quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

#Resenha: A Luz Através da Janela, Lucinda Riley

E aí, galera, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que gostei demais!
Confira!
Já tem uns dois meses que comecei a ler desenfreadamente os livros da autora irlandesa Lucinda Riley, e tenho me divertido mais a cada livro. A Luz Através da Janela é um dos livros mais amados e bem falados dela e o li faz uns quatro dias e não consegui parar de pensar nele, nem sentar para escrever sobre.

Vou tentar hoje contar todas as emoções que senti ao realizar essa leitura, mas, confesso, não será fácil, isso, porque o livro conta muito sobre o período da Segunda Guerra Mundial, e esse é um tema que muito me agrada, embora também me assuste, com isso, fico bem sensível.

O livro começa então com a morte da mãe de Emilie De la Martinières, uma francesa muitíssimo rica, porém muito carente de afeto e atenção, já que seus pais nunca ligaram muito para ela, ao contrário, deixavam-na bem largada, sem se importarem muito com seu bem-estar emocional.

Agora, adulta e formada em veterinária, morando em Paris, volta pro interior da França para ficar com a mãe muito doente, que ao morrer, a deixa deslocada, ainda mais por ter certas mágoas e feridas não cicatrizadas com relação atos que sua mãe cometeu no passado. O advogado da família deixa claro que apesar de muito rica, a mãe de Emilie gastou muito e por isso ela terá que vender a casa grande da cidade e ficar apenas com o château e a vinícola da família, assim, poderia quitar as dívidas da mãe.

Dias depois Emilie conhece Sebastian, um jovem inglês que diz ser dono de uma galeria de artes e que ao saber da morte da mãe de Emilie, veio para visita-la e conversar sobre sua avó, Connie, uma ex-governanta da família de Emilie, dando início a nossa história.

Connie, é uma jovem inglesa com ascendência francesa, que após seu marido ser convocado para servir o exército britânico na Segunda Guerra Mundial, ela vai trabalhar também como espiã da Inglaterra na França, em 1943, só que ao chegar lá, uma série de desastres acontecem e ela quase acaba nas mãos dos nazistas, é salva pelo último plano de seu grupo de espionagem, e vai ficar na casa de Édouard De la Martinières (o pai de Emilie) se fazendo passar por uma prima distante e também ajudando mais tarde como governanta.

No dia em que chega, Connie é surpreendida por uma reunião nazista na casa de seu anfitrião, já que ele fingia aceitar os nazistas e tudo o mais, e é perseguida por um dos comandantes, tendo sua vida arriscada dia após dia e sobrevivendo com um medo constante de morrer.

O livro tem quase 600 páginas e é uma narrativa viciante, apesar de ter sim, algumas enrolações. Eu gostei muito mesmo das cenas sobre a guerra, eu acredito que sempre devemos ler sobre esse período tão triste da história para NUNCA mais deixarmos que aconteça novamente.
Porém, não foi um livro tão bom assim, teve algumas coisas que me decepcionaram um pouco.

A Emilie é uma mulher que apesar de rica e ter tudo do bom e do melhor, nunca teve muito amor dos pais, sempre foi muito solitária, e por negligência da mãe sofreu um trauma terrível na pré-adolescência que a marcou pra sempre. Ela é uma mulher muito vulnerável e com isso, deixa o Sebastian se aproximar até demais. Com essa conversinha de que é neto da Connie e que queria saber mais sobre o que a avó passou naquele château na época da guerra, ele faz poucas e boas com a Emilie, é claro que os dois se "apaixonam" e se casam gerando muitas mudanças.

O que me incomodou profundamente foi a passividade da Emilie ao decorrer da trama, com tudo o que ela descobria, com todas as reviravoltas e segredos que vieram à tona (e foram MUITOS!), e ela tava sempre lá, sentada apenas, ah, sei lá, faltou mais emoção, na minha opinião!

Sobre a Connie, gostei muito dela. Uma mulher forte, sensível, firme e fiel com seus amigos e com seus compromissos, ao ponto até de por sua vida em risco para ajudar quem precisava. O que não gostei também foi de sua passividade. Ela não é parente de Emilie, mas nisso, elas são parecidíssimas. Ela se arriscou muito, passou por MUITOS problemas mesmo e não fez nada pra mudar, simplesmente deixou, em busca do "bem maior", pensando que se sofresse calada, ajudaria a por um fim à guerra.

Eu entendo os motivos dela e sua firmeza na decisão de lutar e não fugir, porém, quando sua vida e felicidade está em risco, você precisa pensar mais em si mesma, e não confiar ou entregar tanto sua vida nas mãos dos outros, ainda mais na de nazistas.

O livro traz, como eu disse lá em cima, muitas e muitas reviravoltas. Nos faz questionar até que ponto o ser humano é capaz de ser mal, por que causa tanta dor? Em nome de quê?

Me fez admirar ainda mais as pessoas que assim como a Connie lutaram pelo o fim da guerra com suas próprias vidas.

O final fechou um ciclo e colocou os pingos nos is. Foi como se alguns erros do passado, finalmente tivessem sido perdoados.

Gostei bastante da leitura, não dá pra eu falar mais, porque eu poderia soltar algum spoiler, só acho mesmo que poderia ter mais emoção e mais atitudes das protagonistas.

