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segunda-feira, 30 de maio de 2016

#Resenha: Lembranças, Karen Kingsbury e Gary Smalley (Série Redenção #2)

Oii gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro muito especial para mim, um dos meus preferidos da vida!!
Confira!


O livro Lembranças é o segundo da série mais lida de ficção cristã nos EUA, Redenção. Escrita pelos americanos Karen Kingsbury e Gary Smalley.

No livro anterior, conhecemos a jovem Kari Baxter que sofre muito, ao ser traída e abandonada pelo marido, Tim. E com muita fé e perseverança, Kari luta contra tudo e todos para ter seu amado companheiro de volta.
O livro tem um final eletrizante e foi impossível não querer mais. Sorte a minha que o li em Janeiro, e no final de Fevereiro agora, lançou o segundo volume da série, Lembranças.

Lembranças conta a história da irmã de Kari, Ashley uma jovem forte e determinada, e que no entanto, sofreu muito na vida, foi muito desiludida e já não acredita mais em Deus, no amor, em sonhos, em nada. Ela está determinada em uma só coisa: viver, de qualquer jeito, empurrando a vida com a barriga.

Quando seu ex namorado da adolescência, o bombeiro Landon Blake sofre um acidente grave, quase morrendo num incêndio, Ashley fica arrasada, com muito medo de perde-lo, vai até o hospital e se declara para ele, que está em coma, e milagrosamente volta logo após ouvir as palavras de Ashley.

Obviamente, que Ashley reluta muito em aceitar o amor que sente por ele. Ele a ama e deixa bem claro, percebendo não só pela declaração dela, como por suas atitudes, que ela também o ama, mas está tão amargurada, que não enxerga, renegando-o vezes e mais vezes.

Acontece que Ashley foi criada em uma família evangélica, tinha muita fé, porém, artista que é, pintora, foi logo a completar a maior idade para Paris, a fim de conhecer novos artistas, estudar e se aprimorar na profissão que tanto ama. 

Porém, muitas coisas tristes e devastadoras aconteceram por lá. Esfriando sua fé, e seu amor pela vida. Ashley passa a ter raiva de si mesma, das pessoas a sua volta, e se envergonha muito do que fez.

Ashley volta pra Bloomington onde os pais moram, grávida, sozinha, e a deriva de sua desilusão. Mesmo com os pais amando seu filho Cole, apoiando-a e encorajando-a, Ashley perde a vontade de viver, o que me deu muita raiva.

No decorrer do livro, conhecemos o segredo dela, o "que" de tão ruim que ela fez lá em Paris que a mobilizou tanto assim, e olha foi a coisa mais normal do mundo, nada demais, triste é claro, mas algo que acontece com milhares de pessoas todos os dias, infelizmente.

Acredito que por ela ter saído tanto de seus próprios limites, foi o que causou tanta desilusão e medo de viver.

Deu raiva também de ela não valorizar a família que tanto a ama e a ajuda e também por ela se envergonhar de ser mãe solteira, e não valorizar e dar mais atenção ao filho, que é uma gracinha, coisa mais fofa ele!

Com a ajuda de Landon, eles vão não só se aproximando mais, como também, ele a ensina a orar mais, a pensar mais em Deus e entregar a Ele suas feridas e derrotas, a se aproximar mais e entender que seu filho é uma bênção, não um motivo para se envergonhar. Landon ensina Ashley a amar. Amar a Deus, sua família, seus amigos, seu trabalho, e principalmente: ela mesma.

Há vários capítulos contando sobre a vida dos irmãos da Ashley e outros personagens, como a obra foi lançada um pouco depois do 11 de setembro, os autores que presenciaram o atentado, contam como foi terrível, quantas mortes, quanta desolação, colocando os personagens, suas feridas, famílias e amigos dentro deste contexto, o que me emocionou demais, pois eu não imaginava que havia tido tantas mortes.

