quarta-feira, 18 de julho de 2018

#Resenha: A Fúria e a Aurora, Renée Ahdieh (Duologia #1)

E aí, gente, tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que eu estava assim, looooooouca pra ler!
Confira!

A Fúria e a Aurora, de Renée Ahdieh, é uma releitura do livro As Mil e uma noites. Eu que sempre achei essa história fantástica, achei mais legal ainda ter uma releitura e corri ler desesperada de emoção! Mas, confesso, não gostei tanto assim de A Fúria e a Aurora. Foi decepcionante, preciso dizer!

A obra conta a história da jovem de 18 anos, Sherazade, que após perder sua melhor amiga, Shiva, para o rei de Khorasan, Khalid, ela decide se candidatar a sua nova noiva e matá-lo por vingança.

O que acontece é que Khalid tem uma noiva nova por noite. Ao amanhecer, todas são assassinadas. Geralmente, vão sendo escolhidas, mas Sherazade se candidata, já causando um burburinho na população, pela sua "loucura", né. E ela permanece firme, cheia de dor e raiva que o matará e vingará não só a morte de Shiva, como também, das tantas outras jovens que morreram nas mãos desse noivo cruel.

Após a consumação do casamento, Sherazade, até sem se entender, inicia uma história para o Khalid, e quando amanhece e os empregados dele vêm buscá-la para a morte, ela lhe suplica por mais uma noite, para assim, terminá-la. E repetidas vezes, por diversas noites, começa essas histórias que nunca termina, até que o povo se revolta porque não entenderem o que está acontecendo, qual o motivo dela ainda estar viva.

Khalid, que é um fofo *-* sofre demais com essas perdas, que ele é "obrigado" a aceitar e cometer. Ele esconde um segredo, que muda e transforma tudo. Ele e Sherazade realmente se apaixonam, e querem ficar juntos. Mas, o destino é implacável e tantos segredos e surpresas acontecem deixando muitas dúvidas em seus corações.

O começo do livro é maravilhoso. A Sherazade é forte e decidida, muito engraçada, e me cativou nas primeiras páginas. O Khalid é considerado um monstro, mas sofre muito e têm uma história bem complicada. 

Porém, confesso que esse livro me decepcionou bastante. Depois da metade, fica mais lento, sem uma boa base de desenvolvimento e os segredos que vão sendo revelados também achei mal trabalhados, faltou mais detalhes e bons argumentos.

É uma história leve, que poderia ter sido mais bem arquitetada e ser mais eletrizante.
Acho que não lerei a continuação. Embora o final desse tenha deixado grandes pontas.



Essa é a segunda resenha de Julho do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: autora que nasceu em Julho. A Renée fez niver dia 7 desse mês
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Beijinhos,
Ana M.

terça-feira, 17 de julho de 2018

#Resenha: A Irmandade Perdida, Anne Fortier

Oii, gente!
Tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que eu tava supercuriosa pra ler!
Confira!

A Irmandade Perdida, da autora Anne Fortier, é um dos livros que eu mais estava ansiosa pra ler. Parecia ótimo e com uma história fascinante. E, realmente gostei e me envolvi muito. Tanto é, que o livro tem mais de 500 páginas, e o li em apenas quatro dias.

A história é sobre a professora de mitologia grega, da Universidade de Oxford, Diana Morgan. Diana é fascinada pelo mito das Amazonas. Conheceu-as, através de sua excêntrica avó, que dizia ter sido uma amazona na infância.

Após o sumiço repentino da avó, Diana investiga e estuda mais sobre as Amazonas, nutrindo um forte desejo de conhecer mais afundo essas histórias.

Quando, de repente, é abordada por um homem estranho na rua, lhe dando uma passagem para um ex-templo amazônico na África, Diana nem pensa duas vezes e corre pra lá. Munida do caderno que sua avó lhe deixou com inscrições diferentes, lhe deixando a quase certeza de ser o alfabeto das amazonas.

Ao chegar lá, conhece Nick, um cara, ai Deus, que gato! kkkk Um dos responsáveis por essa expedição e assim, vão descobrindo mais lendas, histórias verídicas e encaixando mitos gregos com acontecimentos de histórias do nosso mundo. E, principalmente, Diana descobre a história de Mirina, a primeira rainha Amazona.

Quando ela descobre Mirina, a autora passa a narrar alternadamente em cada capítulo a história dessas jovens. Mirina, é uma órfã que luta pela sua sobrevivência e a da sua irmã, que está cega e recebendo um espírito, por assim dizer, do oráculo. Mirina é muito forte e ajudará as Amazonas a mudarem o mundo. 