* Leia também as demais resenhas dos livros da Lucinda Riley já publicados aqui no blog:



Essa é a primeira resenha de Dezembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: um livro que muitos amaram.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijos,
Ana M.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

#Resenha: Chá de Sumiço, Marian Keyes (Série Irmãs Walsh #5)

Oii, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de uma série que eu estava louca pra ler!
Confira!

Como eu disse nos meses anteriores, Marian Keyes é uma autora que eu queria ler há anos, por isso finalmente decidi ler um livro dela por mês, sem ser na ordem, apenas seguindo minha vontade e curiosidade de lê-los por suas sinopses.

No mês passado li Rachel's Holiday, o segundo volume da série Irmãs Walsh, e agora em Novembro li o quinto volume, Chá de Sumiço, protagonizado pela Helen Walsh, a mais doida das irmãs! rsrsrs

O pouco contato que tive com a Helen em Rachel's Holiday foi bem engraçado. Ela era mandona, chatinha e muito doida! Mas divertida também. Eu ri com várias cenas dela, e uma coisa me surpreendeu bastante agora em seu livro, o quanto ela mudou e a autora soube dosar bem seu humor debochado/ácido com romance policial.

Duas coisas me surpreenderam, na verdade: a Helen estar mais "calma", mais "responsável"; e o livro ser todo praticamente sobre a investigação que Helen faz, agora que é uma detetive, e das boas, devo acrescentar!

Eu pensei que seria uma obra mais engraçadinha, como num característico chick-lit, mas não. Chá de Sumiço tem um enredo bem focado no policial e eu adorei isso!

Helen tem um namorado incrível que é policial, o Archie, que também tem três filhos e uma ex-mulher pacifica que vive grudada em sua casa. Incomodando Helen ao extremo. Porém, sua carreira até que está indo bem, apesar de não ter podido pagar as prestações de seu apartamento e ter precisado mudar para a casa dos pais novamente, Helen é uma investigadora renomada e tem uma linha de raciocínio certeira e engraçada ao mesmo tempo.

Ao reencontrar Jay, seu ex-namorado, que a contrata para investigar o desaparecimento de Wayne Diffney, cantor da banda Laddz, que ele está agenciando, Helen parte para mais uma investigação, noturna e dinâmica, embora um tanto quanto triste...

Essas investigações contam com a participação dos demais integrantes da banda, que eu achei as cenas bem confusas, devido a tantas falas doidas kkkkkk e a Helen busca minuciosamente de uma forma que ela parecia perdida, mas lá pra metade pro final, eu fiquei muito curiosa pra saber do mistério todo.

O outro mistério e essa fase responsável da Helen eu já imaginava o que era pelas ilustrações da capa do livro, não vou dizer pra não dar spoiler, mas a autora mostrou bem o quanto há doenças terríveis que nos cercam, tirando de nós o direito de viver livremente, mesmo quando somos pessoas alegres e dispostas a tudo.

Dos três que li da Marian esse foi o que mais gostei, teve bastante encheção de linguiça, como sempre, e pouquíssimo romance, todavia, achei a Helen muito mais simpática e ela mostrou não ser a cabeça de vento que se mostrou nos demais livros da série, e sim, ser uma investigadora inteligente e empenhada!

Claro que lerei os outros que faltam da série, agora sabe-se lá Deus quando, já que são enormes! kkkkkk

* Leia também as demais resenhas de Marian Keyes resenhas aqui no blog:



Essa é a quinta resenha de Novembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: enredo policial.
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Beijos,
Ana M.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

#Resenha: E se fosse verdade, Marc Levy

Boa tarde, minhas people!
Tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que eu adoro o filme!
Confira!

E se fosse verdade, do autor francês Marc Levy, é o livro que deu origem ao filme homônimo, que adoro por sinal.
Já assisti o filme incontáveis vezes e amo, acho engraçado, fofo e romântico.

Achei que o livro seria beeeem melhor, mas me enganei.

O livro é bem fraquinho e foi decepcionante pra mim.

Na obra conhecemos Lauren, uma jovem médica que sofre um acidente terrível, a deixando entre a vida e a morte, ligada a aparelhos no hospital onde trabalhava.

Assim como no filme, Lauren tem morte cerebral confirmada e em pouco mais de um dia ou dois, desligarão seus aparelhos e ela morrerá.

Ao voltar com seu "espírito" para o apartamento em que vivia, ela descobre que ficou um bom tempo em coma antes de entrar em morte cerebral, e nesse tempo, Arthur, um rapaz solitário e embolado em trabalho, está morando de aluguel em seu apartamento, e mais uma surpresa, só ele consegue vê-la.

No começo Arthur se assusta muito, fica quase doido, e falando com ela em seu trabalho (ela o segue), seus colegas de trabalham pensam que ele está ficando maluco, rsrsrs

Então, quando ele vai visitar seu corpo no hospital, eles descobrem que Lauren tem pouco tempo para conseguir "voltar" ao corpo, antes que desliguem seus respiradores.

Assim os dois entram em muitas enrascadas, algumas bem divertidas e loucas para ajudar a volta de Lauren.

Achei fofo e divertido, mas nada de mais.
Mais água com açúcar que o filme, e o final foi diferente, achei legal.

É interessante o interesse e empenho do Arthur em encontrar uma solução para ajudá-la, e tudo nos faz pensar na vida e suas fases, suas perdas e dores...