A Ashley também consegue um emprego num tipo de asilo para pessoas com Alzheimer e gente, ela muda totalmente! Esse emprego que ela não dava nada, a fez crescer como ser humano, desenvolver mais o amor ao próximo, a compaixão, a simpatia, paciência, enfim, o trabalho da Ash na clínica também me sensibilizou bastante. É muito lindo o que ela aprende a fazer, a ajudar os pacientes, e o quanto a torna uma pessoa melhor.

Sinceramente gostei muito mais desse livro que o anterior, achei mais comovente.
E é claro, que apesar de um final fechado, deixou várias pontas dos demais personagens para os próximos três volumes.

Lembranças é uma leitura mais que recomendada, leiam gente, sem medo de serem felizes demais, hein?! rsrsrs
Vocês irão se apaixonar por essa leitura magnífica, e ressalto mais uma vez: é um livro cristão, porém, não prega religião, e sim, o amor totalmente transformador do Pai. Então, não perca tempo!
E não precisa ler na ordem, mas fica bem melhor, para não correr o risco de ler alguns spoilers.

Leia também a resenha do primeiro livro da série, Redenção (CLIQUE AQUI!).

Leia também as demais resenhas de Karen Kingsbury:
- A Treasury of Christmas Miracles
- A Treasury of Miracles for Teens



Essa resenha também faz parte do Desafio Alfabeto Literário (Clique aqui para saber mais).
Apesar de as iniciais correspondentes do mês de Maio serem M e Z, os participantes também podem resenhar livros de iniciais já lidas nos meses anteriores, contanto que sejam resenhados dois livros com a mesma inicial, para assim, ser validado.
Como já foi publicado esse mês a resenha do A Treasury of Miracles for Teens, já está tudo certinho e válido.

Leia também as resenhas dos meses anteriores participantes do Desafio Alfabeto Literário:
* Janeiro: Redenção, Karen Kingsbury e Gary Smalley
* Fevereiro: Pollyana, Eleanor H. Porter
* Março: As Cinco Linguagens do Perdão, Gary Chapman e Jennifer M. Thomas
* Abril: Doce Perdão, Lori Nelson Spielman
             A Lista de Brett, Lori Nelson Spielman
             Proibido, Tabitha Suzuma
             A Doçura do Mundo, Thrity Umrigar


Beijão,
Ana M.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

#Resenha: Redenção, Karen Kingsbury e Gary Smalley (Série Redenção #1)


Oii gente, e aí beleza??
Confiram a resenha de hoje!!


O livro Redenção de Karen Kingsbury e Gary Smalley é o primeiro da série homônima de cinco livros, contando a partir do ponto de vista de cada filho de John e Elizabeth Baxter.

Nesse primeiro volume, conhecemos a história da jovem Kari Baxter Jacobs, modelo casada há pouco mais de 6 anos com o professor universitário, Tim, que a trai com uma de suas alunas.

Kari descobre num momento inoportuno a traição do marido, pois com ela vem uma surpresa (mas daí têm que ler pra saber kkkkk), é inacreditável que o homem que sempre amou tanto, que sempre tentou apoia-lo, fez isso com ela. E mesmo Kari, declarando de coração a Tim, que estava disposta a perdoa-lo e tentar quantas vezes fossem necessárias uma reconciliação, Tim não lhe deu ouvidos e foi atrás do que mais queria: ir viver sua tórrida aventura com Angela.

Esse livro é escrito por dois autores evangélicos americanos
brilhantes, incríveis e eu estava ansiosíssima para lê-lo. Não me
decepcionei, porém, minhas convicções se chocaram um pouco. Deixe-me explicar: Como é uma livro evangélico, a bíblia e os mandamentos de Deus são muito falados e postos à prova, e como alguns de vocês, ou mesmo todos, devem saber que o divórcio só é permitido ao casal se houver adultério de uma ou ambas as partes. Até aí tudo ok.

No entanto, Kari ama demais seu marido, o admira e precisa dele assim como sabe de que ele precisa dela. Sempre foram companheiros, portanto, ela não aceita o seu pedido de divórcio, e luta contra todo orgulho, desprezo, desrespeito, etc. que o marido lhe fez e persiste em sua decisão de querer reatar seu casamento e reconstruir uma vida de amor e verdade com Tim.

