domingo, 3 de janeiro de 2016

#Resenha: Não se esqueçam da rosa, Giselda Laporta Nicolelis

Oie gente, beleza??
A resenha de hoje é de um livro mais que especial pra mim, que me toca demais! Tomara que gostem!



Hanako nasceu 27 anos após o término da Segunda Guerra Mundial e é filha de Akio, japonês naturalizado brasileiro, que tão cedo seus pais terem sido mortos por decorrência da bomba atômica lançada em Hiroshima, teve de ir morar com os tios e por fim, imigrar para o Brasil.

Akio tornou-se médico e casou-se com a brasileira Maria,  concebendo três filhas: Hanako, Yoshiko e Mieko, sendo a mais velha a preferida dos pais, sempre pura e entusiasmante como uma rosa vermelha - a qual deu origem à seu nome.

Hanako é uma rata de biblioteca, tem 12 anos, sonha em ser escritora e tem uma admiração inquietante por Anne Frank, mal sabendo ela como as duas são tão parecidas, e unidas pela mesma guerra.
"Não estamos em guerra, nem vou ser levada para um campo nazista. Mas será que não? Não trago em mim, no meu sangue e ossos, na minha vida, a marca da guerra."
Não se esqueçam da rosa é um dos livros mais lindos que já li na vida!
Fofo, angustiante, cativante e penetrante, como os efeitos atômicos!

Depois de lê-lo sua vida jamais será a mesma. É uma daquelas obras que ficam guardadas na mente e no coração numa imensidão de sentimentos e questionamentos, dúvidas, anseios e revolta, MUITA revolta! 

Acontece que Hanako por ser filha de um homem que esteve presente aos efeitos da bomba, lamentavelmente herda uma incurável doença degenerativa, inalcançável para os médicos, uma rosa ceifadora. Fruto do egoísmo e do desamor humano. Dói e te renova esta leitura.

Eu conheci esse livro em 2009, e desde então sempre releio, mas a emoção é sempre maior, mais irascível, mais inquietante.

Não pense que é um livro triste, penoso de se ler. Não. Passa uma carga grave, porém, totalmente ESSENCIAL.

Um livro curto que pode ser lido em menos de meia hora, e que muda toda a nossa forma de questionar o passado, afinal, o que foi certo ou errado? O que poderia ter sido mudado? O que o ser humano ainda é capaz de destruir?

ATENÇÃO! Esta é uma história verídica!
Leeeeeiam!

Beijos,
Ana M.

3 comentários:

  1. Ana, fiquei com vontade de ler só por conta dessa resenha linda hehehe

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  2. Ainda não conhecia esse livro, mas achei o enredo bem interessante e intenso. Depois vou procurar para ler!
    Beijo
    http://capsuladebanca.blogspot.com/

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  3. Não conhecia o livro, mas fiquei bem interessado. Primeiro porque tem relação com a Segunda Guerra, apesar de não ser sobre ela; segundo, por ser um enredo verídico.
    Já quero conferir.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do top comentarista de janeiro. Serão dois vencedores!

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Ana M.