É uma boa obra pra refrescar a cabeça depois de uma leitura lenta ou mais complexa.

Gostei, embora prefira o filme que tem mais emoção e mais ação!



Essa é a quarta resenha de Novembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: autor francês.
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Beijos,
Ana M.

domingo, 25 de novembro de 2018

#Resenha: A Irmã da Tempestade, Lucinda Riley (Série As Sete Irmãs #2)

E aí, gente, boa noite!
Tudo bem?
Hoje tem resenha de uma série que tô adorando acompanhar!
Confira!

A Irmã da Tempestade é o segundo volume da série As Sete Irmãs, da autora irlandesa Lucinda Riley. A série conta em cada livro a história de uma das seis irmãs, e podem ser lidos separadamente, sem ser na ordem de publicação. Até agora foram lançados cinco volumes, e sim, teremos sete, mesmo a sétima irmã não tendo sido encontrada - e é aí que vem minhas especulações, aguarde até o final da resenha!

A Série As Sete Irmãs nos apresenta a família D'Aplièse e cada livro é narrado por uma irmã. Em A Irmã da Tespestade conhecemos a segunda mais velha, Alcione, ou como é mais conhecida, Ally, uma grande velejadora e flautista. Essa família mora na Suíça e é formada por seis irmãs adotivas, cada uma adotada de um país diferente por Pa Salt, um homem riquíssimo e muito misterioso, que as amava demais e fez de tudo pelas meninas. E deu para cada uma um nome das sete estrelas da constelação das sete irmãs, as Plêiades. Mas ele nunca adotou a sétima irmã (Mérope).

Bom, sem ser spoiler, mas os livros dessa série já começam com a morte de Pa Salt e a esfera armilar com as coordenadas geográficas para suas filhas descobrirem seu local de nascimento, com uma carta para cada uma e um suvenir que tem relação com sua família biológica, assim, deixando nas mãos delas se querem ou não descobrir sobre seu passado.

A história da Ally me impactou muito mais do o terceiro livro A Irmã da Sombra, que li no começo do mês. A Ally é uma mulher sucinta, prática e decidida. Sempre amou tocar vários instrumentos, principalmente a flauta, mas como amava velejar e seu pai era marinheiro, ela acabou escolhendo ser velejadora como profissão.

Ally começa a namorar Theo, seu novo chefe de vela, que é um homem muito organizado, gentil e competidor. O namoro nasce rápido e os dois são lindos juntos, apesar de que a notícia da morte do pai a pega de surpresa e a faz se sentir culpada por ter estado viajando com o Theo no dia em que ele faleceu.

Ao voltar para casa e receber a carta, um livro e o patinho de borracha que Pa Salt lhe deixou, Ally ainda está muito triste e abalada e não pensa em buscar por sua família biológica, mas sim, em correr para os braços e o conforto de Theo. O que ela não esperava é que um furacão estava à sua espera...

Esse foi um dos livros mais tensos que já li. Apesar de não ter aquela tensão que nos dá medo de continuar a leitura, Ally passa por um mar tão revolto, que olha, tive que virar duas noites lendo, porque eu simplesmente não conseguia abandoná-la! E o livro inteiro nos presenteia com diversas reviravoltas, umas boas, outras nem tanto, mas todas provando que nós somos mais fortes do que imaginamos...

Ally ao decorrer da obra passará por provações e perdas inestimáveis. Coisas novas vem, outras vão, mas ela teve que continuar. E foram tantos segredos e descobertas que eu não sei como ela teve saúde pra aguentar tudo não.

Com essas surpresas, Ally resolve seguir os passos que Pa Salt deixou e ir à Noruega, onde ela encontraria respostas sobre seu passado.

Na narrativa do passado, conhecemos a camponesa Anna Landvik, uma jovem pobre que canta como um anjo na igreja, e um professor famoso da cidade após ouvir falar dela, vai até sua casa para tentar conseguir a permissão de seus pais, para que a moça seja treinada e vire uma cantora na cidade grande.

Anna teme à princípio, porém, seu maior sonho é cantar profissionalmente, e ela vai, com medo e dúvidas, pronta para tentar.

Anna vai descobrir um novo mundo, sendo cantora de ópera e de teatro. Ela faz sucesso instantâneo, e é cercada por muitas pessoas que se dizem admiradoras de seu trabalho, embora nem todas, a admirem de verdade...

A Anna foi uma das minhas personagens mais querida, adorei ela, no começo, entretanto, porque depois ela começa a fazer algumas escolhas beeeeem erradas, jogando tudo pro alto, que me decepcionaram bastante! rsrsrs

Ao conhecer um dos músicos do trabalho, Jens, Anna acaba se apaixonando e tendo sua vida virada de cabeça pra baixo.

O Jens é um estúpido! O tipo de homem tranqueira, já conhecido, embora a coitada da Anna o ame e acredite nele. É aí que muita coisa ruim acontece com ela, e mais e mais reviravoltas.

Eu gostei muito da Anna, apesar dela ter feito escolhas ruins e, a meu ver, erradas, achei ela muito simpática, talentosa e batalhadora. Ela tem um papel fundamental na história e a ligação dela com a Ally é incrível!

