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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Entrevista com Tércio Ribas Torres, autor de Profeta Boy

Oii, gente, tudo bele?
Aqui tudo ótimo, embora muita correria na vida, rsrs
E hoje tem entrevista com o autor de um livro que li recentemente e amei!
Confira!
1. Como surgiu a ideia para escrever Profeta Boy? 

Eu sou autor do romance Beleza Estranha, que não é voltado para crianças. Quando meu filho André tinha nove anos, ele disse que queria mostrar um livro do pai para os coleguinhas da escola, só que eu precisava escrever alguma coisa para as crianças, já que ele não poderia indicar Beleza Estranha. Foi dessa conversa que surgiu a ideia do Profeta Boy. 

2. Teve alguma dúvida/dificuldade para concluir a obra? 

Eu tive receio de tocar em um assunto delicado, como o assassinato. Infelizmente, é um tema presente em boa parte das famílias brasileiras. Depois que o original estava pronto, pedi para o André e dois primos dele (na época com idades entre 10 e 11 anos) fazerem a leitura. Como eles entenderem bem a proposta, resolvi manter o enredo original. Sei que é um risco tratar de temas tão agudos para crianças. O escritor fica sempre no limite. Mas encarei o desafio.  

3. Eu amei a história! O Paulo César me ganhou! Ainda mais pela mensagem de força e fé ter vindo em um momento que eu estava tanto precisando. A pergunta que não quer calar, rsrsrsrs, terá continuação? 

A ideia é fazer uma trilogia. O segundo já está rascunhado e deve ter o foco no mundo das drogas. O terceiro... ainda não tenho a mínima ideia. 

4. Como foi a experiência de um publicar um livro mais voltado para o público jovem? Teve algum receio? 

Tem sido uma experiência boa! Ainda são poucos leitores, pois o livro terminou de ser lançado. Mas as crianças que já leram têm me dado um bom retorno. O filho de uma colega jornalista aqui de Brasília gravou um vídeo falando para os colegas da escola que “todo mundo pode ser herói: basta apenas fazer o bem!”. Isso é de um valor muito grande para um escritor!

5. Tem planos para um livro novo? 

Tenho a ideia de dar continuidade à trilogia de Profeta Boy. A ideia inicial é lançar um a cada dois anos. Vamos ver se é possível! Também estou escrevendo, desde o ano passado, um livro de contos, com um conto dedicado a cada dia da semana. 

6. Um dos elementos que mais gostei e me chamou atenção na trama foi a busca pela fé de Paulo César. Você pretende publicar mais livros que tragam fé e Deus como tema central? 

Sim. Já escrevi vários textos voltados para o público de uma igreja local aqui em Brasília. Quem sabe dê pra juntar esses textos e organizar em um livro, né?! Acho que seria uma boa ideia. A fé é o que nos liga a Deus e esse elemento está bem presente na vida do Profeta Boy. 

7. Muito obrigada pela entrevista! Profeta Boy já se tornou uma das melhores leituras do ano pra mim! Deixe um recadinho para os leitores do blog!!!

Façam da leitura um hábito! Quem lê escreve melhor, fica mais inteligente e se torna uma melhor pessoa. E deixem um espaço para a literatura nacional! Quero agradecer ao blog, pela atenção e pelo carinho! Obrigado, Ana! Um grande abraço para você!

Eu que agradeço ao autor pelo carinho, respeito e pela parceria! Muito sucesso pra você!!!

Demais essa entrevista, né, galera?!! E que da hora que vem mais dois livros do Profeta Boy, já quero!! Pena que ainda teremos que esperar 2 anos, rsrs

• COMPRE O LIVRO AQUI!!

• LEIA AQUI A RESENHA DE PROFETA BOY!

• Profeta Boy teve lançamento online, confira:


• Leia também a resenha do livro Beleza estranha, do mesmo autor (AQUI).

• Leia também a entrevista que o autor Tércio Ribas Torres concedeu ao blog (AQUI).

E aí, quem já leu ou vai ler?? Não deixe de comentar!!!

Beijinhos, Ana M.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Entrevista com Tércio Ribas Torres, autor de Beleza Estranha

Boa tarde, gente!

Tudo bem?

Hoje tem uma entrevista maravilhosa com o autor do livro Beleza Estranha, leitura que gostei muito, e foi a primeira resenha desse ano, Tércio Ribas Torres.

Confira!

