domingo, 22 de outubro de 2017

#Resenha: Eu estive aqui, Gayle Forman

E aí, gente, beleza?
Mais uma resenha quentinha pra vocês!
Confira!

Há uns três anos, li o Se eu ficar, também da Gayle Forman, e confesso não ter gostado tanto. O livro foi tão decepcionante que não quis nem saber de ler mais da autora! kkkkk

Porém, quando Eu estive aqui foi lançado, e teve tanta polêmica e comoção envolvida, fiquei muito curiosa. Mas, só agora lhe dei uma chance. 
Foi uma leitura chocante, emocionante e polêmica mesmo! 
Me causando dor e muitas lágrimas ao decorrer da leitura! (coisa rara eu chorar lendo!). 

O livro começa com o e-mail de Meg para sua melhor amiga, Cody.
Cody, que mora no "Cu do Judas" (geeeeeeente!) como ela tanta ressalta no livro kkkkkkkk está há meses sem ver sua melhor amiga, que mora em outra city cursando a faculdade.

Claro que receber um e-mail suicida não é algo que se espera, e por mais que duvide que seja real, e não uma brincadeira da zoadora Meg, Cody liga para os pais da amiga a fim de confirmar a veracidade do recado, e qual não é a sua surpresa e dor ao descobrir que sua amiga se suicidou em um quarto de motel após tomar um veneno fortíssimo.

A dor inescrutável leva Cody a se questionar e parar sua vida. Como ela não percebeu as dores da alma que sua amiga vinha sofrendo até chegar a este fim? Por que a amiga não lhe pediu ajuda? Houve algo que intensificou o "desejo" de por fim a sua própria vida?

Com uma escrita rápida, porém, meio cansativa, Gayle Forman nos revela algo até então, inimaginável para mim.

Cody ganha o antigo laptop da amiga e assim, passa a investigar o histórico e e-mails que Meg trocou. O grupo secreto que apoia as pessoas a cometerem suicídio que ela tanto desabafou e foi incentivada avidamente.

É muito chocante descobrir como tem pessoas tão más, que se aproveitam da doença e fragilidade dos outros para cometerem maldades horríveis e, como neste caso, ficarem impunes. 

O livro tem um pouco mais de 200 páginas, então li num dia. Embora tenha sido cansativo em algumas partes, foi muito esclarecedor sobre esses "grupos", além de mostrar a realidade da depressão. Não tão abertamente, mas com personagens como a Meg: feliz, zoeira, cheia de vida, podem perder suas vidas e sonhos pra essa doença maldita, que infelizmente, tem levado milhares de pessoas a morte, todos os anos. E o Brasil é um dos países com os maiores números de suicídios causados pela depressão.

Quantas vezes não vemos pessoas tirando sarro das outras? Quantas vezes não vemos, na net mesmo, gentinha sem mais o que fazer, esculachando pessoas depressivas como se fossem "manhosas"?
ISSO É HORRÍVEL, E TEM QUE PARAR!

Depressão é uma doença terrível. Mata como o câncer. Só que é pior, a meu ver. Pois é na alma. E se não ajudarmos, apoiarmos, estamos matando também.
Até porque, hoje em dia, com essa correria e tanta violência nesse mundão, é quase impossível pelo menos uma pessoa em nossa família não ser portadora da doença. Já pensou que você aí, que tira tanto sarro, pode estar matando "sem saber" alguém que você ama?
POIS É!
Depressão é real. É um tormento pra quem tem. Mas têm tratamento não só para aliviar como também ajudando a criar.
Já conversei com duas pessoas no facebook que me disseram não procurar ajuda, porque "depressão não tem cura". Gente, isso é mentira! Tem cura sim, pra muitos, dependendo do caso. E pra outros, pode pelo menos sem controlada e trazer a pessoa de volta para uma vida normal. Os remédios nem sempre são caro, e muitos são dados em postos de saúde (sei disso, pois pessoas próximas à mim, fazem tratamento contínuo que tem ajudado muito!). Portanto, POR FAVOR, NÃO DEIXEM DE BUSCAR AJUDA!!!!