Eu gostei bastante do livro. A Diana é muito inteligente e sente muita a falta da avó. Ainda mais por não saber ao certo o que aconteceu com ela. Os pais dela, consideravam a avó louca, mas ela sabia bem que as histórias da vó, tinham algo de mais. Eram especiais.
Seu relacionamento com Nick é bem fofo e divertido. E as viagens em busca dessas verdades que eles fazem é bem interessante, pois, aprendemos mais sobre a história e mitos de diversos países, como Grécia e Turquia.

As cenas da Mirina são bem ágeis e diferentes. Eu que nunca tinha lido nada sobre Amazonas me surpreendi e achei muito interessante. A autora deixa claro na nota final que tem fundos verídicos, mas também, muita ficção. Mesmo assim foi bom.

Foi uma leitura prazerosa, todavia, não gostei do final. Achei bem rápido, faltou explicações, e a meu ver, um pouco triste e sem sentido. É como se todas as viagens e lutas que a Diana teve que fazer, tenham sido em vão. 

Gostei, mas podia ser melhor! rs



Essa é a primeira resenha de Julho do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: um livro com mais de 500 páginas. A Irmandade Perdida tem 528 páginas.
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Beijos,
Ana M.

terça-feira, 3 de julho de 2018

#Resenha: Ímã de Traste, Fê Friederick Jhones (Duologia #1)

Boa noite, gente!
Tudo bem?
Hoje tem resenha de um livro que eu estava louca pra ler há anos!
Confira!


Já faz mais de um ano que tenho o livro Ímã de Traste no meu kindle, da autora nacional Friederick Jhones, porém, como tinha lido na época em que o comprei vários outros chick-lits, acabei postergando a leitura. Como a autora está prestes a lançar mais um chick-lit, S. O. S. Fui Traída, que também quero ler, resolvi ler essa tarde Ímã e me arrependi de não ter lido-o antes!

Ímã de traste é um livro muito bom e que gostei demais! Ri, achei uma fofura e ainda chorei bastante de emoção!

A obra fala sobre Valerie, uma mulher de 33 anos, que é muito bem-sucedida em sua carreira, porém, tem diversos traumas pelos seus relacionamentos amorosos serem sempre fracassados, deixando-a super pra baixo.

Seus amigos Alice, Mon e Rico, junto com ela formam o quarteto. São muito unidos e engraçados e estão sempre se ajudando, embora magoem a Vale ao apelidarem-na de "Ímã de Traste", mas também, né, com razão! Ela só atrai tranqueira!

Logo no começo, após ter um término beeeeem horrendo e chocante, a Vale começa a se perguntar o porque de nunca dar certo com ninguém. Analisando todos os seus relacionamentos, ela percebe que realmente precisa mudar e escolher melhor. Porque seu core está arrebentado de tanta desilusão e rompimentos. Entretanto, ela ainda sonha e deseja amar.

Junto com seus amigos, vem muitas atrapalhadas. E até novos pretendentes.

E, gente, preciso desabafar: que raiva me deu! A Vale teve muitos trastes mesmo! Um pior que o outro! Aquele Alex, gente, que homem detestável! Intragável! Que vontade enorme de bater nele! kkkkkk

E o Rico, passa a se aproximar mais e mais. Ela sabe que ele é um traste convicto, porém, a amizade cresce, e ele é o único homem que a ama, respeita e ouve suas lamúrias, sem a decepcionar!

Não dá pra eu falar mais da trama pra não dar nenhum spoiler, por isso vou direto dizendo o quanto eu adorei esse chick-lit!

Fazia tempo que não lia um tão bom assim!

Tem toda aquela boa pegada humorística natural do gênero, sem se perder em bobeiras.
Como eu disse, eu não li Ímã de Traste antes, porque fiquei um pouco saturada de chick-lits bobinhos, só com tombos das protagonistas e vazios. Sem conteúdo forte e reflexivo.

Mas Ímã de Traste têm tudo isso!

Tem muito romance, diversão, nos faz refletir sobre nossas escolhas na área amorosas e o quanto deixamos as pessoas, e principalmente, os trastes, se aproveitarem de nós. Até onde podemos ir? E o quanto precisamos estar alertas em relação ao o que aceitar de um companheiro.