Voltando à Ally...
Gente, eu adorei todas as reviravoltas, as atitudes e a compreensão da Ally, ela sofreu muito mesmo, e não deixou a peteca cair, seguiu em frente e o final foi lindo e muito fofo! Adorei tudo o que ela "reencontra" na Noruega, que é por sinal, um país que eu não conhecia bem, e achei bem da hora, ainda mais por ser tão "musical". Isso é o que eu mais gosto nos livros da tia Lu, ela sempre mescla passado com presente, interligando-os através de culturas diferentes, países distintos que são unidos sempre pela dor e pelo amor! Maravilhoso!

Mais uma vez a Lucinda fala sobre a Segunda Guerra Mundial, em especial sobre a perseguição aos judeus, e foi outra parte que me tocou muito!

Pra quem, assim como eu, adora ler sobre outros países, leia a série As Sete Irmãs que vocês vão amar!

Falta pra eu ler da série os livros As Sete Irmãs #1 e A Irmã da Pérola #4, provavelmente só terminarei em Dezembro e assim que o fizer, resenho aqui pra vocês!
O quinto livro foi lançado dia 12 desse mês, A Irmã da Lua #5, porém, devido ao preço altíssimo não comprarei esse ano, não! kkkkkk
O sexto e o sétimo devem sair nos próximos anos, geralmente são lançados um por ano.

E como eu disse no começo da resenha, trago especulações (NÃO É SPOILER, é só minha opinião): eu acho que o Pa Salt não morreu e que a sétima irmã, a Mérope, está viva e tem um passado todo especial. Por que acho isso? Porque são sete livros mesmo que serão lançados, e porque, bem, só lendo você saberá... tem alguns detalhes, algumas coisas que vão acontecendo que dão a perceber que o Pa Salt não é bem o que a gente achava que era... E aí, será? O que vocês acham?

Quem já leu ou vai ler?
Não deixem de comentar!!!

* Leia também as demais resenhas de Lucinda Riley já publicadas no blog:



Essa é a terceira resenha de Novembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: livro com capa azul.
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Beijocas,
Ana M.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

#Resenha: A Irmã da Sombra, Lucinda Riley (Série As Sete Irmãs #3)

Olá, pessoal, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro muito fofo!
Confira!

A Irmã da Sombra é o terceiro volume da série As Sete Irmãs, da autora irlandesa Lucinda Riley. A série conta em cada livro a história de uma das seis irmãs, e podem ser lidos separadamente, sem ser na ordem. Até agora foram lançados cinco volumes, temos certeza de mais um, mas, eu acho que terá um sétimo livro aí. Calma aí que já explico!

Eu conheci a série As Sete Irmãs há uns três anos quando comecei a ler o primeiro livro "As Sete Irmãs" que nos apresenta a família D'Aplièse e é narrado pela irmã mais velha, a Maia. Essa família mora na Suíça e é formada por seis irmãs adotivas, cada uma adotada de um país diferente por Pa Salt, um homem riquíssimo e muito misterioso, que as amava demais e fez de tudo pelas meninas. E deu para cada uma um nome das sete estrelas da constelação das sete irmãs, as estrelas Plêiades. Mas ele nunca adotou a sétima irmã, porém, como a série leva esse nome, eu desconfio que ela exista sim, e será uma grande surpresa e reviravolta na série, tomara, né? kkkkk

Eu li metade do primeiro livro, porém, achei chatinho e parei. Todavia, esses tempos li A Rosa da meia-noite, também da Lucinda, e gostei muito, com isso, resolvi pegar outra dela e tentar ler, e qual não foi a minha surpresa ao gostar demais de A Irmã da Sombra.

Bom, sem ser spoiler, mas os livros dessa série já começam com a morte de Pa Salt e a esfera armilar com as coordenadas geográficas para suas filhas descobrirem seu local de nascimento, com uma carta para cada uma e um suvenir que tem relação com sua família biológica, assim, deixando nas mãos delas se querem ou não descobrir sobre seu passado.

No primeiro livro, a Maia descobre que é brasileira, - uma homenagem da autora ao Brasil que tão bem lhe acolheu nos lançamentos anteriores!- não sei mais, porque não terminei o livro, embora esteja agora pensando em terminar de lê-lo. kkkkk

Precisei fazer essa introdução porque assim vocês que não leram o livro ainda, entenderão bem do que se trata, e fica mais legal. Em A Irmã da Sombra, a Estrela, a irmã mais calada e grudada com Ceci, uma chatinha conversadeira, muda-se para Londres no apartamento que Ceci acabou de comprar, e está se sentindo muito mal e sozinha na vida. Por mais que Ceci sempre tenha sido sua irmã mais íntima e quase uma gêmea adotiva (parece eu e a Andressinha kkkkkkk), Estrela sente que falta algo em sua vida. Uma luz, um caminho a seguir...

Quando ela começa a pesquisar sobre seus pais adotivos com as coordenas que Pa Salt deixou, descobre que o primeiro passo é pesquisar uma mulher chamada Flora MacNichol, numa livraria no centro de Londres.
Ao chegar lá, ela conhece o dono, Orlando, um homem muito divertido, excêntrico e louco por livros, que lhe oferece um emprego e promete lhe mostrar os diários da Flora e contar tudo que sabe sobre ela.

Com o tempo, Estrela conhece vários parentes de Orlando, incluindo seu irmão e também dono da livraria, Mouse.