Já o Tim tá nem aí com nada, quer mais é curtir a vida, e tira até um sarro da fé de Kari. Ele nunca foi muito chegado a Deus, sempre foi mais ciência que religião, até porque é jornalista, escreve artigos bem fundamentados e fica com o ego todo-todo quando a sua aluna mais de 10 anos mais nova, Angela, o intitula seu super-herói do jornalismo.

O mais intrigante, interessante, desafiador e surpreendente no livro, é o fato de a Kari passar por tantas humilhações e problemas difíceis e continuar lutando pelo seu amor. A fé a encorajará e também lhe dará forças e discernimento para reconsquistar o marido e perdoar. Ela devaneia no livro todo sobre o dia de seu casamento, o significado de prometer amar e respeitar aquele homem, independentemente do que acontecesse, diante de Deus, dos seus amigos e familiares, aquele "sim" foi único, verdadeiro e impactante, e não seria essa traição (que durava quase um ano), que lhe destruiria. Ela resolve veementemente, perdoa-lo e ama-lo ainda mais, ser ainda mais amiga dele, para que nada mais lhes separe.

Em contrapartida, está de volta a cidade, Riley, um ex-jogados e
também ex-namorado de Kari, foram amigos de infância e tiveram um término mal resolvido, resultando agora numa aproximação perigosa, afinal, eles significaram demais um pro outro, com Kari perdida nessas lutas, Riley amando-a como nunca, o que pode acontecer?? Kari tenta desesperadamente fugir deste amor do passado e voltar com seu marido, mas será que ela conseguirá??

Tim passa a ter grandes transformações, e posso dizer que acredito sim, que as orações de Kari surtiram efeito. Ele começa a repensar em suas últimas atitudes e lá no passado, tudo que lhe quebrou, e tudo que realmente lhe importa.

Os personagens secundários são ótimos, a irmã de Kari, Ashley é minha preferida, o próximo livro da série fala sobre ela, e estou louca para lê-lo.

Enfim, essa resenha tá ficando gigante, e o que posso é dizer é: LEIAM!
SEM MEDO!

Os livros evangélicos que leio, e principalmente, os que resenho são para TODAS AS PESSOAS, INDEPENDENTEMENTE DE RELIGIÃO.

É claro que uma ou outra coisa é diferente da sua maneira de pensar, e isso é normal. Mas gente, a força da Kari é inspiradora, o quanto ela luta e busca reconstruir sua vida e seu casamento. O Riley eu particularmente achei ele no começo do livro, uma tentação desproporcional, não precisava dele ali, e o final dele deixou muitas incógnitas, o que os próprios autores deixaram claro que foi proposital, não que deixe pontas, porém, houve umas coisas curiosas para os próximos volumes da série.

O Tim, aaaah, o que posso dizer do Tim?!
No início da leitura tive muitaaaaa raiva dele, e se eu fosse a Kari,
provavelmente teria me separado mesmo, e tentando dar uma boa surra nele, rsrsrsrs

O Tim passará por diversas reviravoltas e no final fiquei bem surpresa e estarrecida.

Aprendi muito com esse livro, sobre amar não ser só a emoção de vários momentos conjuntos, como também, uma escolha.
Escolher amar, perdoar, conquistar todos os dias, recomeçar quantas vezes forem preciso, ir além de muitos tabus, baixar a guarda e o orgulho, e... só lendo vocês compreenderão a grandeza deste livro!

Foi uma leitura gratificante, curti muito, apesar de não ter
concordado com tudo, porque né, meu lado nervosinha não permite kkkkkkkkkk


Essa leitura faz parte do projeto Alfabeto Literário, que como contei no post de apresentação (LEIA AQUI), o livro de janeiro deveria ser de um autor com a letra A ou K, e fiquei com esse de K, porque ele estava aqui me chamando, e o primeiro que tinha começado a ler do André Vianco não fluiu tão bem kkkkkkkkk

Quem já leu ou quer ler não deixe de comentar!!!!

Beijo grande,
Ana M.