Outro ponto importantíssimo do livro, é como os remédios e tratamentos anti-depressivos ajudam e podem salvar muitas vidas, e como no caso do grupo que "ajuda" a Meg, ele foi rechaçado. E assim, muitas pessoas caem nessa de que remédio "queima os neurônios e não sei mais o que", e deixa de buscar ajuda enquanto há tempo.

Confesso, achei o livro um tanto desesperançoso, principalmente o final, que não trouxe a justiça, que a meu ver, deveria sim ter tido.

No entanto, foi uma leitura ótima pra me fazer ver o quanto ainda existe preconceito com pessoas depressivas e contra remédios que lhes ajudam. 
E como tem gente mau também né?! Esses grupos que apoiam o suicídios são o verdadeiro inferno na Terra! Fiquei extremamente chocada e chorei muito ao ver o quanto prejudicam e incitam a morte a pessoas incríveis que só precisam de uma mão estendida e de um abraço amigo!

Não seja um assassino!
Respeite as pessoas e seus problemas!
Ajude-as e AME MAIS!



Essa é a segunda resenha de Outubro do Desafio Literário Livreando 2017.
Da opção: um livro polêmico.
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Beijos,
Ana M.

#Resenha: O que toda mulher inteligente deve saber, Steven Carter e Julia Sokol

Oii gente, tudo bem?
Vamos pra mais uma resenha!
E a de hoje é de um livro que amei demais e já se tornou prefê da vida!
Confira!


Apesar de amar esse estilo autoajuda, confesso que comecei a ler O que toda mulher inteligente deve saber, dos autores americanos, Steven Carter e Julia Sokol, sem grandes expectativas. E, minha nossa, que surpresa boa!

Eu simplesmente ADOREI este livro!
Amei tanto que logo em seguida, li mais dois deles, e só não li mais, porque ainda não pude comprar :( :( :(
aliás, se alguém quiser me dar de natal, hein, eu bem que aceito! kkkkkkk

Que livro espetacular!

É um livro fininho que li numa sentada só. Mas me trouxe muito mais abertura para eu ser eu mesma e para ser mais fiel a mim.

O livro dá diversos conselhos sobre como as mulheres NECESSITAM serem mais inteligentes nos relacionamentos amorosos, lutando contra abusos físicos e emocionais, mentiras, não aceitação de suas condições físicas e/ou de personalidade pelo companheiro, como lidar com a separação e como ir até o fim e não voltar atrás em um relacionamento conturbado, como encontrar a pessoa mais certa que se encaixará com cada personalidade e lidar com o passado sem traumas.

Pode parecer um livro bobinho, do tipo, que só fala pra você se arrumar mais e mostrar as pernas, como já li alguns por aí. Mas, não! O que toda mulher inteligente deve saber é um livro maravilhoso, pois ele mostra às mulheres o quão especiais e importantes elas são. E, que não é vergonha terminar um relacionamento em que sofre abusos e desrespeitos, que não é errado buscar pela pessoa certa, e que é extremamente importante ser amada e amar sem ter medo, vergonha ou máscaras.

Com conselhos e depoimentos de mulheres reais, percebemos o quanto relacionamentos cheios de violência, mentiras e dores podem nos causar traumas, baixa autoestima e muitos outros problemas horrorosos.

Gostei muito mesmo!
Ele me abriu os olhos pra algo que eu sempre valorizei e dizia "prazamigas" que queria ser amada pelo que sou. E, infelizmente, teve MUITAS pessoas que me diziam que se eu não mudasse, não fosse até mais "igual" as outras mulheres, eu nunca encontraria um rapaz especial.

Pois é!
Horrível isso, não é mesmo? Temos que ser aceitas e amadas pelo o que somos e não pelo que "esperam", "sonham pra nós"! E acima de tudo: PRECISAMOS ser respeitadas sempre independentemente de nossas escolhas!

Maravilhoso! Mais que indicado!