Estrela começa a se enturmar com essa família de livreiros, sem saber, que de certa forma, seu nascimento é ligado diretamente à eles.

Como na maioria dos livros da Lucinda, esse tem duas narrativas, uma no presente e outra no passado. Algo que muito me agrada porque geralmente as narrativas passadas dela são em outros países. Mas, aqui a narrativa da Flora é em Londres também.

Flora é uma jovem pobre, que nem pode ser apresentada a sociedade londrina, e com isso, está perdendo a chance de fazer um bom casamento. Embora não queira casar mesmo, ela sente isso como um descuido e desamor dos pais, que nunca ligaram muito pra ela, e agora estão pagando a apresentação à sociedade de sua irmã mais nova, mas por que pra ela nem tentaram?

Com as falência da família, seus pais vão morar no interior deixando a sua irmã com uma tia enquanto ela espera por um pedido de casamento, e Flora vai trabalhar para uma mulher rica da sociedade, uma antiga amiga da mãe, Alice Keppler.

Flora adora os animais, cuida de todos que encontra pela frente, e tem um mini zoológico em casa e quando tem que se mudar, leva eles para outra amadora dos bichos, a escritora Beatrix Potter, que se torna sua grande amiga. 

A Beatrix Potter, pra quem não sabe, é uma escritora de livros infantis que realmente existiu e ela tem uma participação muito importante na história de Flora!

Flora então reencontra com Archie, filho de outra amiga da sua mãe, e acabam se apaixonando, no entanto, a vida lhes prega uma peça horrenda que pode causar para sempre sua separação.

Alice Keppler é uma mulher rica, fina e adorável, casada, com filhos e que - pasmem! - mantém um caso com o rei Edward VII, encontrando-se com ele às vistas de seu marido, que nem liga pra esse caso, parece até gostar!

Os dois têm também participações importantíssimas na vida da Flora, ai, gente, e são outros personagens que existiram na vida real! Adorei a Lucinda tem colocado-os na história, ficou bem interessante!

A vida da Flora tem muitas e muitas voltas. Muitas dores, tristezas e desafios, mas bem emocionante. Seu caminho se cruza com o de Estrela de uma forma bem singular e diferente.

Voltando a história de Estrela, conforme ela vai lendo e descobrindo mais sobre Flora, ela vai aprendendo mais de si mesma, se tornando mais confiante, encorajada a seguir seus sonhos e percebendo que viveu à sombra de Ceci a vida toda e finalmente ela tem uma nova família com os parentes de Orlando, junto deles, ela se sente viva de verdade.

As descobertas no final são várias, o livro promete muitas surpresas e a leitura toda foi muito fofa e gostosa de acompanhar.

A Estrela é uma moça maravilhosa, mas muito na dela, e que têm um papel fundamental na vida dos novas amigos. 

Gostei das histórias intercaladas, ambas mulheres sofreram muito, viveram à sombra esquecidas por um bom tempo, entretanto, souberam se impor e lutar pelo o que queria.

É um livro mais fofo, calmo e doce de ler!
Indico!
E é claro que ele me deixou com muita vontade de não só ler toda a série, como também, todos da Lucinda Riley!




Essa é a segunda resenha de Novembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: lido em e-book.
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Beijinhos,
Ana M.

sábado, 10 de novembro de 2018

#Resenha: Julieta, Anne Fortier

Oii, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que faz muitos anos que quero ler!
Confira!

Já faz uns cinco anos que conheci o livro Julieta, da autora dinamarquesa Anne Fortier, numa de minhas comprinhas no sebo. Assim que o vi, me apaixonei pela capa, achei ela lindíssima e como eu gosto muito da história de Romeu e Julieta, quis na hora. Mas meu dindim não dava pra comprá-lo, e por fim, fui postergando essa compra, até que enfim, agora o li! E me decepcionei! KKKKK

Que livro chato, meu Deus! Que história sem pé nem cabeça, gente!
O livro tem quase 500 páginas, e eu li tudo em três dias porque queria muito mesmo lê-lo, mas foi ali, me obrigando. 
Não gostei do início ao fim.
Muito enrolado, sem muito sentido e uma narrativa arrastada. Além de protagonistas chatíssimos.
Pois é. Foi uma experiência horrorosa! rsrsrsrs

É engraçado isso, porque desde que o vi a primeira vez lá no sebo, eu já fui ler resenhas sobre ele e todas eram muito elogiosas, inclusive muitas pessoas comentaram que ele é seu livro preferido. Me empolguei ainda mais. Mas, não rolou.

Bem, vamos a história...
A história é sobre Julie e Janice Jacobs que moram com uma tia nos EUA, desde pequeninas quando os pais faleceram num acidente na Itália, onde elas nasceram.
Anos depois, após a morte da tia, Janice fica com a herança e Julie, bem, recebe apenas uma carta da tia, com indicações para que a sobrinha vá até a Itália, e procure um baú velho perdido com alguns pertences de sua mãe, que lá, então, ela encontraria sua herança.

Apavorada, triste e decepcionada, Julie vai. Descobrindo que na verdade seu nome é Giullietta Tolomei, e que sua tia havida mudado-o para que se adaptasse mais ao americano.

