mulher chamada Flora MacNichol, numa livraria no centro de Londres.
Ao chegar lá, ela conhece o dono, Orlando, um homem muito divertido, excêntrico e louco por livros, que lhe oferece um emprego e promete lhe mostrar os diários da Flora e contar tudo que sabe sobre ela.

Com o tempo, Estrela conhece vários parentes de Orlando, incluindo seu irmão e também dono da livraria, Mouse.

Estrela começa a se enturmar com essa família de livreiros, sem saber, que de certa forma, seu nascimento é ligado diretamente à eles.

Como na maioria dos livros da Lucinda, esse tem duas narrativas, uma no presente e outra no passado. Algo que muito me agrada porque geralmente as narrativas passadas dela são em outros países. Mas, aqui a narrativa da Flora é em Londres também.

Flora é uma jovem pobre, que nem pode ser apresentada a sociedade londrina, e com isso, está perdendo a chance de fazer um bom casamento. Embora não queira casar mesmo, ela sente isso como um descuido e desamor dos pais, que nunca ligaram muito pra ela, e agora estão pagando a apresentação à sociedade de sua irmã mais nova, mas por que pra ela nem tentaram?

Com as falência da família, seus pais vão morar no interior deixando a sua irmã com uma tia enquanto ela espera por um pedido de casamento, e Flora vai trabalhar para uma mulher rica da sociedade, uma antiga amiga da mãe, Alice Keppler.

Flora adora os animais, cuida de todos que encontra pela frente, e tem um mini zoológico em casa e quando tem que se mudar, leva eles para outra amadora dos bichos, a escritora Beatrix Potter, que se torna sua grande amiga. 

A Beatrix Potter, pra quem não sabe, é uma escritora de livros infantis que realmente existiu e ela tem uma participação muito importante na história de Flora!

Flora então reencontra com Archie, filho de outra amiga da sua mãe, e acabam se apaixonando, no entanto, a vida lhes prega uma peça horrenda que pode causar para sempre sua separação.

Alice Keppler é uma mulher rica, fina e adorável, casada, com filhos e que - pasmem! - mantém um caso com o rei Edward VII, encontrando-se com ele às vistas de seu marido, que nem liga pra esse caso, parece até gostar!

Os dois têm também participações importantíssimas na vida da Flora, ai, gente, e são outros personagens que existiram na vida real! Adorei a Lucinda tem colocado-os na história, ficou bem interessante!

A vida da Flora tem muitas e muitas voltas. Muitas dores, tristezas e desafios, mas bem emocionante. Seu caminho se cruza com o de Estrela de uma forma bem singular e diferente.

Voltando a história de Estrela, conforme ela vai lendo e descobrindo mais sobre Flora, ela vai aprendendo mais de si mesma, se tornando mais confiante, encorajada a seguir seus sonhos e percebendo que viveu à sombra de Ceci a vida toda e finalmente ela tem uma nova família com os parentes de Orlando, junto deles, ela se sente viva de verdade.

As descobertas no final são várias, o livro promete muitas surpresas e a leitura toda foi muito fofa e gostosa de acompanhar.

A Estrela é uma moça maravilhosa, mas muito na dela, e que têm um papel fundamental na vida dos novas amigos. 

Gostei das histórias intercaladas, ambas mulheres sofreram muito, viveram à sombra esquecidas por um bom tempo, entretanto, souberam se impor e lutar pelo o que queria.

É um livro mais fofo, calmo e doce de ler!
Indico!
E é claro que ele me deixou com muita vontade de não só ler toda a série, como também, todos da Lucinda Riley!




Essa é a segunda resenha de Novembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: lido em e-book.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijinhos,
Ana M.