A autora também soube expor direta e habilmente na trama temas fortes, profundos, e até mesmo triste, como leucemia, adoção, a importância de nos cadastrarmos e doarmos medula óssea. 
Adorei essas cenas e toda a explicação e os exemplos da importância em doarmos e ajudarmos sempre a todos que sofrem de leucemia, e demais doenças.

O Pedrinho também é um personagem maravilhoso! Lindo, fofo, um garotinho cheio de luz que me fez chorar de muita emoção!
Não vou falar muito sobre ele, é surpresa, tem que ler! kkkk

O Rico é outro amorzinho! Que homão! Melhor amigo da Vale e a bobona sofrendo com os trastes! Durante todo o livro eu gritava na minha cachola: "Ô, muié besta! Agarra logo esse homão, que outro assim não se encontra fácil, não!". KKKKKKKK
Ai, ele é demais! Suspirei com ele, viu?! kkkkk

O quarteto todo é muito legal e divertido. E a Vale é muito forte, fofa e especial. Divertida, embora burra por perder tanto tempo e não agarrar logo o Rico (NÃO ME CONFORMO!!!!!). Gostei dela, e tô ansiosa pra ler o próximo volume da duologia, Confissões de um traste.

Gostei mesmo!
Pra quem adora livros divertidos, fofos, com boas reflexões e gargalhadas, pode correr ler!

Beijinhos,
Ana M.

sábado, 30 de junho de 2018

#Resenha: Para Continuar, Felipe Colbert

E aí, gente, tudo certo?
O que acharam desse mês recheado de resenhas?
Espero que tenham curtido muito!
E hoje tem a última resenha do mês, de um livro que eu estava mais que ansiosa pra ler!
Confira!

Há alguns anos atrás, li dois livros incríveis do Felipe Colbert, Belleville e A Entrevista Ininterrupta, depois li A Última Nota e confesso que não gostei nada, mas mesmo assim, ainda queria muito ler os demais livros do autor. Pois bem, finalmente li Para Continuar, e, ai, gente, que decepção! Infelizmente esse livro se encaixa nos que não gostei do autor! kkkkk
Porém, ainda quero ler os outros dois dele que faltam para mim.

Para Continuar, se passa na cidade de São Paulo, e conhecemos Leonardo César, um rapaz de 20 anos, que está cursando a facul, embora não possa trabalhar devido a seus sérios problemas cardíacos. Só mesmo um milagre, ou quem sabe, uma doação do órgão (ou seja, um milagre mesmo, rsrs) para voltar a ter saúde e uma vida normal, já que seus pais pegam muito no seu pé, cuidando dele exageradamente.

Leonardo é legalzinho, não é aquele personagem supercarismático, mas gostei dele até. Seu amigo, Penka, que é ótimo! Adorei ele. Legal, divertido e bom amigo.

Num dia qualquer indo pra facul, Leonardo se encanta por uma moça de aparência oriental que encontra no metrô, e assim passa a segui-la, até que finalmente começam a conversar.

Ayako, a moça, perdeu os pais na infância e hoje vive com o avô e um misterioso amigo, que é um chato, entretanto, importante na história, o Ho.
Ela, Ho e o avô cuidam de uma loja de luminárias orientais, porém, o que ninguém sabe, é que Ayako e o avô são guardiões de um segredo que se esconde no subsolo dessa loja. 

E bem, a história é apenas isso.
O relacionamento de Ayako e Leonardo não tem tanto desenvolvimento, nem muitos encontros, não senti a emoção e a paixão tomar conta, sabe? Parece que eles foram ficar juntos só porque não tinha nada melhor pra fazer, rs. Não se apaixonaram, nem nada. 
O segredo do subsolo também foi beeeeem mal explicado, sem grandes revelações, explicações, etc. O que me frustrou bastante, porque é algo "fantástico", deveria ter mais desenvolvimento, também o autor não deixou claro se é uma lenda/mito japonês ou o quê.

Outra coisa que me incomodou muito foi o fato do problema do Leonardo ser jogado na cara o tempo todo, poxa, não dá descanso! Ok que ele poderia sim morrer a qualquer momento, mas né, todos nós podemos, isso é fato! E com isso, no final pareceu que algumas coisas e personagens só estavam na história pra se encaixar na doença dele.
E também me incomodou muito o Leonardo ter brigado e sido supergrosso com o Penka, só porque ele estava namorando e muito feliz, a sua ex, Malu. Poxa, ele já tava atrás da Ayako, fazia meses que tinha terminado o relacionamento com a Malu, ele não queria voltar, por que tanto problema de o amigo e ela se apaixonarem? Affffffs, larga o osso, atentado!
Desculpe gente, mas não gostei mesmo. Achei muito chato, mal desenvolvido e sem assunto. Uma pena mesmo, pois, pela sinopse parecia ser um livro mágico e fofo!