E essa não é a única revelação que Julie descobre lá na Itália, vários outras se seguem, ela descobre até que tem um padrinho! Tudo recheado de muitas confusões, até que Julie consegue finalmente os tesouros da mãe: papéis velhos, uns trecos, um exemplar de Romeu e Julieta de Shakespeare e um diário datado de 1340 escrito pelo pintor famoso da época, Maestro Ambrogio.

Nesse diário conhecemos sob a narrativa do Maestro a história da verdadeira Giullietta Tolomei, que teve sua história retratada em vários romances, vindo depois a ter sua versão conhecida pelas mãos de Shakespeare.

Assim, a cada capítulo acompanhamos a narrativa do diário, contando a história dos verdadeiros Romeu e Giullietta, e o próximo é narrado pela Julie/Giullietta, que realmente tem não só o mesmo nome da outra, como também, é uma parente distante.

A Julie passa a acompanhar os acontecimentos no diário e ir buscando mais informações e visitando os lugares em que estes fatos narrados no diário centenário são narrados. Conhece também Eva Maria e Alessandro, madrinha e afilhado, que na geração de Romeu e Giullietta eram rivais deles, mas que nessa época contemporânea, ajuda a Julie a descobrir mais sobre seu passado e sua ligação com a verdadeira Giullietta.

E, gente, pausa para falar do Alessandro! No começo ele é beeeeem chato com a Julie, desconfiando que ela é uma golpista, porém, conforme eles vão se "esbarrando" ele vira um fofo, que homão! kkkkkk A única parte legal do livro é ele, a meu ver. rsrsrsrsrs

O livro tem muitas descobertas e reviravoltas, até quando o diário termina e segue a narrativa só no contemporâneo pela Julie, consistindo em maaaaais confusões e muitos mistérios e reviravoltas!
Pensa num livro com reviravoltas!

Porém, eu realmente não gostei.
Achei os personagens muito chatos, mal desenvolvidos, as histórias dessas Giulliettas que se cruzam muito sem pé nem cabeça, e ainda rápido demais. Sem ter uma base, sabe?
Embora tenha quase 500 páginas, ficam muitas questões em aberto, muitos personagens sem respostas.
E a Julie é muito entediante, meu Deus! Uma mulher de quase 30 anos se comportando como uma menininha, ai, nossa, que chataaaaaaaaaa!
E perante todas as descobertas que ela fez de seu passado, eu também esperava uma reação mais emocionada dela.

Acho que esse foi um dos livros que mais me decepcionaram, não sei se é porque eu tinha altas expectativas sobre ele ou o que, mas olha, ainda tô chocada de não ter conseguido gostar de nada! kkkkkk

Meses atrás li outro livro da autora e gostei muito, me surpreendi mesmo de não ter gostado de Julieta. kkkkk



Essa é a primeira resenha de Novembro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: autora que nasceu em Novembro, o niver da Anne é hoje dia 10!
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Beijos,
Ana M.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

#Resenha: Spharion, Lúcia Machado de Almeida

Oii, gente, boa noite!
Vamos pra mais uma resenha!
Confira!

Quem acompanha o blog sabe como eu amoooooo a coleção Vaga-lume, a coleção que me fez leitora! Desde os meus 10 anos leio os livros dela, já li quase todos, e sempre indico muito!
Apesar de que agora que já sou adulta, confesso que não são todos os livros que me encantam tanto, como quando eu era criança.

Spharion, é da Lúcia Machado de Almeida, que também é autora de O escaravelho do diabo, que é um dos meus livros prefês da vida e já reli pares de vezes! rs

Nesse livro conhecemos o jovem Dico Saburó, que é sensitivo, meio paranormal, por assim dizer, e presencia assassinatos em sua cidade, onde cada vítima aparece com a palavra "spharion" marcada no rosto.

Dico começa a ter tido visões sobre o assassino e porquê dos assassinatos e junto com o inspetor Pimentel começa a investigar.

Achei curioso e interessante, porém, não gostei tanto assim.
O livro é curto e rápido de ler, li na verdade, numa sentada, mas achei bem cansativo e com poucas explicações em algumas partes. Principalmente, sobre parapsicologia, poderia ter tido mais explicações, exemplos e etc. Teve também algumas passagens sobre física e química, e pelamor, não entendi nada! KKKKKK

O Dico é um personagem bem diferente, acho que por esse seu lado sensitivo, ele é diferente dos demais jovens de sua idade. Tem uma cena, logo no começo da trama, em que ele é picado por um mosquito e deixa porque diz que o "mosquito está com fome" KKKKKKK

Achei gostosinho de ler, mas poderia ser melhor!

Indico coleção Vaga-lume para todos!
Que gostinho de infância, dá vontade de voltar no tempo! rsrsrsrs 




Essa é a quinta resenha de Outubro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: lembre minha infância.
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Beijinhos,
Ana M.

#Resenha: Vejo você no espaço, Jack Cheng

E aí, gente, beleza?
Hoje tem resenha de um livro lindo que me surpreendeu bastante!
Confira!

Gente do céu, que livro incrível! Conheci Vejo você no espaço, do autor Jack Cheng, há poucos meses e o pegay pra ler mais pra me distrair do que por curiosidade, e por fim, adorei! Que lindo!

O livro é narrado pelo Alex, uma criança de 11 anos, que vive com a mãe - que tem problemas psicológicos -, e cuida dela e de si mesmo além do seus cachorrinho Carl Segan, praticamente sozinho. Ele cozinha, trabalha de vez em quando no posto de gasolina perto de casa, vai à escola e se diverte na internet lendo sobre o cientista, astrônomo e tantas outras coisas mais, Carl Segan (o original, não o cachorro kkkk) e em fóruns sobre foguetes.