1. Como surgiu a ideia para escrever Beleza Estranha? 

Eu trabalhei no Metrô de Brasília, entre 1998 e 2004. Nos turnos da noite e da madrugada, quando havia menos serviço, um colega me contava as histórias de sua família. De vez em quando eu ameaçava: olha, isso dá um livro! Até que um dia eu deixei as ameaças e parti para as vias de fato. É para ele, Marcelo, que dedico o livro. Ele só me pediu para trocar o nome do personagem, que no livro se chama Roberto – aliás, o único nome próprio de toda a obra. Não se trata de uma biografia, mas foi a história da vida dele que me inspirou a escrever Beleza Estranha. 

2. Teve alguma dificuldade, algum bloqueio criativo para concluir a história? 

Dá quase um livro dentro do livro. Eu comecei a escrever em 2001. Mas vieram outros desafios como concluir o curso de Jornalismo, o casamento, passar em um concurso legal. Depois retomei a escrita em 2008 e concluí o livro em 3 meses. Aí veio o desafio de procurar uma editora. Em 2014, o livro foi lançado pela Editora Faces. Mas a editora quebrou e veio uma nova edição, pela Chiado Books, em 2016. No ano seguinte, o livro recebeu o prêmio Latino International (AWA) como melhor romance em português. 

3. Eu gostei muito da trama, achei muito forte e sensível. Mas, você teve algum receio da história não ser bem aceita pelos leitores? 

É uma história de violência doméstica, em que todos as consequências dessa realidade terrível podem ser percebidas. Sempre tive muita consciência de que o tema pode afastar algumas pessoas. Em outros blogs que fizeram resenha, é comum perceber entre os comentários a ressalva de que “minha família passa por isso, assim não vou ler o livro”. Da mesma forma, o livro trata de um acerto de contas familiar, do perdão, do amor. Esses são, sem dúvida, temas que podem atrair o leitor. 

4. Sobre o personagem Roberto, o que você pode dizer sobre ele? Acha que a mensagem que ele passa pode ser bem aceita? 

Roberto é um personagem muito forte, com suas falhas, suas virtudes, seus limites. É alguém que a gente pode conhecer na faculdade, na igreja ou no serviço. Sua luta é uma lição de vida. Perdoar é um desafio para todo mundo. É claro que existem situações específicas e as pessoas têm reações diversas em seus casos particulares. Pessoalmente, acredito que perdoar é importante também para quem perdoa, pois é como deixar um peso pra trás, virar uma página e enxergar novas possibilidades. Quem não perdoa carrega a mágoa consigo, que termina ocupando espaços psicológicos que poderiam ser dedicados a tantas outras coisas. É importante ressaltar que a violência doméstica tem suas terríveis consequências, inclusive como crime, e deve ser combatida e punida, dentro do processo legal. 

5. Tem planos para um livro novo? 

Estou escrevendo um livro de contos. E tenho outros três livros infantis prontos, “na gaveta” do notebook. Minha ideia é, depois deste tempo de pandemia, dedicar energia para a publicação desses livros infantis.

6. Você poderia dar dicas para escritores iniciantes? 

Ainda não me vejo em muitas condições de dar dicas, rsssssss... Mas não vou fugir da pergunta. Poderia dizer para os novos autores nunca desanimarem. Stephen King foi recusado diversas vezes, até conseguir publicar seu primeiro livro. Hoje, é um monstro da literatura mundial. Outra dica é sempre deixar os escritos registrados, seja em um caderno, no computador, de preferência em mais de um lugar. Alguma coisa que hoje pode não fazer muito sentido pode se tornar especial daqui a alguns anos. Mais: ler muito, conhecer o português, revisar o que foi escrito e buscar uma forma de publicar. Se não for em uma grande editora, pode ser de forma virtual, em um blog, ou em pequenas tiragens ou por demanda. Mas não deixe de publicar! Quando o autor escreve alguma coisa, aquela obra é dele. Quando ele publica, a obra é do mundo!

7. Muito obrigada pela entrevista! Deixe um recadinho para os leitores do blog, sinta-se em casa!

Primeiro, quero agradecer a sua atenção e o seu carinho. Os blogs literários cumprem um papel importantíssimo hoje no sentido de valorizar a nossa literatura. Muito obrigado! Aos leitores, que continuem lendo, que valorizem os autores nacionais, sempre buscando o conhecimento. Para terminar, cito dois versos da Bíblia: não há limites para escrever livros (Eclesiastes 12:12) e feliz é aquele que adquire conhecimento (Provérbios 3:13). Muito obrigado!


Agradeço ao Tércio, adorei a entrevista, e obrigada pelo carinho e atenção!

Demais essa entrevista, né, galera!?

Por isso não deixem de ler a resenha AQUI!

E vocês podem comprar o livro AQUI!