Essa é a primeira resenha de Outubro do Desafio Literário Livreando 2017.
Da opção: com capa rosa.
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Beijos,
Ana M.

sábado, 30 de setembro de 2017

#Resenha: Um Gato de rua chamado Bob, James Bowen

E, aí, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que eu estava há anos ansiosa pra ler e que amei demais!
Confira!

Desde o lançamento de Um Gato de rua chamado Bob, do autor britânico James Bowen, fiquei ansiosa pra ler. A história parecia fascinante, e tendo um gato como personagem central, me conquistou mais ainda, já que sou catlover assumida e entusiasta! kkkk

Finalmente li e amei o livro! Que arrependimento de não ter o lido antes!

O gato Bob, com cerca de 8 meses, é encontrado por James Bowen, um cantor/artista de rua, ex-dependente químico, ainda em recuperação, que ao se deparar com Bob na porta de seu apartamento, cai de amores por ele, adotando-o e cuidando-o desde então.

James sabia que não seria fácil cuidar de um gatinho, e como sua vida já estava dificílima, ainda mais longe da família e contando com pouquíssimos amigos, pretendia apenas, cuidar de Bob até ele se recuperar de suas recentes feridas causadas por brigas com cachorros, provavelmente, e então, ele deixaria Bob seguir em frente, ou levá-lo para doação.

Porém, Bob o surpreende. Um surpreende o outro, de fato. Pois a ligação que os une, é imediata e curativa. Dois seres sozinhos, deprimidos e machucados pela vida. Dois seres viventes de rua, que se encontram e se amam, unindo-se como pai e filho, lutando dia após dia contra o mundo.

Aos poucos, James percebe que têm sim, capacidade de cuidar de Bob, como o filho que já o considera. 

Bob e seu papy James

James continua cantando nas ruas para conseguir o pão de cada dia, e ao começar a levar o Bob, para seu encanto e estupefação, as pessoas que só o ignoravam e o xingavam, passaram a conversar com ele todo dia e a trazer presentinhos, mimos e guloseimas para o Bob.

Bob atraía as pessoas de uma forma simples e apaixonante, conseguindo ajudas e o carinho dos transeuntes.

James e Bob formam uma linda família. Com problemas, percalços e muito amor. Juntos, vão a rua ganhar a vida, passando por muitas decepções e incertezas. Olha, me deu muita dó dos dois, pois o James passa por inúmeras humilhações e problemas sem fim.
Quando resolvia um problema, lá vinha outro em seguida!

A relação dos dois nasceu de repente, fundada por um grande amor e uma grande amizade, sinceros.

Um livro lindo sobre superação. Mas, acima de tudo, sobre o bem gigante e a paz essencial que só o verdadeiro amor pode causar. Independentemente se é entre humanos, ou, entre um humano e gato!

O gatinho de rua Bob, trouxe ao James, a sensação de responsabilidade e de família. Tudo que ele mais precisava e queria!

Um dos melhores livros que já li!
Muito lindo e emocionante!
Principalmente, se você como eu, adora gatos!
Ai que vontade de dar umas beijoquinhas nesse fofuxo!

Ano passado foi lançado o filme do livro, com o Bob mesmo, gente, que gato fofo, ainda é ator! Eu ainda não assisti, pois queria ler primeiro, mas agora, vou correr assistir e depois venho aqui contar o que achei, hein!

Capa do filme

Leiaaaaaam! 



Essa é a quinta resenha de Julho do Desafio Literário Livreando 2017.
Da opção: que tenha um no título.
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Beijos,
Ana M.

sábado, 23 de setembro de 2017

#Resenha: A Bolsa Amarela, Lygia Bojunga

E aí, gente, belezoca?
Hoje tem mais uma resenha pra vocês!
De um livro nacional divertidíssimo!
Confira!

A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga, é um dos maiores clássicos da literatura brasileira. Considerado infantojuvenil, mas que atrai leitores de todas as idades. E, após eu fazer minha leitura, pude constatar que realmente é um livro com muitas reflexões fortes e profundas, que talvez uma criança não compreenda totalmente.