Alex adora tudo sobre o espaço sideral e é muito inteligente, comprando até materiais para criar um foguete e mandá-lo para o espaço numa feira que terá no Novo México, então, ele sai do Colorado (EUA) com seus pertences, seu cachorro e o foguete e parte em sua aventura.

Ah, narrando tudo no seu iPod, este que ele enviará para o espaço dentro do foguete para os extraterrestres saberem mais sobre a Terra.

Parece meio estranho esse negócio do foguete kkkkk mas ele têm como comprar mesmo e nessa feira, ele conhecerá vários amigos que conheceu lá no fórum e também outros tantos que o ajudarão em suas buscas.

Que livro lindo!
O Alex é um garoto incrível. Inocente, bondoso, sonhador e muito alegre!
Conforme ele vai fazendo tantas amizades e passando por tantos percalços, compreendemos o quanto a família é importante em nossa vida e o quanto a falta dela pode nos quebrar. 
É complicado falar tudo aqui sem dar spoilers, mas os dramas familiares que o Alex passa são muito fortes, eu, no lugar dele, com meus 23 aninhos, teria pirado, no entanto, ele com apenas 11 anos, compreende as dificuldades da vida, tenta passar por tudo da melhor maneira possível, sempre muito amoroso e com bom humor. Que menino forte e sonhador! Quero que o Alex viva sempre em minha memória! Que livro emocionante!

Ao decorrer da leitura conhecemos novos personagens que também me tocaram bastante, pois foram inseridos na vida do Alex de repente, e nem sempre da melhor forma, porém, cuidaram e amaram ele desde o início.

Com muitas surpresas e até algumas lágrimas o final é lindo e me deixou marcada sobre a importância da família, da união, do amor, dos amigos e dos sonhos!

Mais que indicado!!!!




Essa é a quarta resenha de Outubro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: um livro narrado por uma criança.
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Beijos,
Ana M.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

#Resenha: Um dia no parque do terror, R. L. Stine (Série Goosebumps #6)

E aí, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que eu queria ler há eras!
Confira!

Faz anos que eu queria ler os livros da série Goosebumps, uma série de terror juvenil. Acho as sinopses e resenhas dos livros bem legais, e como sou medrosa, um terror juvenil não seria tão mal, né? É, mais ou menos. Esse livro me fez pegar trauma de parques. Sejam eles de terror ou não! kkkkkkkkk

Em Um dia no parque do terror, do autor americano R. L. Stine, conhecemos a família da Lizzy e do Luke, que estão indo passar um dia no zoológico com se amigo Clay, e seus pais.

Os pais de Lizzy e Luke acabam se perdendo na estrada e após muito tempo perdido, chegam a um parque, que se chama Parque do terror. É claro que os meninos ficam loucos para entram e se divertirem muito.

E, gente, que horror!

Logo ao entrarem o carro da família explode em chamas.
Seus pais ficam bem preocupados e estupefatos e deixam os filhos mais o amigo deles irem brincar no parque até que procuram um telefone para chamar a polícia.

Nesse parque, os meninos acabam se separando para brincarem no que quiserem e que medo me deu. Sério, foi muito claustrofóbico.

Teve cenas em que eles quase foram esmagados por uma casa de espelhos (me deu um medão que tive parar de ler na hora kkkkkkkkkk), ficaram presos em caixões, encontraram animais ferozes à solta, alguns funcionários do parque, bem, mas bem estranhos.

E muitas outras "atrações" sinistras.
Me deu bastante medo, achei tudo bem perseguidor, eles não tiveram um minuto de paz nesse parque e mesmo nas primeiras páginas eu já tinha dúvida se eles sobreviveriam ou não.

Gostei bastante, achei escrito e bem arquitetado, embora tenha me deixado com uma sensação ruim e nunca mais entro em parques!!!!!!

Sobre o final? Gostei! Queria muito contar, mas... vocês terão que ler pra saber! kkkkkkk

Leiam!
E ano que vem no mês do horror se me der coragem eu tento ler outro da série! kkkkkkkk



Essa é a terceira resenha de Outubro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: um livro de terror.
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Beijocas,
Ana M.

sábado, 27 de outubro de 2018

#Resenha: Rachel's holiday, Marian Keyes (Série Irmãs Walsh #2)

Oii, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que eu estava ansiosa pra ler!
Confira!

Já faz alguns anos que eu sempre vejo o exemplar de Rachel's holiday na biblioteca do bairro e acho-a linda, sempre me dando vontade de empresta-lo. Porém, como eu não tinha gostado muito do Melancia, também da autora, e nem tinha terminado (li só os primeiros capítulos), acabei postergando.

Para minha surpresa, agora ao emprestar finalmente Rachel's holiday, eu gostei bastante e o li apenas em quatro dias.

Rachel's holiday é o segundo livro da série Irmãs Walsh, da autora irlandesa, Marian Keyes, e é narrado pela própria Rachel, que é muito engraçada e sarcástica! rs

Rachel acaba de voltar de Nova York, com sua irmã Margaret, para Dublin, e vai ficar na casa dos pais por uns dias até que eles acertem os papéis para sua internação no Claustro, uma clínica de reabilitação.