Beijocas,

Ana M.



domingo, 3 de maio de 2015

#Entrevista: Camila M. Guerra, autora do livro A Última Chave

Minhas people,
trouxe mais novidades para vocês:
Uma superentrevista com a Camila M. Guerra, autora do livro A Última Chave, sim, aquele livro que eu pirei, ameeei, sou fã number one kkk (e falando nisso, noite passada sonhei que tinha ganhado o livro e vários marcadores dele!! Uhuuul, será um presságio???? Espero que sim!!). Sério gente, sonhei mesmo! kkkkk

Bem, vamos ao que interessa, com vocês, Camila, uma nova voz talentosíssima da nossa literatura brasuca!!!
1. Primeiramente Camila, gostaria de te agradecer por confiar no blog e te parabenizar pelo livro!Eu o amei, e já estou esperando o próximo (risos!). Quando você decidiu que queria começar a escrever e se tornar sim, uma escritora? Você teve algum bloqueio no começo da escrita, ou fluiu rapidamente?
Obrigada, Ana! Meu primeiro impulso para escrever aconteceu ainda criança. Não gostei do final de uma das historinhas da Turma da Mônica e resolvi que escreveria as minhas próprias para, um dia, escrever as do Maurício de Souza. A partir daquele dia, escrevi e desenhei muitos quadrinhos até a adolescência.
Nessa época, eu lia sem parar e a escrita foi consequência. Sempre fluiu muito bem. Escrever era minha cachaça quando queria extravasar sentimentos, vencer medos e organizar ideias.
Quando escrevemos somente para nós mesmos, é menos trabalhoso. Com a publicação, a escrita tem que ser mais cuidadosa e, hoje em dia, há momentos em que preciso dar um tempo para que as ideias se ajustem. Tenho bloqueios sim, mas não são corriqueiros.

2. Gostei muito da história de Sofia e Marcus, porque além de bem escrita, é também muito criativa e atiça a curiosidade para o assunto. Você conhecia esse meio "astral", o mundo dos sonhos e das viagens fora do corpo? Já presenciou ou viveu algo do tipo? 
Sim. Desde muito nova experimentava, sem querer, os sonhos lúcidos. Não sabia que era comum e nem que havia um vasto campo de estudo sobre o assunto. Na idade adulta, curiosa, resolvi estudá-los e descobri um mundo que jamais imaginava existir. O curioso é que eu havia começado a escrever um outro livro e, quando sonhei com a história de Sofia, parei o outro projeto e dediquei-me completamente à Última Chave. Um sonho, que virou livro e que fala sobre sonhos. Coincidência ou não, o livro está aí e aborda um tema que sempre me envolveu por conta das experiências intensas que eu mesma vivia.

3. Conte para a gente como foi o processo de escrita. Precisou pesquisar muito? Se divertiu bastante? Ou, teve algum medo de como seria a recepção por parte dos leitores? 
Foi tudo muito bacana e gostoso de fazer. Sonhei com a história e comecei a colocar no papel. No entanto, à medida que progredia na narrativa, meus personagens tomavam vida e acabaram decidindo, “sozinhos”, mudar o rumo da trama. O resultado final ficou um pouco diferente do sonho, mas acho até que ficou melhor. Adorei escrever A Última Chave e espero que os leitores sintam com a leitura do livro o mesmo prazer que tive em escrevê-lo.
Pesquisei várias coisas e, no processo, li também o ótimo livro do Michio Kaku que menciono no meu texto. Pesquisar é sempre importante para construir uma história coerente.
Não sabia como o livro seria recebido, pois ele aborda temas que não estão na moda. Mas sei que a gente escreve melhor quando tem convicção sobre o que escreve. Coloquei na Última Chave muito de mim e torci para que os leitores recebessem bem o livro. Felizmente, tenho tido um ótimo retorno.

4. Conte por favor, um pouco da história pelo seu ponto de vista: o que mais te fascina nessarealidade paralela? Você teria a coragem que a Sofia precisou ter? 
Olha, não sei se teria a coragem de Sofia. Acho que não. Já passei por situações muito menos estranhas e tive medo. Acho que sou do tipo curiosa-medrosa. Gosto de aprender coisas novas e isso já me rendeu muita experiência bacana e me trouxe ótimos amigos. Essa realidade paralela me surpreende e me fascina. Os sonhos dizem muito sobre nós, nossa vida, nossas dificuldades. Acho uma ferramenta importantíssima de autoconhecimento e sempre dou atenção a eles. É um mundo cheio de nós.

5. Como fã que já sou (risos =D )! NECESSITO te perguntar: Terá continuação de A ÚltimaChave???? (Espero muito que sim!!!). 
Obrigada! :)
Ainda não pensei no assunto, mas não descarto a possibilidade. Quem sabe?
No momento estou com outro livro praticamente pronto e um outro projeto engatilhado. Uma continuação para A Última Chave teria que ficar para depois desses.

