E aí, galerinha, tudo em cima??
Hoje tem resenha de um livro beeeem antigão, mas que curto muito, espero que gostem e leiam também!
Confira!
Eu amoooooooo José de Alencar! Ele é um dos meus autores preferidos.
Até porque, quando comecei a me tornar uma leitora bem assídua, foi com os livros dele, do Machadão e da coleção Vaga-lume que me envolvia e entretinha.
Sempre cito esses "3", porque com eles, a minha vida mudou de mais. Foi aí que entrei de vez no mundo da literatura. Então tenho muito carinho e respeito e sempre indico-os. É claro que a coleção Vaga-lume tem muitos autores e não da pra citar todos aqui, mas todos os livros são MUITO bons mesmo!
E de todos, o José de Alencar é o mais romântico. Aiiiin tão fofo os livros dele! AMO!
Encarnação é um desses, bem curtinho por sinal, da pra ser lido em 1 hora!
Então, aproveita e leia aí! rs
Em Encarnação conhecemos o jovem casal apaixonado Hermano e Julieta. Ele extremamente fofo e apaixonado. Ela, muito feia. Ai to rindo kkkk mas é como o autor narra.
Logo no início da trama, infelizmente Julieta morre grávida. E Hermano entra numa depressão profunda permanecendo assim por muitos anos.
Amália é vizinha do casal e via furtivamente a alegria dos dois, chegando a decorar a música que Julieta cantava.
Quando cresce, se tornando uma linda e alegre jovem, da-se conta que o viúvo continua ali, enclausurado. E lembrando dele e de sua falecida esposa, fica triste ao pensar na solidão em que o vizinho habita.
Muito engenhosa, Amália canta a música de Julieta e entre outras façanhas, percebe-se apaixonada por Hermano e também o conquista! Até que se casam.
O livro é rápido, a narrativa flui bem e os detalhes são poucos apesar de esclarecedores.
Quando Amália casa e vai morar na casa ao lado da de seus pais, vê que ela passou por uma reforma, afim de receber a nova dona. Amália é meio que abandonada por Hermano. Ele continua depressivo e apesar de realmente estar apaixonado por ela. Sente-se como se estivesse traindo a falecida Julieta, por amar e ter se casado com Amália.
Amália descobre um negócio beeeem doido que o Hermano esconde em um dos quartos e percebe o quanto o marido é doente pela perda da primeira esposa. Ela não sabe como ajuda-lo, já que ele meio que a afasta cada vez mais.
Amália luta bravamente para ter o marido para si. Passando a perder um pouco da própria identidade, tentando até evocar a lembrança de Julieta, para ver se assim conquista o marido de vez.
Mas tudo foi em vão e Hermano provoca uma desgraça, que só pelo amor e ajuda de Amália ele sai dessa.
Anos depois, descobrimos que o casal passou por muitas coisas, entre elas, uma nova perspectiva que vem a ser a tal "encarnação". A meu ver, não tem nada de encarnação ali, mas né, se o autor achou que tem, eu respeito.
É que é algo vago. Eu não acredito em encarnação, deixo claro aqui que não tenho nada contra, até gosto de ler livros sobre, embora não acredite. Só que o que o autor quis colocar como encarnação, pra mim, não funcionou, não da pra comprar a ideia tão facilmente.
É um livro doce e profundo. Se você for ver bem, toca em muitos assuntos tabus. Viuvez e a dor da perda, recomeçar e casar-se novamente. Lutar contra uma depressão e buscar ajuda para sair-se dela. Entre outros.
Um romance bonito e que nos faz questionar bastante.
O final foi lindo, apesar desse negócio da encarnação não ter ficado muito claro.
Leiaaaaam gente, vale a pena conhecer essa obra!
Além de ser um livro curtinho e barato. Eu pagay R$2,50 no meu exemplar! Olha, de graça praticamente kkkkkkkk
* Leia também a resenha de Cinco Minutos e A Viuvinha de José de Alencar (AQUI!).
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E aí, quem já leu ou quer ler??
Não deixe de comentar!!
Beijocas,
Ana M.