A narradora é a Raquel, uma menina muito engraçada e irônica, a dona da bolsa amarela. Raquel esconde na  sua bolsa amarela três grandes vontades reprimidas: a vontade de crescer, de ser um garoto e de se tornar uma escritora.

Ao decorrer da leitura vamos compreendendo porque Raquel esconde e reprime o máximo que pode as suas vontades. Vinda de uma família meio doidona que não a compreende, a menina passa a não confiar em si mesma, e assim, reprimindo suas vontades e sonhos. Além de não ter com quem desabafar.

Raquel "inventa" amigos e passa a interagir com eles em toda a trama, o que me tirou várias gargalhadas. Pois todo o cenário de amigos inventados pela Raquel nos faz refletir sobre sonhos e escolhas da vida, e são tão inusitados e diferentes, com uma narradora espertinha e doidinha como ela, que não tem como não rir e torcer para que a Raquel aceite-se como é e faça de si mesma suas vontades.

O final foi uma lindeza. A bolsa amarela perdeu muitos "inquilinos", mas foi para o melhor de Raquel que finalmente aprender a voar.

É um livro curtinho que da pra ser lido num dia. Bem leve e divertido, e com ensinamentos bacanas.



Essa é a quarta resenha de Setembro do Desafio Literário Livreando 2017.
Da opção: um clássico.
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Beijos,
Ana M.

#Resenha: Uma Carta de Amor, Nicholas Sparks

Oii gente, tudo bem?
Como está o sabadão?
Espero que bem!
Hoje tem resenha de um livro que foi um tanto decepcionante para mim =/
Confira!

Uma Carta de Amor é um dos primeiros livros do tio Nick que conheci, e por ter o filme com o Kevin Costner, que adoro, fiquei ainda mais curiosa. Mas, logo que comecei a ler tio Nick lá em 2012, já fui percebendo a "tradição" do autor de matar personagens e fui evitando este, pois, eu pressentia que lá vinha bomba! kkk

Em Uma Carta de Amor, que finalmente li este mês, conhecemos a jornalista Theresa, que tem um filho pré-adolescente e é divorciada. Apesar de ter se passado alguns anos, Theresa ainda se ressente da traição e separação. Não tendo confiança nem o desejo de vir a se casar novamente.

Porém, numa viagem, descobre uma carta numa garrafa a qual muda sua vida. Com a ajuda da chefe e algumas pesquisas, descobre que Garrett é o autor dessas tão apaixonadas e íntimas cartas.
Sem muito pensar ou planejar, Theresa viaja para a região litorânea da Carolina do Norte, à procura desse homem. Mesmo sem saber o porque de estar tão envolvida com o mistério todo que envolve essas cartas.

Achei a premissa bem inusitada e romântica. Essa viagem ao desconhecido, remetendo não somente ao autor das cartas, como também, a um recomeço na vida de Theresa. Uma nova chance de ser feliz e superar o desastre de seu casamento.

Theresa e Garrett realmente se encontram e iniciam uma amizade rápida e simples, que os faz relembrar o passado e viver momentos doces e de sonhos. Uma trama leve e bem fluída, que nos faz torcer por um final feliz para o casal.

Os acontecimentos depois que Theresa encontra Garrett são bem rápido e nada muito empolgante. Eu esperava mais da reação dela ao se encontrar com ele pela primeira vez kkkkk Foi tudo beeeeeeeem calmo, sem sal mesmo! rs

Como eu já imaginava o final é bem à lá Nicholas Sparks.
Não foi o melhor livro dele a meu ver, e pra mim, o final foi bem decepcionante. Me entristeceu, até. kkkk

Do tio Nick, ainda falta pra eu ler: Dois a dois, Três semanas com o meu irmão e No seu olhar.
Mês que vem têm mais resenha dele, quem sabe duas, hein?

E aí, quem leu?
O que acharam? Gostaram? 
Não deixem de comentar!

Beijinhos,
Ana M.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

#Resenha: Para Sempre Alice, Lisa Genova

Oii gente, beleza aí?
Hoje tem mais uma resenha.
E é de um livro que amei demais!
Confira!