Ainda assim, superindico Belleville, que é encantador e A Entrevista Ininterrupta, que tem resenha aqui no blog já: Leia aqui!



Essa é a quinta resenha de Junho do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: um livro que se passa no Brasil.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijos,
Ana M.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

#Resenha: O Amor nos Tempos do Ouro, Marina Carvalho (Duologia #1)

Oii gente, tudo bem?
Bora pra resenha de um livro que eu queria ler há muito tempo e gostei bastante!
Confira!

Há alguns anos eu já tinha lido outros livros da Marina Carvalho e confesso que não tinha gostado muito. Eu não gosto muito dos bad boys que geralmente têm nas histórias dela kkkkkk, apesar de sua escrita ser fenomenal!

Mas, acompanhei a autora no face postando sobre a criação de O Amor nos Tempos do Ouro, e claro, que fiquei muito curiosa pra ler, ainda mais falando sobre um tema forte e triste que ocorreu em nosso país, há tantos anos, e que ainda temos marcas terríveis.

O Amor nos Tempos do Ouro, se passa na época da escravidão no Brasil, mais precisamente em Minas Gerais. Ver os escravos e todo o seu sofrimento é difícil, pesadíssimo, porém, assim como livros de guerra, ler sobre a escravidão é mais que importante, a meu ver, é essencial. Pois só conhecendo a nossa história é que conseguiremos evitar que toda essa tragédia aconteça novamente.

Nesta obra, conhecemos a francesa Cécile, filha de pai francês e mãe portuguesa, após perder os pais e os irmãos na França, vem para o Brasil a mando do tio Euzébio, que aqui reside, irmão de sua mãe e único parente vivo. Ela sabe que ele só quer sua poupuda herança, mas o que pode fazer? Pior ainda, seu tio já lhe arranjou um casamento, com Euclides, um homem que tem quase idade pra ser seu avô, e ainda por cima é extramente maldoso. Um monstro, foi horrível ler as passagens sobre ele.

Logo ao chegar ao Brasil, é encaminhada para Minas Gerais para a casa do noivo. Fernão, um bruto explorador, fica encarregado de levá-la até Euclides, no entanto, no caminho longo, percorrem-no em cerca de um mês, Fernão e Cécile vão se apaixonando e o desespero avança ainda mais quando enfim, ela é entregada a Euclides.

Euclides trata-a supermal, com muito desprezo e violência. E Cécile é uma mulher a frente de seu tempo. Luta pelo o que quer, e tem resposta pra tudo. É bem instruída, e pelos seus pais, foi educada para ser dona de si mesma. O que ocasiona muita briga e maus tratos por parte do noivo.

Todavia, ela e Fernão realmente se apaixonam, e ele, que já desejava levar uma nova vida, sem ter que trabalhar para inescrupulosos como Euclides, decide ajudá-la a se livrar do noivo terrível e depois tentar buscar um sentido para sua vida.

Não posso falar mais sobre a trama pra não dar spoiler.
Mas é um livro muito bom, gostei bastante. Achei bem diferente, mostrou um lado horrível da escravidão e dos ricos que moravam no Brasil naquela época, e também mostrou bem a luta diária dos abolicionistas. A Cécile é uma personagem forte e se mostrou muito decidida, não se deixando abalar por nada. Luta com garra!

O Fernão também foi bem corajoso e deixou que os sentimentos por essa mulher lhe amaciasse e lhe desse forças para mudar de vida.
Os personagens Akin, Hasan e Malikah também são muito importantes na trama, além de terem ajudado e recebido Cécile de braços abertos. Fiquei com vontade de ler mais sobre eles, e a autora já lançou um livro sobre a Malikah, que já tô ansiosa pra devorar! rsrs

É um bom livro, com sua parte triste, mas também com muita esperança e romance.
O que me incomodou foi o fato dele ser muito rápido e curto. Acho que poderia ter tido mais desenvolvimento dos personagens e de seus sentimentos, e até mais de todo o sofrimento dos escravos. Ficou com aquele gostinho de quero mais, sabem né? kkkkkk

Leiam!



Essa é a quarta resenha de Junho do Desafio Literário Livreando 2018.
Da opção: um romance.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijinhos,
Ana M.