6. Eu sei que é muitoooooo intíma essa pergunta, mas... Você já tem planos, ou contato comeditoras para a publicação impressa do livro? Se sim, e puder nos contar, é para quando???(Quero um exemplar autografado!!!! kkkk). 
Não tentei contato com editoras até o momento. Já até pensei em imprimir alguns exemplares por conta própria, mas esse projeto não tem data para acontecer. Estou trabalhando para disponibilizar o livro no CreateSpace, a plataforma de impressão por demanda da própria Amazon. Será um teste inicial, embora eu saiba que a alta do dólar prejudique bastante.
Caso o livro vá para o papel, será um grande prazer autografá-lo para você! 

7. Fale um pouco sobre sua vida, seus sonhos, o que quiser contar para os leitores!! 
Sempre quis ser escritora. Acho que, na verdade, tornou-se mais do que um sonho. É uma convicção.
Ver os leitores me lendo e gostando do que eu tenho para dizer, faz parte de uma estrada que, finalmente agora, tive oportunidade de trilhar. Pretendo continuar percorrendo essa estrada, sendo fiel às minhas convicções e trazendo para o leitor, mundos curiosos e com muito a oferecer. Na verdade, nós somos um mundo e o mundo está dentro de nós. Todos eles. Gosto muito do tema.

8. Você poderia dar umas dicas para os escritores iniciantes? Sobre temas, formas de escrita,publicação, divulgação, contato com os fãs, e etc.? 
Minha primeira dica é: comece escrevendo sobre o que você gosta e domina. Como eu disse anteriormente, tudo flui muito melhor quando temos convicção sobre o assunto sobre o qual escrevemos.
Isso vale também para a forma de escrita. Ela precisa sair bem, com fluidez. Se agarrar demais, talvez esteja na hora de rever alguma coisa. Por exemplo, muita gente prefere escrever em primeira pessoa. Já eu não me sinto confortável dessa forma. Prefiro narrar em terceira pessoa. Achar o seu estilo é o mais importante. Acho importante também ter bom conhecimento de gramática e ortografia, além de um mínimo de noção de estrutura de texto. Há vários blogs e livros que falam sobre o assunto e, para quem lê em inglês, as fontes são ainda mais diversas. É um bom investimento para quem quer se aventurar na área.
Eu não corri atrás de editora física. Foi uma escolha pessoal. Minha primeira opção de publicação foi mesmo a Amazon e estou achando a experiência muito legal. A autopublicação digital é uma alternativa barata e eficiente para quem está começando. Claro que há desvantagens e, uma delas, é que o autor deve fazer todo o seu marketing sozinho. Dá muito mais trabalho, mas é uma experiência muito rica.
As redes sociais, especialmente para quem tem tempo para investir nelas, são ótimas ferramentas de divulgação e contato com os fãs. E não posso deixar de falar dos blogs literários, que desempenham um papel de extrema importância na vida do autor e no sucesso dos livros.

9. Bom, Camila, perdoe-me a indelicadeza, fiz um montão de perguntas, mas eu realmente amei sua obra, e como fã, estou supeeeeercuriosa!!! Eu precisava desabafar e te perguntar (mais risos!!!).Deixe um recado para os leitores do blog e seus futuros fãs. Pode falar o que quiser, fique à vontade, sinta em casa! (Que agora também é sua, porque lerei todos os seus livros, rsrsrs). 
Para os leitores, quero deixar dois recados:
- Leia sem preconceito. Tudo bem ter um gênero/autor de preferência, mas é legal abrir a mente e ganhar conhecimento de outras histórias, de aventuras diferentes, provenientes de pessoas com experiências diversas.
- Leia autores nacionais. Quanto mais a literatura brasileira ganhar importância, mais livros bons teremos.
Para os autores iniciantes, meu recado é: ache seu estilo. Não tente copiar ninguém. Cada ser humano é único e isso precisa estar refletido no texto. Escreva por amor e aí, tudo valerá a pena.
Obrigada, Ana, pela oportunidade, pelo espaço e pelo carinho. Sucesso para você e boas viagens! ;)


Geeeente, a Camila é uma fofa né?? Superlegal, inteligente e simpática!!!
Ameeei essa entrevista!! Olha o tanto de perguntas que fiz! Curiosaaaaa, que nem disfarça kkkkkkk
Obrigada Camila, por conceder a entrevista! Muito sucesso e ótimas aventuras para vocês, só não se esqueça de compartilhar com a gente!!

Beijos, 
Ana M.