Desde que a maravilhosa atriz Julianne Moore ganhou o Oscar pela sua interpretação em Para Sempre Alice, como a protagonista Alice mesmo, eu fiquei ansiosa para assistir ao filme, e pesquisando sobre a trama, descobri que foi baseado em um livro. E claro né, que eu não poderia deixar de ler.

Sendo assim, li o livro primeiro e logo após, assisti ao filme, que por sinal, amei e logo sairá resenha dele (a primeira sobre filmes aqui no blog!).

Em Para Sempre Alice, a autora americana Lisa Genova, nos leva a uma história de tirar o fôlego, completamente!

Alice é uma professora renomadíssima em Harvard, a melhor de sua área, mal chegou aos 50 anos e quer muito aproveitar a vida, ainda mais agora com todos os filhos estudando e morando fora. Seu marido também é um incrível professor de Harvard. Ambos levam vidas de sucesso em suas profissões. No entanto, Alice é surpreendida por uma série de esquecimentos. Esquece-se primeiro onde está, ao fazer uma de suas caminhadas diárias, sendo que estava muito próxima de sua casa. Esses esquecimentos a deixam doida. Perdida. Muito angustiada.

Como sua profissão não lhe permite erros, muito menos ela. Alice vai a sua médica, acreditando ser apenas sintomas do início da menopausa, e qual não é a sua surpresa, ao descobrir que tem Alzheimer. Uma doença degenerativa incurável. E que em seu caso é pior, por ser genética, desenvolve-se mesmo com sua pouca idade e mais rapidamente.

Alice sente-se completamente perdida e infeliz. Sem saber o que fazer e como viver a partir de então. Desde seu diagnóstico e começo do tratamento ela se recusa a aceitar, continuando a trabalhar e buscando levar uma vida normal.

Só que tudo que Alice tinha desmorona. 

Dificuldades com o marido, com os filhos e consigo mesma é só o começo. Alice perde uma grande parte da inteligência rara e admirável que tinha. Não consegue mais desenvolver suas aulas com a primorosidade pela qual era reconhecida.

Perde-se de casa. De seus amigos, de si mesma. E também reencontra o amor da filha que menos tinha orgulho e contato, Lídia, tendo que aprender a seguir em frente, dia após dia, contando com o amor dos filhos e com seu amor pela vida. Mesmo não sabendo mais quem é.

Minha resenha ficou uma porcaria se comparado com a grandeza do livro!

Que livro lindo e tristíssimo!
Que obra! Que história!

É impossível não se emocionar e sofrer junto de Alice.
Ela é uma mulher muito forte, e que passou por muitas tragédias e perdas na vida. Seu maior orgulho e sonho era seu trabalho, e ele foi a área mais afetada pelo Alzheimer.

Seu marido, apesar de continuar com ela, achei ele muito grosso e egoísta em algumas partes da trama. Seus filhos, por mais secos e despreocupados, foram os que mais a amaram e protegeram nessa nova fase da vida.

É uma história emocionante. Que mostra bem como os portadores do mal de Alzheimer e seus familiares e amigos sofrem. O quanto perdem e são obrigados a enfrentar. O quanto a dor de esquecer e ser esquecido por quem se ama é duro e pesado demais.

Uma obra inesquecível!
Não vou falar mais nada pra não soltar alguns spoiler.
Só digam uma coisa: LEIAM!
E se emocionem, pra valer!

Deixo aqui também, meus mais sinceros votos de paz e saúde e minhas orações, a todas as famílias de portadores desse mal tão terrível.



Essa é a terceira resenha de Setembro do Desafio Literário Livreando 2017.
Da opção: um livro que tenha sido adaptado.
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Beijocas,
Ana M.

#Resenha: Novamente Você, Juliana Parrini

E aí, gente, beleza?
Ah, eu ando estudando e descansando bastante, por isso estou meio sumida.
Mas, estou aproveitando pra tirar a teia de aranha de alguns livros que queria ler há eras! rs

E hoje, tem resenha de um nacional que eu estava ansiosa para ler.
Confira!