Há muitos anos Rachel morou em NY e foi lá que ela teve uma overdose de drogas e quase morreu, motivo pelo qual sua irmã precisou ir busca-la.

Do início até quase a metade do livro Rachel é muito reticente e vive num estado de negação sobre sua doença. Ela não aceita bem o tratamento e não aceita ser chamada de toxicômana.

Ao chegar a casa dos pais e ter aquele alvoroço todo das suas irmãs metralhando-a de perguntas e críticas sobre o abuso de drogas, Rachel fica raivosa, no entanto, como ela acredita que o Claustro é tipo um spa e que encontrará muitas celebridades lá, ela acaba aceitando em ir. E qual não é a sua surpresa ao descobrir, que sim, ela está num centro de reabilitação, e que não tem nenhum famoso, nem hidromassagem como ela esperava!

O livro tem quase 500 páginas e as primeiras 200 foram beeeem descritivas e a Rachel tava supernervosa. Bem chata até. Mas seu lado engraçado me ganhou e gostei de ir acompanhando e ir tentando descobrir o que a levou a se drogar tanto e por tantos anos.

No começo os capítulos vão sendo alternados entre ela no Claustro e outro no passado contando mais sobre seu relacionamento com o Luke, seu ex-namorado que hoje ela diz detestar, mas que no fundo é o seu grande amor.

Depois dessas 200 páginas o livro da um giro e fica muito, muito bom mesmo!

A Rachel passa vergonha e o pior, se sente perdida e sozinha. Com raiva de si mesma. Mas ao perceber o quanto machucou as pessoas que ela mais amava e ainda se pôs em risco, ela passa a se analisar mais, tentar descobrir o que a levou a chegar a tal ponto e as coisas finalmente começam a caminhar!

Não posso dizer mais pra não dar spoiler, mas gostei muito!

O livro mostra bem o quanto é fácil nos envolvermos com coisas erradas e mais ainda: fugir para as drogas ou para o álcool quando estamos com medo!
E, independentemente, das circunstâncias vale a pena lutar pela vida. Não se entregar. E se cair, bora levantar logo em seguida.

O crescimento da Rachel, a sua nova percepção de mundo é algo bonito de se ver. E as escolhas que ela vai tomando são duras, difíceis e sem muita estrutura, porém, vai lhe dando um futuro, um sonho pelo o qual lutar todos dias.

Gostei demais!

Ah, o Luke é outro personagem que me surpreendeu bastante! Eu achei ele bem #vidaloka no início da obra e nem gostei muito, mas no final ele me surpreendeu e se mostro muito leal e amoroso! #xôneinele

Ah, o livro já foi lançado no BR alguns anos atrás, sob o título de "Férias".
E claro que lerei mais da Marian Keyes em breve!

Leiaaaaaam!




Essa é a segunda resenha de Outubro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: um livro de capa rosa.
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Beijos,
Ana M.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

#Resenha: Como fazer o amor dar certo, Steven Carter

E aí, pessoal, beleza?
Hoje tem resenha de um dos meus autores prefês da vida!
Confira!

Quem acompanha o blog, já deve ter percebido o quanto amooooo os livros dos autores Steven Carter e Julia Sokol.

Como fazer o amor dar certo, é só do Steven, e é maravilho também!

Não é bem auto-ajuda, os livros deles falam mais sobre relacionamentos, seus problemas e etc., de uma forma direta, bem estudava, cheia de exemplos, e principalmente, visando respeitar tanto o homem, quanto a mulher.

O que eu acho maravilhoso, pois, com os estudos e entrevistas que os autores fazem nesses livros, nos mostram bem as diferenças entre homens e mulheres, como lidar com isso, e tal.

Em Como fazer o amor dar certo, Steven Carter discorre sobre os dilemas do amor. Como o relacionamento a dois pode ser prazeroso e imprescindível para uma vida feliz e saudável, mas também, sobre as tretas, traições, inseguranças, finanças e demais coisas que estragam o relacionamento.

Ele busca frisar a importância de casarmos para fazer o nosso cônjuge feliz. Buscar termos também, uma autoestima bem cuidada, normalizada, e dar um basta em nossas inseguranças do dia a dia, que acabam enfraquecendo e quase ou dando mesmo um fim a união.

Em todo o livro o autor demarca bem a importância de respeitar o outro, ajudar em tudo, estabelecer a ordem da casa, o que cada um fará e o quanto isso pode parecer mínimo, mas é essencial para o bom relacionamento. A forma de lidar com as particularidades do cônjuge também é muito importante e o autor soube dosar bons exemplos e argumentos sobre o quanto necessitamos sermos mais pacientes, confiantes e ajudadores com nossos parceiros, ao invés, de criticarmos e sermos egoístas com os sonhos do outro, etc.

O livro tem muitos tópicos interessantes, não tem como eu explicar todos, mas amei demais!
É um livro incrível e que abre nossos olhos sobre como é significativo e complicado o relacionamento a dois. Porém, não é impossível, não, ser feliz no casamento.

Superindicado!

* Leia também as demais resenhas de livro do Steven Carter já resenhadas aqui no blog:



Essa é a primeira resenha de Outubro do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: autor que nasceu em Outubro. O Steven faz niver dia 23 desse mês.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijocas,
Ana M.