Novamente Você é o primeiro livro que leio da autora brasileira Juliana Parrini. Ela é uma das autoras de mais sucesso da atualidade, e depois de ler tantas resenhas lindas sobre seus livros, é claro que fiquei mais que ansiosa para conferi-los!

Em Novamente Você conhecemos Miah, a "antiga" Maria Rita, que volta obrigada ao Brasil, mais especificamente em Ilha Grande, o lugar onde nasceu. Depois de anos vivendo nos EUA, Miah deixou de ser a moça caipira e meiga que era, transformando-se em uma irritante e ambiciosa socialite, por assim dizer. Miah é ao mesmo tempo triste, insuportável e encantadora. Ela esconde grandes segredos, principalmente, o que a trouxe de volta para o antigo lar, de volta a convivência com a mãe, que nunca se deu bem, suas irmãs, o pai, e o antigo amor e ex-marido, Leonardo Júnior.

Essa premissa de voltar pra cidade natal mais arredia que nunca, e ainda, renascer o amor pelo ex-marido me encantou profundamente. E até a metade, o livro segue fluindo maravilhosamente bem. Porém, da metade pro final, a meu ver, ficou bem chato e mal resolvido.

A Maria Rita aos poucos mostra quem realmente é. O quanto foi ferida pelas pessoas que mais amava no passado. E o quanto que teve que esconder do pai e do marido, para proteger a mãe, que é uma verdadeira vaca!

Muita triste os traumas que essa mulher passa nos primeiros anos de sua vida, e depois, quando casada. Até que chega ao ápice do sofrimento. E por ironia do destino ou sorte, Maria Rita recebe uma proposta de emprego de um milionário e vai pro EUA sem olhar para trás. Deixando seu coração, mas jamais suas feridas.

Ela se torna amarga e vazia, apesar de ter tido a oportunidade de enriquecer e estudar tudo o que quis. Sua volta ao Brasil, ficou meio sem sentido à princípio, mas ao decorrer da leitura, pude ir entendendo porque ela voltou pro lugar que dizia odiar. E é de partir o coração.

Sem dar spoiler, o livro trata muito sobre segredos de família mal resolvidos. Traumas, depressão, violência doméstica contra a mulher e luto.
E o quanto esses fatores mudam a gente, e podem nos destruir se não buscarmos ajuda enquanto há tempo.

É um tema muito bom e que precisa sim, ser ressaltado. Sempre.
Entretanto, achei que o final e as descobertas tão tristes sobre o passado da Maria Rita foram muito corridos e pouco explorados, não causando tanta emoção e empatia no leitor como deveria causa em se tratando de assuntos tão graves e hediondos. A escrita também achei fraquinha, embora rápida.




Essa é a segunda resenha de Setembro do Desafio Literário Livreando 2017.
Da opção: que tenha enredo no Brasil.
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Beijos,
Ana M.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

#Resenha: O Poder da Esposa que Ora, Stormie Omartian

Oii gente, tudo bem??
Hoje tem resenha de um livro maravilhoso!
Um amorzinho!
Confira!

É capaz que quem acompanha o blog, já deve ter percebido o quanto amo os livros da Stormie Omartian!

Como eu sempre digo, a Stormie parece uma grande amiga. Sua escrita é fascinante. Sincera, rápida, gostosa de ler. Nos tocando e emocionando, gravando em nossa mente e coração, suas palavras, e sua força de vontade em nos incitar a orar e buscar mais a Deus em todas as circunstâncias.

Em O Poder da Esposa que Ora, Stormie fala abertamente como é difícil ser esposa. Como é difícil agradar os homens! Ê, bichinhos doidos, viu?! kkkkkk

Mas ela também ressalta e ensina com exemplos e orações, como adaptar-se habilmente à vida de casada. Como lidar com os problemas e desentendimento com os maridos. De uma forma natural, amistosa, leal e sem criar mais discussões/traumas.

Além de, é claro, podermos continuar com nossa dignidade e opiniões próprias, mas, adaptando-as junto com o marido, para o melhor para a família.

Um livro precioso.
Com dicas e conselhos especiais.

Mostrando e testemunhando como a oração, de todas as armas, de todas as coisas que você poderia fazer por seu casamento, será sempre a melhor ação!

Um dos meus livros prefês da vida!

Até porque, os conselhos de companheirismo que a Stormie dá, encaixa-se também, em nossa necessidade de conviver com outras pessoas, igualmente distintas como os maridos. E que precisamos aprender a respeitar e conversar, sem brigas e mágoas.

Livro maravilhoso! Superindico!




Esta é a primeira resenha de Setembro do Desafio Literário Livreando 2017.
Da opção: um autor que nasceu em Setembro, a Stormie fará aniversário no dia 16 deste mês!
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Beijocas,
Ana M.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

#Resenha: Deus Vê o Coração, Fabio Bentes

E aí, gente, beleza?
Hoje tem resenha de um livro que já se tornou prefê da vida! <3
Confira!


Há uns dois anos atrás, li por indicação de uma amiga, o livro do autor, psicanalista e pastor brasileiro, Fabio Bentes. Foi o livro Vigiados. Uma obra maravilhosa e transformadora! Incrível! Extremamente esclarecedor (resenha em breve).
Assim, não pude deixar de ficar curiosa para ler mais do autor, e no começo deste ano, comprei, finalmente, Deus Vê o Coração. E demorei pra ler, nessa minha "atoleira" de livros por ler kkkkkk
E, gente, que arrependimento de não ter lido-o antes!
Que livro sensacional!
Muitíssimo bom mesmo!

Em Deus Vê o Coração, o autor Fabio Bentes nos toca e nos leva a profunda reflexão sobre as aparências. Não só as físicas, como também, nas atitudes reais. Como algumas pessoas "aparentam" aos estranhos tão bacanas e leais, sendo que, em seu interior e/ou com seus familiares mais íntimos, são verdadeiros demônios!

O como as aparências enganam. Vai além de roupas e rostos bonitos. É algo intenso e perturbador. Muito.

Ao decorrer da leitura, eu tinha que parar. Refletir, analisar, abrindo minha boca em forma de O, e ao fechá-la, surpresa, eu ri, indignada e estupefata com os acontecimentos e descobertas. Porque, olha, que livro!

Crônicas simples. Histórias curtas, mas bem cotidianas. Dramas, alegrias, problemas, acertos. Coisas normais que podem acontecer com qualquer um de nós. Várias delas, já aconteceu inclusive comigo.

No entanto, o autor nos brinda com surpresas de arregalar os olhos. Os finais de cada crônica são surpreendentes. Extraordinários. Mudou muito minha maneira de ver a vida e as pessoas à minha volta, me fazendo, é claro, questionar um bocado!

Não vou comentar mais, pra não soltar nenhum um spoiler. O que posso dizer é que essa é uma obra prima rica e encantadora. Que diz muito sobre o ser humano. E prova o quanto estamos errados em julgar os outros e, que somente Deus, vê o coração!

E deixo aqui também, meus parabéns ao autor, principalmente, pela sua coragem, sendo um pastor, mostrar que nem todos os pastores e igrejas são realmente voltados pra Deus.

Não que o autor tenha generalizado, longe disso. Nem eu quero generalizar. Mas é importante evidenciar essa triste realidade, pois, como houve exemplos no livro, algumas pessoas vão à igreja em busca de conhecer e receber a Jesus Cristo como seu Salvador, e por conta de seu passado, são julgadas e criticadas violentamente, por... seres humanos! Sendo que a Bíblia esclarece e enfatiza que todos pecamos e que todos temos o direito de ser perdoados através do sacrifício de Jesus, se nos arrependermos verdadeiramente. Então, quem somos nós pra julgar não é mesmo?

Leeeeeiam!
Independente de sua religião. Tenho certeza que não irão se arrepender. Pois este é, sobretudo, um livro sobre a vida!



Esta é a quinta resenha de Agosto do Desafio Literário Livreando 2017.
Da opção: um livro que a inicial do nome do autor começa com F.
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Beijos,
Ana M.